segunda-feira, abril 14, 2014

O alienado é sempre o outro

Somos comumentes chamados de alienados por não enxergarmos aquilo que outro vê como verdade, entretanto, a alienação é muito mais do outro que nossa. Ele se torna extremamente capacitado naquilo que acredita. Estudo todos os livros que seus sagrados escritores dizem que os deve ler, entretanto, o que sabem sobre o inimigo é tão somente aquilo que aprenderam em suas cartilhas. Para eles a revolução pode acontecer a qualquer momento e por isso falam dos pós-escritos da inovação do pai da matéria, mais o inimigo continua o mesmo. O pior de tudo que se alimenta como gafanhoto daquilo que gostaria de exterminar, mais finge que realmente gostaria de matar o gafanhoto. O outro é sempre um alienado, mesmos que ser alienado é ser alheio ao conhecimento da totalidade que para eles está dentro do próprio umbigo. No Brasil, por exemplo, é a nossa pseudo-esquerda que pensa assim. Acredita piamente que o Marxismo que em outros países é uma coisa ultrapassada ou de uma meia dúzia de bobocas e aqui ainda é novidade. Onde uma leitura básica como de Mises que poderia dar um pouco de luz para essas mentes sim alienadas, porque nossas faculdades estão com enxurradas ainda de um pensamento ultrapassado. Mais qual é o discurso. Ele é de tratar os outros como coxinhas, um termo chulo que na verdade é como alguém que num debate põe somente a gritarias ou aplaude qualquer mané que ainda defende uma coisa tão ultrapassada chamada socialismo. Mais gritante ainda é que no Brasil não temos nem defensores de uma política realmente liberal, nem defensores de uma politicamente estatal. É na verdade uma plutocracia onde quem um dia na ditadura militar lutou por um regime antiimperial hoje mama nas tetas do estado e ainda acredita na revolução baseada na famigerada América Latina. No fundo são aproveitadores que jamais pensaram a não ser em seus próprios umbigos. Recebem aposentadorias milionárias do estado, salvo alguns que realmente mereceram, e não tem coragem de dizer não para receber dinheiro público. Afinal quando há decência no sujeito o mínimo que se espera é que trate o estado como res-pública ( coisa pública) não como objeto para uso particular. PIK.

Um comentário:

CABRAL disse...

Puxa, faz algum tempo tenho feito questionamentos deste tipo. E tenho nesses últimos anos observado, o quanto nossa incapacidade de compreender está aumentando, ao que parece há um reino da ignorância instalado, em que tudo vira acusação, rotulação inversa. Qual a saída? Quem é o culpado? Parece que o Brasil virou a Terra do Nunca, como bem falou o Lobão, puxa imaginar o Lobão um liberal, mostra o quanto nosso país está a deriva. É preciso parar, reler os livros, jogar um punhado fora, jogar ideias ultrapassadas fora, e começar a pensar direito. Abraços, sua colocação é extremamente pertinente.