segunda-feira, dezembro 02, 2013

Libatio


 
Atuo feito pombo bicando o chão atrás inconsciente dos restos dos deuses altos, majestosos com suas maletas.
O canino atravessa o pão e a carne.
O liquido vermelho escorre e mancha minha cabeça até o dorso.
Excitada por uma boca maior, uma mão pequena me cerca.
Infeliz!
Outra se aproxima.
A brasa incandescente me desperta atenção.
O passo é curto e rápido.
Pelas grades busco agora aquele quinhão maior.
Acotovelamo-nos uma as outras para a distração de um idoso que nos atira pão envelhecido, e que sadicamente nos dirige, ora cá, ora lá.
Xô!
O voo é raso em busca de um novo deus misericordioso ou mesmo desatento.
Mas esse é banguela. 

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