Uma abelha ferrou minha cabeça. Mas talvez fosse uma vespa, não tenho certeza.Esqueci meu cão no mercado.Comprei meias femininas na Marisa. Na dúvida entre uma sapatilha meia e uma meia sapatilha, levei as duas.Dei umas moedas para um sanfoneiro cego.Fiquei devendo vinte centavos na banca de jornal.Todos os ipês da cidade estão floridos; este, em frente a minha casa, não.O escriturário não reconheceu a minha assinatura.A impressora cuspiu uma folha impressa inútil, e morreu.Pelas tantas, dirigindo na estrada, tive uma alucinação. Achando que estava em um local, dei-me conta que estava em outro completamente diferente. Por alguns minutos não sabia se estava indo ou voltando, se já havia ultrapassado meu destino. Isso me provocou terror e a nítida sensação que tinha atravessado um portal espaço-tempo, um "buraco de minhoca" e sido carregado para outro lugar num átimo, sem perceber nada. Assim como se acorda de repente em um local estranho, não sabia como tinha parado ali, mesmo sendo o condutor do veículo.Hoje não foi um dia, foi um enigma.
terça-feira, agosto 10, 2010
Hoje
segunda-feira, agosto 02, 2010
sexta-feira, julho 16, 2010
Copa e Caos
Recentemente os erros de arbitragem cometidos na Copa do Mundo trouxeram a baila o uso de tecnologias no futebol, tecnologias já disponíveis de fácil acesso capazes de ampliar a percepção humana e aumentar a assertividade do julgamento de uma partida, que no estádio, por todos os motivos óbvios e pela própria condição humana do árbitro, torna-se impossível aferir com precisão a validade de determinadas jogadas. A própria FIFA é refratária ao uso de tais tecnologias muito provavelmente pelo temor de como essas tecnologias podem influenciar a nossa capacidade de decisão.
O fato é que a técnica altera decisivamente a percepção do espaço e do tempo, e por conseguinte suscita outros imaginários. A subjetividade e a imprevisibilidade não fazem parte da máquina, uma prerrogativa da mesma é a objetividade e a neutralidade, contrários ao que se tem na natureza. Aliás, o objeto tende a ser perfeito quanto mais “tecnicizado” for, criando uma simulacro da natureza, quanto maior o conteúdo técnico agregado mais a natureza estará perto da perfeição.
A objetividade e a neutralidade já foram postos a prova no início do século passado com a fenomenologia de Heiddeger e também pela física, que colocou em xeque os postulados da prática científica calcados na previsibilidade. Uma dessas acepções foi o Princípio da Incerteza, de Heisenberg (1927), que afirma ser impossível medir com precisão e simultaneamente a velocidade e a posição de uma partícula atômica. Coisas que o Capra sempre falou.
A imprevisibilidade faz parte do modelo caótico e probabilístico da ciência contemporânea, da teoria do caos, que se torna ainda maior com o aumento da complexidade do sistema. Signatários dessa idéia nas ciências humanas estão Gilles Deleuze e Félix Guattari que também compreendem a realidade de maneira cambiante, não unitária, imponderável e caótica.
Não existe apenas uma forma de se explicar a realidade e a natureza humana, a mecânica clássica de Newton não foi revogada pelas leis da mecânica quântica, um corpo ainda continua caindo com aceleração de 9,8m/s2 . Para o filósofo Karl Popper, enquanto não houver uma alternativa melhor disponível, os fatos discordantes à teoria vigente vão sendo ajustados por explicações adicionais, chamadas de hipóteses ad hoc.
Desse modo, é lícito afirmar que um árbitro eletrônico no lugar do homem em uma partida de futebol seria garantia de uma arbitragem imune de erros? As variáveis são muitas, existe uma infinidade de fatores que determinam um fenômeno e sua interpretação está diretamente ligada entre o observador e a coisa observada, nós somos o fenômeno que observamos. A Interpretação está ligada a percepção, que muito embora tenha sido amplificada pela tecnologia, não está fora do fenômeno observado.
De outro modo, sendo a arbitragem algo exato previsível, objetivo, neutro beirando a perfeição com seu alto conteúdo técnico agregado isto não “artificializaria” a expectação? Até mesmo dentro do campo e/ou estádio, uma vez que se pode ver no telão a exatidão do lance? Não haverá mais a “mão de deus” nos gols e nem poderíamos mais chamar o juiz de ladrão e filho da puta.
O fato é que a técnica altera decisivamente a percepção do espaço e do tempo, e por conseguinte suscita outros imaginários. A subjetividade e a imprevisibilidade não fazem parte da máquina, uma prerrogativa da mesma é a objetividade e a neutralidade, contrários ao que se tem na natureza. Aliás, o objeto tende a ser perfeito quanto mais “tecnicizado” for, criando uma simulacro da natureza, quanto maior o conteúdo técnico agregado mais a natureza estará perto da perfeição.
A objetividade e a neutralidade já foram postos a prova no início do século passado com a fenomenologia de Heiddeger e também pela física, que colocou em xeque os postulados da prática científica calcados na previsibilidade. Uma dessas acepções foi o Princípio da Incerteza, de Heisenberg (1927), que afirma ser impossível medir com precisão e simultaneamente a velocidade e a posição de uma partícula atômica. Coisas que o Capra sempre falou.
A imprevisibilidade faz parte do modelo caótico e probabilístico da ciência contemporânea, da teoria do caos, que se torna ainda maior com o aumento da complexidade do sistema. Signatários dessa idéia nas ciências humanas estão Gilles Deleuze e Félix Guattari que também compreendem a realidade de maneira cambiante, não unitária, imponderável e caótica.
Não existe apenas uma forma de se explicar a realidade e a natureza humana, a mecânica clássica de Newton não foi revogada pelas leis da mecânica quântica, um corpo ainda continua caindo com aceleração de 9,8m/s2 . Para o filósofo Karl Popper, enquanto não houver uma alternativa melhor disponível, os fatos discordantes à teoria vigente vão sendo ajustados por explicações adicionais, chamadas de hipóteses ad hoc.
Desse modo, é lícito afirmar que um árbitro eletrônico no lugar do homem em uma partida de futebol seria garantia de uma arbitragem imune de erros? As variáveis são muitas, existe uma infinidade de fatores que determinam um fenômeno e sua interpretação está diretamente ligada entre o observador e a coisa observada, nós somos o fenômeno que observamos. A Interpretação está ligada a percepção, que muito embora tenha sido amplificada pela tecnologia, não está fora do fenômeno observado.
De outro modo, sendo a arbitragem algo exato previsível, objetivo, neutro beirando a perfeição com seu alto conteúdo técnico agregado isto não “artificializaria” a expectação? Até mesmo dentro do campo e/ou estádio, uma vez que se pode ver no telão a exatidão do lance? Não haverá mais a “mão de deus” nos gols e nem poderíamos mais chamar o juiz de ladrão e filho da puta.
terça-feira, julho 13, 2010
segunda-feira, julho 12, 2010
Ode ao Poetinha e aos meus amigos.
"que me desculpem as feias, mas beleza é fundamental."
vinicius de moraes
Escrever seja lá o que for, bem, com qualidade comprovada não é tarefa fácil, muito pelo contrário, tanto que se mal pesadas as medidas, o sujeito passa de poeta a esteta numa fração de segundos. Mas quando o indivíduo encontra o ponto certo entre uma especiaria e outra, entra quase que imediatamente para o hall dos grandes, dos mestres da letra e da palavra, que usam a pena como lança de São Jorge. Defendendo ideias em idas e vindas, com ferocidade e doçura.
Nesse mês de julho, um dos grandes poetas da humanidade faz trinta anos de morte. Dia fatídico aquele dia 09 de julho de 1980, que levou e calou a voz amalgamada composta por samba, macumba, jazz, poesia e bossa. Deixando órfãos milhares de filhos que amam o bom e velho cachorro engarrafado , nas suas várias formas, que apreciam as boas e belas companhias, que sentem acalento quando do abraço fraterno e honesto de um velho-novo amigo. Órfãos, quantos o são por aí, sentados às mesas de bares, nas rodas, falando alto disso e daquilo. Esse talvez seja um dos frutos deixados pelo Poetinha, filho de linhagem direta de Xangô, mas há outros também, frutos tão perenes e indeléveis quantos os mencionados. Sendo o maior deles o gosto pela vida e pela existência feminina.
Savará e obrigado, é o que deve ser dito em sua memória, agradecimentos à sua obra escrita entre tercetos e quartetos, repleta de rima rica, de musicalidade, de genialidade. Obrigado Poetinha, por mostrar que é possível escrever maravilhosamente bem, dentro do espaço reduzido, "amarrado" a estrutura e divisão poética silábica.
Vinicius de Moraes, Poetinha, diplomata da boa vida, das paixões fulminantes, obrigado pelo samba macumba, pelos ensinamentos que vão além da música e da poesia, que estão mais próximos a uma filosofia de vida, uma nova proposta estética do ser. A bênção e Saravá Poetinha!!!
quarta-feira, julho 07, 2010
Ecce Homo, Friedrich Nietzsche, 1888.
"Não sou nenhum bicho-papão, nenhum monstro moral -- sou até mesmo uma natureza oposta à espécie de homem que até agora se venerou como virtuosa. Cá entre nós, parece-me que justamente isso forma parte de meu orgulho. Sou um discípulo do filósofo Dionísio, preferiria antes ser um sátiro a ser um santo. Mas leia-se este escrito. Talvez eu o tenha conseguido, talvez não tenha ele outro sentido senão expressar essa oposição de maneira feliz e afável. A última coisa que eu prometeria seria "melhorar" a humanidade. Eu não construo novos ídolos; os velhos que aprendem o que significa ter pés de barro. Derrubar ídolos (minha palavra para ideais) -- isto sim é meu ofício. A realidade foi despojada de seu valor, seu sentido, sua veracidade, na medida em que se forjou um mundo ideal... O "mundo verdadeiro" e o "mundo aparente" -- leia-se: o mundo forjado e a realidade... A mentira do ideal foi até agora a maldição sobre a realidade, através dela a humanidade tornou-se mendaz e falsa até seus instintos mais básicos -- a ponto de adorar os valores inversos aos únicos que lhe garantiriam o florescimento, o futuro, o elevado direito ao futuro."
Friedrich Nietzche. Ecce Homo: como alguém se torna o que é. (São Paulo, Companhia das Letras, 2009, pp. 15-6).
Friedrich Nietzche. Ecce Homo: como alguém se torna o que é. (São Paulo, Companhia das Letras, 2009, pp. 15-6).
terça-feira, junho 29, 2010
terça-feira, junho 22, 2010
SARAVÁ SARAMAGO!
"Provavelmente está feito de suspiros o silêncio que precede o silêncio do mundo."
"Todos os dicionários juntos não contêm nem metade dos termos de que precisaríamos para nos entendermos uns aos outros"
"Todos os dicionários juntos não contêm nem metade dos termos de que precisaríamos para nos entendermos uns aos outros"
terça-feira, junho 15, 2010
Quem é o inimigo, quem é você? Parte II: O fim da era Gutenberg.
No Brasil recentemente, muito se falou do retrocesso em termos de liberdade de imprensa. Na diminuição desta e suas maléficas consequências. Seguindo caminho parecido, alguns países têm adotado a cerceamento, a extinção não só da tal liberdade de imprensa, como também toda e qualquer amostra de livre expressão. Casos como do Irã, China são os mais visíveis, mesmo porque as ações destes governos, sejam tanto para bem, como para o mal sempre se transformam em análise geopolítica e coisas do tipo, virando subsídio nas mãos dos debatedores de plantão. Obedecendo o mesmo percurso, na américa do sul, a figura central nesta temática tem sido, ninguém mais, ninguém menos, do que ele, justamente, este que você está pensando. Hugo Cháves. Líder vitalício do Reinado Venezuelano, e da Revolução Bolivariana. Dito isto em razão deste ter fechado o último canal ou emissora de televisão livre do seu país. _ pobre país ter um líder deste.
Diante dessa onde de proibições, de cerceamento da liberdade de expressão e comunicação. O mundo pensa, ai que saudade da Bahia, não, dá américa, terra da liberdade. E para sua surpresa se depara com um processo parecido, mas sutil, belíssimo. Nesse sentido a crônica do filósofo Olavo de Carvalho, escrita no último dia 14/06/2010, vira um balde de água fria, nos corações mais democráticos. Texto este que revela outra maneira de ditadura, forma mais eficaz do ato autoritário. Em seu texto, Carvalho fala da criação do site StopBigMedia, financiado pelo famoso George Soros, que segundo o autor, site este que professa a destruição das grandes empresas de jornalismo, _ coisa boa ou ruim?, com a criação de uma super agência puro sangue estatal. Tal ação do governo americano, mostra algo mais interessante do que a simples exposição do poder nu. Deixando no ar o espectro do poder mais inteligente, maquiavélico, mais atuante e eficiente. O que representaria a mão invisível do mal.
A participação do governo Obama, numa nova agência desse porte, e com esse tipo de parceiro, expõe o caminho pelo qual as novas ditaduras democráticas agem ou vão agir. Revelando também o fato do feitiço ter virado contra o feiticeiro. Isso em razão de durante boa parte do século XX, governos e ações governa mentais, ficarem submetidos a lobistas, condicionados às grandes agências produtoras, criadoras de informação. No mundo toda a produção de informação esteve e está nas mãos de menos de uma dezena de grandes agências (francesas, americanas, italianas, inglesas). No presente momento parece que os governos, não mais querem negociar favores, querem aplicar a receita aprendida, e do jeito que bem entenderem, e contra quem entenderem merecedores. Logo, logo, chineses, venezuelanos, russos, _ se já não fazem isso, vão também adotar tais práticas, contribuindo ainda mais para a ignorância local e mundial. E esse negócio de ficar bloqueando site disso e daquilo, vai aos poucos se tornar história para ninar criancinha.
O século XXI mal se iniciou e promete acontecimentos à matrix, em 3, 4, 5, quem sabe quantos d´s, o que torna o palco principal uma grande rinha de galos, com esporas pontiagudas, prontas para fazer jorrar sangue. E aos poucos a figura do velho cidadão Keynes, vai dando lugar aos cidadãos, Qu-e-mmm?
segunda-feira, junho 14, 2010
1° pESsoa: Painel Psiquiátrico
... desde que enveredara pela seara intelectualista. O caminho da existência fora percorrido do instante inicial até o derradeiro. Em sentinela. Forma franca de encarar a vida fora a eleita. Tornando parte inerente do espírito em desabafo. Frente a realidade, sem meias palavras ou não me toques, assim a existência era tratada. A toda crise do/no existir. Com travas pronta para a tíbia alheia... copos e Copos de Nietzsche no desjejum. Fazendo-se forçoso para a batalha que iniciava-se com o nascer do sol. Destes muitos goles nasciam toda a esperança. Coisa que tornava o amanhecer menos denso. Menos gravitacional. No transcorrer das horas, dos dias, das rotinas. Doses cavalares de Sartre injetadas diretamente nas artérias, espécie de absinto para manter o órgão vital em pulsação. os edifícios assim foram construídos, com tal rejunte e argamassa. A fortaleza humana sendo arquitetada no devir, entre pedras e areias. Num disformismo dos traços. O inferno dos outros, ficando nos outros. Maneira estável de manter o banker intocado e inabalado. ... noites de discussões acaloradas, bebidas e otras cositas mas. Apanágio da existência.
... Ledo engano! A vida é um moinho! Disse Cartola, o divino. Engano que acabara por se transmutar em engodo. Constatado pela oxidação vagarosa da benfazeja zona de conforto. Corroída pelos dias. Iniciado tal processo não se sabia quando. Processo de ruinificação de estruturas que até pouco tempo. Pareciam inaruináveis. Todo um organismo revelando não imune, tornando ineficaz o método eleito. Manhãs nietzschenianas não mais eram suficientes, o alimento não mais bastara. não mais protegia. E aos poucos o alvorecer fizera-se opressor. o despertar do relógio. Bip. bip, bip... e toda imunologia era contaminada pela peçonha das horas, dos lares, dos lugares, dos convívios. Adeus misantropia!! adeus,a-de-ussss. Calcificação começara a tomar conta de todo vaso sanguineo. Endurecimento dos músculos. Aos poucos diminuíra o pulsar, o batimento. doses Atomísticas sartristas foram adotadas em desespero e sobrepujadas pelos demônios alheios, que sorrateiramente habitavam a morada do pai. Entregando-a de mão beijada ao padrasto. judas, juda - i - mis- mo. Tapa na cara. Ossos ficando descalcificados.
... conclusão derradeira: Sintomatologia: Decrepitude. Início: unhas dos pés alquebradas. em corrosão. dente amarelentos. Olhos opacos. Pele sem brilho. Cabeça baixa. Intelecto amorfo. Passivo, Desatento, desatino. Desalinho.
... painel da vida: pintura com retrato do Nava na parede da sala. Casa empoeirada. louças na pia. num canto qualquer uma poltrona. Sujeito, sujeira, esparramado. boca aberta. Ar denso, quase palpável. resquício da embriaguEz. televisão ligada. Sábado, Domingo. Dores de cabeça. A vida sendo um infinito feliz ano velho. à espera do apertar do gatilho. do chumbo final.
quarta-feira, junho 09, 2010
Quem é o inimigo, quem é você?
Equívocos, equívocos, equívocos! De equívocos são feitos nossos grandes males.
Há certo tempo atrás, havia sido postado um texto que tratava de certa maneira da ideia de Estado-Nação, sua ainda necessária existência e do seu revigoramento, diante do novo tempo que se apresenta. Na época, o referido texto, não pedia uma discussão aprofundada sobre o(s) método(s) de ação desses mesmos Estados-Nacionais, não havia uma análise acerca desta temática.
Diante desta necessidade, este "opúsculo", tenta modestamente pensar a prática política do Estado-Nação, que diga-se de passagem, nunca deixou de existir, mas que por artimanhas, escondia-se atrás da névoa, inebriante, denominada mercado.
Faz algum tempo, o governo do presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad vem sendo alvo da força e pressão da chamada "comunidade" internacional, contrários a política deste país de enriquecimento de urânio, alegando fins beligerantes do país dos aiatolás, o que parecia até certo ponto, preocupação justa e acertada. Mas diante do fracasso dos esforços diplomáticos, não por causa dos iranianos, que isso fique claro, mas sim do eixo do mal, ocidental, a questão muda de figura, revelando a face autoritária dos Estados-Nacionais, envolvidos no debate. Nesse sentido a votação aberta pelo Conselho de Segurança do ONU, que tem como objetivo sanções contra, agora não só ao governo iraniano, mas contra o povo "persa", torna clara a necessidade de se pensar novas horizontalidades e novas verticalidades, no que diz respeito às decisões tomadas, a propalada Demo/Cracia que todo o mundo ocidental está submetido. Democracia esta, ridícula, sequestrada, de poucos, para poucos e contra muitos.
Os eventos dos três ou dois últimos anos, revelam a necessidade de se pensar o novo contexto geopolítico em que a população mundial está inserida. As nova relações e ações do governo russo, por exemplo, tanto no leste europeu, quanto no mundo, sua didatura parlamentar, as ações da China pós-maoísta, que tem em tubo de ensaio, um novo capitalismo, cujo êxito, baseia-se na amálgama da política de mercado, do autoritarismo político e na "escravidão" proletarizada, à inglesa ( no auge da 1° revolução industrial). Estes são apenas alguns aspectos da nova "des-ordem" mundial.
Diante do que foi exposto, com brevidade, cabe a todos que estão atentos, denunciar, seja de que maneira for, apontar, a face do mal contida no(s) Estados-Nacionais, no século XXI. Isso em virtude de considerar que desses equívocos, exposição da força e da truculência política, da ação dos podres poderes, nascerem os grandes males para a humanidade.
Como havia dito, parafraseado, no texto anteriormente postado e esquecido, o século XXI, é e será um século com bestas há muito conhecidas.
terça-feira, junho 08, 2010
Ninguém morre de véspera, mas...
Caros amigos leitores e colunistas deste blog,
Nos encontramos às vésperas de mais um grande evento global para o esporte que mais amamos, cujos fundamentos já vêm impregnados em nosso dna, o futebol.
Criado por ingleses, o futebol chegou ao Brasil por intermédio de Charles Miller e desde então faz parte de nossa vida, a ponto de nos tornarmos potência mundial vencedora de cinco edições de copas do mundo até hoje.
Daí é que quando chega época de mundial, sempre questionamos a qualidade do elenco atual escolhido pelo treinador do momento, neste caso, Dunga.
Dunga já teve nome de era (fracasso na copa de 90), já foi símbolo de raça (tetra de 94) e agora treina nossos canarinhos em busca de mais uma glória para eternizá-los em nossos álbuns de figurinhas.
Bem, é claro que estaremos lá na hora, local e razão para torcermos pela seleção. Sim, com uma cervejinha vai bem, com os amigos melhor ainda (um dos meus tem HDTV em casa, vamos todos para lá e o convidamos também...)
Onde eu quero chegar é que nosso pequeno notável comandante não levou Adriano nem Ronaldinho Gaúcho para a África do Sul, o que para mim foi um erro. Adriano mesmo em má fase tem experiência em copas, ele optou por Grafite que jogou, sei lá 20 minutos em toda a preparação até agora. Para Ronaldinho ele escolheu Júlio Baptista como reserva de Kaká, será que vai dar certo? Tenho minhas dúvidas.
Já a defesa é sólida com Lúcio, Juan, Maicon... o que muito se comparou com 94, com o pragmatismo de Parreira; mas e para os volantes Mauro Silva e o próprio Dunga, temos jogadores parecidos no meio de contenção?
Em 94 tínhamos Bebeto e Romário, e o segundo voltava ao meio do campo para buscar a bola e partir em direção ao gol, carregando o time nas costas. Que saudade do baixinho!
Hoje, temos Kaká (que não fez nada em 2006) ainda lesionado para a criação, Robinho que tentou recuperar seu futebol no Santos, mas foi ofuscado pelo brilhantismo de Neymar e Ganso, e Luís Fabiano, este sim ainda em grande fase, mas também vindo de lesão.
Sei não, podem me xingar, mas acho que esta copa será dos hermanos: Messi, Higuain, Milito, Tevez, DiMaria, etc.
Acho que dá Argentina.
Nos encontramos às vésperas de mais um grande evento global para o esporte que mais amamos, cujos fundamentos já vêm impregnados em nosso dna, o futebol.
Criado por ingleses, o futebol chegou ao Brasil por intermédio de Charles Miller e desde então faz parte de nossa vida, a ponto de nos tornarmos potência mundial vencedora de cinco edições de copas do mundo até hoje.
Daí é que quando chega época de mundial, sempre questionamos a qualidade do elenco atual escolhido pelo treinador do momento, neste caso, Dunga.
Dunga já teve nome de era (fracasso na copa de 90), já foi símbolo de raça (tetra de 94) e agora treina nossos canarinhos em busca de mais uma glória para eternizá-los em nossos álbuns de figurinhas.
Bem, é claro que estaremos lá na hora, local e razão para torcermos pela seleção. Sim, com uma cervejinha vai bem, com os amigos melhor ainda (um dos meus tem HDTV em casa, vamos todos para lá e o convidamos também...)
Onde eu quero chegar é que nosso pequeno notável comandante não levou Adriano nem Ronaldinho Gaúcho para a África do Sul, o que para mim foi um erro. Adriano mesmo em má fase tem experiência em copas, ele optou por Grafite que jogou, sei lá 20 minutos em toda a preparação até agora. Para Ronaldinho ele escolheu Júlio Baptista como reserva de Kaká, será que vai dar certo? Tenho minhas dúvidas.
Já a defesa é sólida com Lúcio, Juan, Maicon... o que muito se comparou com 94, com o pragmatismo de Parreira; mas e para os volantes Mauro Silva e o próprio Dunga, temos jogadores parecidos no meio de contenção?
Em 94 tínhamos Bebeto e Romário, e o segundo voltava ao meio do campo para buscar a bola e partir em direção ao gol, carregando o time nas costas. Que saudade do baixinho!
Hoje, temos Kaká (que não fez nada em 2006) ainda lesionado para a criação, Robinho que tentou recuperar seu futebol no Santos, mas foi ofuscado pelo brilhantismo de Neymar e Ganso, e Luís Fabiano, este sim ainda em grande fase, mas também vindo de lesão.
Sei não, podem me xingar, mas acho que esta copa será dos hermanos: Messi, Higuain, Milito, Tevez, DiMaria, etc.
Acho que dá Argentina.
A Cidade Sem Serifa
Acesso a Zona Sul – Pista 3, saída para Dutra, proibido estacionar... A convenção é o instrumento mais usado (pra não dizer fundamental) na orientação do homem, quando não são convencionados por símbolos e signos são escritos de maneira mais clara e objetiva possível, e essa objetividade não está só no seu conteúdo mas também na própria fonte em que se apresenta a letra.
Toda convenção pressupõe certa racionalização, e as fontes utilizadas pelas letras para dar este tipo de informação dentro da cidade, destinada para quem está em trânsito, são totalmente desprovidas de detalhes, de desenhos mais rebuscados, de serifa. De maneira que num golpe de vista pode-se saber o significado da palavra, não se chega a ler toda a palavra letra por letra, na verdade, pela forma da palavra já se infere o seu significado. As palavras têm formas, e suas formas já são conteúdo. Com o perdão da digressão, isso é um pouco poesia concreta, os concretistas decompunham e colavam palavras inferindo em outros sentidos pela sua forma e sonoridade.
Esses textos esquemáticos permeiam a cidade, e São José se utiliza deles. Voltando da casa de um amigo na noite de ontem vim dialogando com eles (os textos), criando um discurso surdo que é destinado a cada pessoa em particular, sem precisar parar, sair do carro, somente como passante. Textos autoexplicativos, como se estivesse numa máquina de autoatendimento bancário, que ao inserir um cartão se obtém uma série de perguntas e respostas objetivas: saque, consulta, pagamentos etc.. A cidade é uma máquina e o diálogo com ela é objetivo, inclusive o espaço urbano é fruto de uma excessiva objetivação, que se transfere pro discurso urbano até se chegar a sua raiz sintática, ao ponto de racionalizar o próprio signo no afã de aumentar a eficiência da comunicação, do diálogo entre o passante e a passagem.
A construção do discurso urbano segue o mesmo critérios de eficiência, supondo uma uniformidade. E o que torna a uniformidade uma suposição é a cacofonia, a polissemia dos que vivem a cidade sem serifa. Chega-se a escutar um ruído de fundo, um interdiscurso; mesmo na noite fria de ontem, quando já não havia mais viva alma nas ruas.
Toda convenção pressupõe certa racionalização, e as fontes utilizadas pelas letras para dar este tipo de informação dentro da cidade, destinada para quem está em trânsito, são totalmente desprovidas de detalhes, de desenhos mais rebuscados, de serifa. De maneira que num golpe de vista pode-se saber o significado da palavra, não se chega a ler toda a palavra letra por letra, na verdade, pela forma da palavra já se infere o seu significado. As palavras têm formas, e suas formas já são conteúdo. Com o perdão da digressão, isso é um pouco poesia concreta, os concretistas decompunham e colavam palavras inferindo em outros sentidos pela sua forma e sonoridade.
Esses textos esquemáticos permeiam a cidade, e São José se utiliza deles. Voltando da casa de um amigo na noite de ontem vim dialogando com eles (os textos), criando um discurso surdo que é destinado a cada pessoa em particular, sem precisar parar, sair do carro, somente como passante. Textos autoexplicativos, como se estivesse numa máquina de autoatendimento bancário, que ao inserir um cartão se obtém uma série de perguntas e respostas objetivas: saque, consulta, pagamentos etc.. A cidade é uma máquina e o diálogo com ela é objetivo, inclusive o espaço urbano é fruto de uma excessiva objetivação, que se transfere pro discurso urbano até se chegar a sua raiz sintática, ao ponto de racionalizar o próprio signo no afã de aumentar a eficiência da comunicação, do diálogo entre o passante e a passagem.
A construção do discurso urbano segue o mesmo critérios de eficiência, supondo uma uniformidade. E o que torna a uniformidade uma suposição é a cacofonia, a polissemia dos que vivem a cidade sem serifa. Chega-se a escutar um ruído de fundo, um interdiscurso; mesmo na noite fria de ontem, quando já não havia mais viva alma nas ruas.
terça-feira, maio 25, 2010
Há outras moradas na casa de meu Pai
Muito se diz das cidades globais, criadas e alimentadas a partir da racionalidade técnica nas construções dos espaços, que acabam pasteurizando lugares e culturas.
O que dizer de espaços que de alguma forma ainda carregam certas rugosidades, como se fosse fruto de camadas geológicas.
Num primeiro momento parece até o sobrenatural exercendo sua função. Mas o que dizer da sensação de quando entramos nas grutas ou minas de extração de Ouro em Mariana – MG, ou mesmo de estar diante das pirâmides da antiga capital Maia.
Será que todas as cidades seguirão um padrão na construção dos espaços dentro dessa ordem Global?
O desenvolvimento de uma cidade histórica não obedece necessariamente o desenvolvimento de uma cidade global.
Isso parece óbvio!
Não imagino no lugar da Igreja da 3ª Ordem de Salvador, um edifício à la Empire States.
Há um tempo-espaço global que não consegue se inserir no tempo de algumas cidades que ainda carregam um tempo local. Não que esses espaços-tempos não sofram intervenções externas, mas suas mudanças não precisam de uma quantidade elevada de instrumentos e técnicas, o que faz com que esses espaços-tempos, mude muito lentamente, quase imperceptíveis, e que para muitos esse tempo, significa o estancamento, o atrasado, o tempo irreal.
O que dizer de espaços que de alguma forma ainda carregam certas rugosidades, como se fosse fruto de camadas geológicas.
Num primeiro momento parece até o sobrenatural exercendo sua função. Mas o que dizer da sensação de quando entramos nas grutas ou minas de extração de Ouro em Mariana – MG, ou mesmo de estar diante das pirâmides da antiga capital Maia.
Será que todas as cidades seguirão um padrão na construção dos espaços dentro dessa ordem Global?
O desenvolvimento de uma cidade histórica não obedece necessariamente o desenvolvimento de uma cidade global.
Isso parece óbvio!
Não imagino no lugar da Igreja da 3ª Ordem de Salvador, um edifício à la Empire States.
Há um tempo-espaço global que não consegue se inserir no tempo de algumas cidades que ainda carregam um tempo local. Não que esses espaços-tempos não sofram intervenções externas, mas suas mudanças não precisam de uma quantidade elevada de instrumentos e técnicas, o que faz com que esses espaços-tempos, mude muito lentamente, quase imperceptíveis, e que para muitos esse tempo, significa o estancamento, o atrasado, o tempo irreal.
sexta-feira, maio 21, 2010
Vade Mecum

Faço idéia daqueles que por algum motivo se lançam na pesquisa de alguma fonte primária em arquivos públicos. Arquivo público do Estado ou mesmo daqui do Município, que diga-se de passagem, é um lugar interessante de se visitar, como o fiz após o almoço de hoje.
Quem assim o puder fazer, terá contato com uma série de publicações do início do século passado, documentos, atas, leis, até anúncios de revistas e jornais. Tive a oportunidade de ver anúncios de revistas, de “campanhas publicitárias” da chegada da energia elétrica em São José. Pelos anúncios dava pra se ver o imaginário que a eletrificação da cidade suscitava, o ideal de desenvolvimento, a emancipação, o fim das trevas, o aumento das condições de salubridade. Acho que deva ter sido a partir daí (não sou historiador), que a cidade passou a ter visibilidade da para mundo moderno, para os anseios da modernidade.
Incrível saber que existe um espaço físico onde ficam guardados registros materiais de nossa história e cultura, onde se tenta conservar esses documentos pelo maior período de tempo possível, como se pudessem ser eternos e infinitos. Qualidades que remetem a um universo que me persegue, o da Biblioteca de Babel, de Borges.
Se o Comuna Piraquara fosse publicado em algum periódico impresso na época, com certeza estaria disponível alguns exemplares no arquivo público para consulta. Hoje poderíamos saber como um grupo de pessoas há cem anos interpretavam o seu mundo, poderíamos dissecar o imaginário inerente a sua época, assim como o da eletrificação, os seus signos, suas trocas simbólicas. Seria fonte primária de pesquisa, manancial documental em que historiadores poderiam se debruçar e interpretar o nosso momento histórico.
Mas daqui a cem anos que “escafandrista” explorará estes escritos, os nossos de hoje? Em que prateleira ostentará o Comuna, este Vade Mecum de nossa pós-modernidade joseense? Existirá algum espaço que abrigará o que escrevemos aqui?
Sim, existirá! Daqui a cem anos estes escritos estarão todos na Biblioteca de Babel, onde se encontra todos os livros do mundo, de todas as línguas, inclusive das extintas e daquelas que ainda surgirão, toda alegoria, toda criptografia de documentos secretos ou de pensamentos insondáveis, onde estão todas as histórias, todos documentos, todos os sons, todas as imagens, e quem sabe..o nosso imaginário e nossa época.
sexta-feira, maio 14, 2010
Nós da Urbe

Sempre que passo pela cidade de Campinas dá vontade de pedir pro ônibus parar só pra observar mais de perto o viaduto acima. Trata-se de um viaduto anti-indigente, de uma arquitetura voltada à expulsão dos indesejáveis com pedras pontiagudas sob suas cabeceiras, achei isso incrível. Acho que todo mundo que sai de Campinas via ônibus inter-urbano deve ter visto, fica no trajeto de saída da cidade, perto de um McDonald´s lindo e imponente!
É poder publico exercendo sua ação no espaço urbano. É importante a racionalidade técnica no planejamento urbano, o planejamento das cidades pode ser entendido como um sinal de desenvolvimento e progresso, pois carrega as idéias de valorização do ambiente público, preocupação com o bem-estar humano, respeito ambiental e integração de espaços e habitantes. A ênfase dessa racionalidade técnica no urbanismo dotou-o de método e o transformou em ciência da cidade. Ciência, progresso e desenvolvimento tudo coisa boa e inquestionável.
Nossas grandes e médias cidades se ergueram assim, com alto conteúdo técnico e cientifico, obviamente umas muito mais que outras. No caso de São José, nota-se que a instalação de centros de comandos dos grandes grupos transnacionais nessa cidade, de modo que esses grupos aí instalados passaram a exercer o controle das suas plantas industriais, produção e comerciais.
Temos um setor secundário voltado a exportação e um setor terciário altamente especializados, o que confere um alto valor técnico agregado ao territótio. O que torna SJC uma cidade global, e ela o é não só pelos fatos acima mencionados, mas por um motivo particular importante:
O fato de SJC ter se tornado uma cidade global está ligado ao fato de a racionalidade técnica que formaliza a arquitetura do espaço urbano segue os mesmo critérios de eficiência e comando do capital global. A cidade é a racionalidade do capital global espacializada, o espaço urbano é a representação da eficiência, comando e controle do que se convencionou chamar de globalização.
As cidades se parecem cada vez mais entre si, como já ocorre com os espaços padronizados das cadeias dos grandes hotéis internacionais ou, ainda, dos aeroportos, das redes de fast food, dos shopping centers, dos parques temáticos, dos condomínios fechados e demais espaços privatizados. As intervenções contemporâneas sobre os territórios ditos históricos ou culturais também obedecem a este ritmo de produção, o que cria uma superabundância mundial de cenários e simulacros para turistas.
Também ocorre hoje um tipo de mimetismo às avessas nos espaços públicos: não é raro encontrarmos recentes projetos ditos de “revitalização” desses espaços, como praças públicas por exemplo, que imitam as ditas “praças” dos shoppings (em particular, os materiais usados, a paginação do piso e o cercamento), exatamente o contrário do ocorrido nas galerias e primeiros centros comerciais que mimetizavam os espaços públicos urbanos, as suas ruas e praças tradicionais. Hoje, paradoxalmente, a referência de espaço público dito “de qualidade” passa a ser um espaço privado, na maior parte das vezes, um espaço interno, cercado e com segurança privada.
Para que tudo isso ocorra existe uma excessiva racionalização do espaço, por tanto um controle total, não só no que tange ao policiamento mas sobre tudo, controle do espaço, controle de temperatura, luz, volume que criam verdadeiros simulacros, uma disneylandização da urbe! E o que esta fora dessa Disneylândia também sofre ação dessa urbanização, é o caso da arquitetura anti-indigentes.
Não há indigentes na Disney.
quinta-feira, maio 13, 2010
Fio de Ariadne e o Ego

Dificil é não matar o presente com você distante.
Procurar extrair perfume, de uma flor ausente.
Enxergar belezas num mundo incompleto.
A nossa distância, é a única certeza que um dia terei você ao meu lado.
E se porventura, sua futura presença acabar com o meu desejo de tê-la.
Perdoe-me.
Mas fique longe!
terça-feira, maio 11, 2010
A Doutrina das Cores de Goethe
quinta-feira, maio 06, 2010
Cosmos Alvinegro
Não. Nós não somos heróis. Não somos guerreiros sem medo do deus Imponderável. Somos o espírito dos operários que iluminaram nossos corações a luz de lampião e brindaram-nos com nossa existência, entre tudo e nada, em branco e preto.
Somos aqueles que perambulavam pelas ruas sentindo falta de não sabemos o quê. Sabíamos apenas do vazio que existia em nossos corações, que havia sido transmitido por todos os nossos antepassados antes do grande dia, dia da glória, da revelação. Dia 1º de setembro de 1910.
Num relance nossos pulmões souberam diferenciar o ar da aura alvinegra. Ela sempre esteve presente, em todos os cantos, em todos os lugares, mas foi preciso evocar um nome para que nossos corpos se permitissem a tal sensação de amor. Algo muito além do que essas poucas palavras podem explicar aos que não foram escolhidos pela mística, mas de muito fácil entendimento ao nosso cosmos particular: Corinthians, senhores!
Somos um povo sofrido? Somos sim. Mas isso não faz de nós menores, pelo contrário. Somos altivos por entendermos que nem só de glórias vive o homem. É nossa obrigação – prazerosa – transmitirmos aos nossos que formamos nosso caráter é nas derrotas. São elas que nos forjam. E caímos com garra no olhar e com o sangue correndo quente em nossas veias.
É com esse entendimento da vida que construímos uma das mais lindas histórias, que rompemos a ordem da paixão por recompensa. Somos fiéis. Perdemos juntos, e tocamos o céu juntos nas conquistas. Assim, não associamos nosso amor às vitórias, seria diminuir o que somos.
Salve, Corinthians!
Sebastião Maia
Somos aqueles que perambulavam pelas ruas sentindo falta de não sabemos o quê. Sabíamos apenas do vazio que existia em nossos corações, que havia sido transmitido por todos os nossos antepassados antes do grande dia, dia da glória, da revelação. Dia 1º de setembro de 1910.
Num relance nossos pulmões souberam diferenciar o ar da aura alvinegra. Ela sempre esteve presente, em todos os cantos, em todos os lugares, mas foi preciso evocar um nome para que nossos corpos se permitissem a tal sensação de amor. Algo muito além do que essas poucas palavras podem explicar aos que não foram escolhidos pela mística, mas de muito fácil entendimento ao nosso cosmos particular: Corinthians, senhores!
Somos um povo sofrido? Somos sim. Mas isso não faz de nós menores, pelo contrário. Somos altivos por entendermos que nem só de glórias vive o homem. É nossa obrigação – prazerosa – transmitirmos aos nossos que formamos nosso caráter é nas derrotas. São elas que nos forjam. E caímos com garra no olhar e com o sangue correndo quente em nossas veias.
É com esse entendimento da vida que construímos uma das mais lindas histórias, que rompemos a ordem da paixão por recompensa. Somos fiéis. Perdemos juntos, e tocamos o céu juntos nas conquistas. Assim, não associamos nosso amor às vitórias, seria diminuir o que somos.
Salve, Corinthians!
Sebastião Maia
terça-feira, maio 04, 2010
A Heterotopia
"Acredito que entre as utopias e estes posicionamentos absolutamente outros, as heterotopias, haveria, sem dúvida, uma espécie de experiência mista, mediana, que seria o espelho. O espelho, afinal, é uma utopia, pois é um lugar sem lugar. No espelho, eu me vejo lá onde não estou, em um espaço irreal que se abre virtualmente atrás da superfície, eu estou lá longe, lá onde não estou, uma espécie de sombra que me dá a mim mesmo minha própria visibilidade, que me permite me olhar lá onde estou ausente: utopia do espelho. Mas é igualmente uma heterotopia, na medida em que o espelho existe realmente, e que tem, no lugar que ocupo, uma espécie de efeito retroativo; é a partir do espelho que me descubro ausente no lugar em que estou porque eu me vejo lá longe. A partir desse olhar que de qualquer forma se dirige para mim, do fundo desse espaço virtual que está do outro lado do espelho, eu retorno a mim mesmo e a me constituir ali onde estou; o espelho funciona como uma heterotopia no sentido que ele torna esse lugar que ocupo, no momento em que me olho no espelho, ao mesmo tempo absolutamente real, em relação com todo o espaço que o envolve, e absolutamente irreal, já que ela é obrigada, para ser percebida, a passar por aquele ponto virtual que está lá longe."
FOUCAULT, Michel. "Outros espaços", in: Ditos e escritos III - Estética: Literatura e pintura, música e cinema. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2003, p. 415.
FOUCAULT, Michel. "Outros espaços", in: Ditos e escritos III - Estética: Literatura e pintura, música e cinema. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2003, p. 415.
segunda-feira, maio 03, 2010
“Dispositivos da Arte Moderna e Contemporânea”
A Oficina Cultural Altino Bondesan informa que ainda estão abertas as inscrições para o Workshop Aprofundamento em Arte “Dispositivos da Arte Moderna e Contemporânea”.
Os interessados devem fazer sua inscrição pelo telefone (12) 3923-4860 ou irem pessoalmente à sede da oficina cultural.
Artes Plásticas
Workshop Aprofundamento em Arte “Dispositivos da Arte Moderna e Contemporânea”
8/5 - sábado - 9h às 12h e 13h às 18h
Público: com conhecimento intermediário
Faixa Etária: adultos
Seleção: carta de Interesse
Inscrições: 5/4 a 30/4
Vagas: 30
Local: Câmara Municipal de São José dos CamposRua Desembargador Francisco Murilo Pinto, 33 - Vila Sta. Luzia
Este workshop trata dos elementos caracterizadores do universo artístico de nossa atualidade. Burila a construção do objeto da arte por meio da análise do discurso e demais elementos constituintes do sistema no qual se apresentam o artista e seu trabalho nos últimos séculos XX e XXI.
Sylvia Furegatti é docente do Depto. de Artes Visuais do Instituto de Artes da Unicamp. Artista visual que trabalha com projetos de intervenções artísticas, instalações e objetos.
Oficina Cultural Altino Bondesan
ASSAOC - Associação Amigos das Oficinas Culturais do Estado de São Paulo
Avenida Olivo Gomes, 100 Santana
São José dos Campos/SP
Tel: (12) 3923 4860
http://www.oficinasculturais.org.br/
Os interessados devem fazer sua inscrição pelo telefone (12) 3923-4860 ou irem pessoalmente à sede da oficina cultural.
Artes Plásticas
Workshop Aprofundamento em Arte “Dispositivos da Arte Moderna e Contemporânea”
8/5 - sábado - 9h às 12h e 13h às 18h
Público: com conhecimento intermediário
Faixa Etária: adultos
Seleção: carta de Interesse
Inscrições: 5/4 a 30/4
Vagas: 30
Local: Câmara Municipal de São José dos CamposRua Desembargador Francisco Murilo Pinto, 33 - Vila Sta. Luzia
Este workshop trata dos elementos caracterizadores do universo artístico de nossa atualidade. Burila a construção do objeto da arte por meio da análise do discurso e demais elementos constituintes do sistema no qual se apresentam o artista e seu trabalho nos últimos séculos XX e XXI.
Sylvia Furegatti é docente do Depto. de Artes Visuais do Instituto de Artes da Unicamp. Artista visual que trabalha com projetos de intervenções artísticas, instalações e objetos.
Oficina Cultural Altino Bondesan
ASSAOC - Associação Amigos das Oficinas Culturais do Estado de São Paulo
Avenida Olivo Gomes, 100 Santana
São José dos Campos/SP
Tel: (12) 3923 4860
http://www.oficinasculturais.org.br/
sexta-feira, abril 30, 2010
O Colegiado dos Cegos

Quando ele se sentou, e abriu o livro para leitura, viu todos estatelados com seus óculos escuros, distintos senhores portando suas bengalas. Todos ávidos pela audição, o colegiado de literatos cegos já havia se postado com sua diligencia e atenção, todos não necessariamente em direção ao leitor, mas cada qual tinha seu rosto voltado para um lugar inexistentente, não para o nada, talvez pra dentro de si, de sua infância, de sua saudade, uns com a cabeça arcada para cima, outros virados para parede.
O silencio para a leitura não foi o que mais intimidou o leitor, pois sabia que sua obra não estava sendo posta a prova do som, mas da escuridão. Já que a história se tratava de uma aventura dos tempos afortunados em que os caminhos eram mapeados pelos meridianos celestes, inscritos em noites de céu estrelado, que tem o rumo traçado pelas estrelas na escuridão em alto mar. Para o colégio de cegos tudo era familiar e distante, já que seria aventuroso demais ter ao menos a luz das estrelas para se guiar dentro da história contada.
A história dava conta de um mundo vasto para a navegação, talvez seja por isso que o colegiado precisasse do universo para orientação dessa aventura, e uma geodésia imaginária para saber em que parte do globo terrestre, a personagem numa noite quente, deitado no convés de um veleiro de três mastros observando a constelação de Òrion, esperava chegar a Bornéu, sempre ao oriente da noite.
A vastidão do oriente e da noite era a mesma de dentro da casa de cada um dos colegiados, já que não paravam de olhar pra dentro de si durante toda história, o fogo que ardia em cada um era o mesmo a arder até hoje nas estrelas que guiou as histórias das descobertas e aventuras de nosso mundo visível.
E a aventura continuava por paisagens inauditas! Ilhas paradisíacas, peixes e outros seres do mar. O colegiado de cegos estava absorto na trama em que a personagem viajando, sempre buscava outros lugares, outras paisagens. Para nosso mundo visível a paisagem é sempre objetiva, a paisagem é onde nós não estamos, já que para se vê-la temos que nos distanciar, ela sempre está a frente..Já pra os cegos a paisagem é onde ele está, ele é a paisagem.
A Utopia da busca da luz, a certeza da orientação, a mudança de lugar em sua função e a excessiva objetivação da paisagem na história contada, também era uma forma de desterro e de negação do lugar, como o próprio termo utopia designa. Porém desta objetividade e desterro o colégio de cegos jamais sofrerá.
Já ao final da audição o silencio sepulcral ainda pairava na sala dos cegos literatos, quando um deles, com o apoio de sua bengala se aproximou do leitor portando um livro de cabeça para baixo pedindo caridosamente um autógrafo invisível e outra história.
domingo, abril 25, 2010
terça-feira, abril 20, 2010
Ponto Geográfico
Por calendários perturbados da educação, ano passado fiquei no ócio, já no fim. Fui procurar o que fazer. A escola tinha que ir até um determinado endereço para coisas de escola das quais não entendo. O secretário iria ao tal lugar, fui junto, alias, fui com meu carro mesmo, um mil.
Tarefa de escola urbana é diferente que em escola rural. Logo umas oito da manhã, saímos. Dia bonito, paisagem perfeita, bucólico. Passamos por casa de jornalista de fofoca, médico famoso, assombrada. Estrada do Guaxindiba, saída por detrás do cemitério. Paramos no caminho para perguntar se estávamos certos (longa estrada), estávamos, seguimos.
Chegando lá, tinha uma baita descida depois de uma porteira tão falada branca. Olhei, analisei, perguntei para o secretário e fui. Fui, fui. Parei, ele fez o serviço dele e não voltei. Fiquei no meio da descida, agora subida.
O secretário não sabe dirigir, por isso fui junto, ele presisava de um motorista, mas um oficial, que soubesse pegar o barranco. Eu fiquei! Inconformada, longe de socorro, sem sinal no celular, tentei, coloquei tapete, desci e subi denovo, repetidamente, sem atropelar na ré o secretário que tentava empurrar e o carro mil teimava a voltar, e tentei, acelerei, o carro sambou, pneu patinou e eu subi.
Suando, rindo, subi, cheguei na estrada normal de terra. Veja bem, na noite anterior havia chovido pouco, mas forte. A sub estrada de terra, ficou molhada. Mas até aí, só mais um estrada de terra.
Dois dias depois, o secretário tinha que voltar na vizinha daquela casa que tínhamos ido. Um outro professor, instigado pela minha pseudo aventura, foi. Carro lotado, dois professores curiosos, o secretário e eu. Chegamos, descemos, fomos longe, mais do que da outra vez e ... subimos, travamos de leve, mas subimos.
Bom, vai ver que eu sou ruim de volante....
Morando aqui, ando conhecendo muita gente boa, inclusive de prosa: Messias, o faz tudo daqui de casa, é um. Vamos conversar que eu moro numa comunidade com mais três humanos, seis cahorros, três gatos, nove cagados, uma criação de lesmas e caramujos (com estufa para ovos e tudo), muitas galinhas e uma pá de visitante. Para manter em ordem, Shirley e Messias. E o Messias mora para os lado da tal estrada, depois da porteira, que tem uma descida, que depois vira subida que eu fiquei.
Café da tarde no Emílio, estava lá também o Zé, outro personagem que terá um post só pra ele. Papo solto, todos contando histórias, o Messias começa contar de uma tal descida/subida. Ele mesmo, nascido e criado na tal estrada, já tinha caído, esgorregado, com moto no barranco, a moto continuou na mão dele, ruim foi o chão deixou a roda e foi para as costas.
No batizado do neto do Emílio, mês passado, uma pajero não subiu nem a paú, precisou de quatro homens feitos pra tirar o carro de lá. E narrou mais umas histórias que eu mal escutei porque ria muito. Já sabia que era minha subida, confirmei com descrições da porteira, para direita sobe muito é o cemitério, para esquerda é a estrada que ...enfim, contei da minha aventura. O Messias elogiou. Emílio nem estava prestando atenção, concentrado na ópera que estava rolado de som de fundo, e o Zé disse que devia estar seco, ruim mesmo foi quando ele passou com o chão molhado de fusca turbinado, travou de leve, mas subiu.
Assim descobri como só um simples lugar que eu fui tem tantas histórias por trás, deixou assim de ser um mero ponto geográfico e se tornou parte da história de um monte de gente. Se o ponto fosse gente, ia se sentir importante.
domingo, abril 18, 2010
domingo, abril 11, 2010
quarta-feira, abril 07, 2010
Sobre a Vida, e Sua Brevidade
"1. Pode haver alguma coisa mais tola, me diga, que a maneira de viver desses homens que deixam a prudência de lado? Vivem ocupados para poder viver melhor: acumulam a vida, dissipando-a. Fazem seus projetos para longo tempo, porém esse adiamento é prejudicial para a vida, já que nos tira o dia-a-dia, rouba o presente comprometendo o futuro. A expectativa é o maior impedimento para viver: leva-nos para o amanhã e faz com que se perca o presente. Daquilo que depende do destino, abres mão; do que depende de ti, deixas fugir. Para onde te voltas, para o que te dedicas? Todas as coisas que virão jazem na incerteza: vive daqui para diante.
2. Eis que o maior profeta [Virgílio], como que instigado por uma boca divina, para saudar-te canta os versos: 'O melhor da vida é o que foge primeiro aos miseráveis mortais'. 'Por que te demoras', ele pergunta, 'por que tardas?' Se não tomas a iniciativa, o dia foge e, mesmo que o tenhas ocupado, ele fugirá. Assim, é preciso combater a celeridade do tempo usando a velocidade, tal como de uma rápida corrente, que não fluirá para sempre, se deve beber depressa.
3. O poeta, que esplendidamente censura tua cogitação infinita, não fala de melhor idade, mas melhor dia. Estendes, com a tua avidez, aquilo que parece lento e seguro do tempo, mas que te foge de tal maneira em uma longa série de anos e meses? Ele te fala de um dia, deste próprio dia que foge.
4. Portanto, não há dúvida que o melhor dia é o primeiro que foge aos miseráveis mortais, isto é, aos ocupados. A velhice aflige tanto os seus espíritos infantis, que chegam a ela despreparados e desarmados. Na verdade, nada foi previsto: subitamente e sem estarem prontos chegam a ela, não percebendo que ficava mais próxima todos os dias.
5. Do mesmo modo que uma conversa, uma leitura ou qualquer reflexão maior desvia a atenção do viajante, que, de repente, se vê chegando ao seu destino sem perceber que dele se aproximava, assim é o caminho da vida, incessante e muito rápido, que, dormindo ou acordados, fazemos com um imenso passo e que, aos ocupados, não é evidente, exceto quando chegam ao fim".
Sêneca (4 a.C.? - 65 d.C.). Sobre a brevidade da vida, Porto Alegre, L&PM, 2006, pp. 46-48.
2. Eis que o maior profeta [Virgílio], como que instigado por uma boca divina, para saudar-te canta os versos: 'O melhor da vida é o que foge primeiro aos miseráveis mortais'. 'Por que te demoras', ele pergunta, 'por que tardas?' Se não tomas a iniciativa, o dia foge e, mesmo que o tenhas ocupado, ele fugirá. Assim, é preciso combater a celeridade do tempo usando a velocidade, tal como de uma rápida corrente, que não fluirá para sempre, se deve beber depressa.
3. O poeta, que esplendidamente censura tua cogitação infinita, não fala de melhor idade, mas melhor dia. Estendes, com a tua avidez, aquilo que parece lento e seguro do tempo, mas que te foge de tal maneira em uma longa série de anos e meses? Ele te fala de um dia, deste próprio dia que foge.
4. Portanto, não há dúvida que o melhor dia é o primeiro que foge aos miseráveis mortais, isto é, aos ocupados. A velhice aflige tanto os seus espíritos infantis, que chegam a ela despreparados e desarmados. Na verdade, nada foi previsto: subitamente e sem estarem prontos chegam a ela, não percebendo que ficava mais próxima todos os dias.
5. Do mesmo modo que uma conversa, uma leitura ou qualquer reflexão maior desvia a atenção do viajante, que, de repente, se vê chegando ao seu destino sem perceber que dele se aproximava, assim é o caminho da vida, incessante e muito rápido, que, dormindo ou acordados, fazemos com um imenso passo e que, aos ocupados, não é evidente, exceto quando chegam ao fim".
Sêneca (4 a.C.? - 65 d.C.). Sobre a brevidade da vida, Porto Alegre, L&PM, 2006, pp. 46-48.
sábado, abril 03, 2010
Delícia


E a gastronomia? Já comi muita comida boa em casa, por aí. Porém nunca pensei em escrever sobre o assunto. Mas cada vez ando comendo mais coisas maravilhosas, saudáveis e cheia de histórias. E... hoje, feriado santo, almocei um prato que merece meu esforço, porém não sei se ficará a altura do prato.Dia chuvoso aqui, comemos risoto: um de palmito, brócolis, acompanhado de hamburguer de picanha, outro de shitake e mozzarella di bufala (e muita pimenta moída) e um de bacalhau. Temperos muitos, não sei quais, mas estavão todos no jardim do restaurante, onde meus cachorros certamente marcaram território.
Para abrir o apetite, licor limoncello e água com gás.
O gosto de comer um dos meus pratos prediletos tão bem feito é indescritível. As fotos tiradas em uma ânsia de traduzir em visual o que senti pelo olfato e paladar não conseguem traduzir o prazer. Comi devagar, apreciei mesmo. Depois, com a chuva dando trégua, sentamos do lado de fora debaixo de uma cobertura hipérbole parabólica, que antes de saber tal conceito arquitetónico achei que estava apenas torto, e a sobremesa veio: torta de banana com sorvete, polvilhada com açucar e canela. Dessa nem foto tirei porque estava num momento muito mais importante.Para abrir o apetite, licor limoncello e água com gás.
Muito papo furado, risadas, conversas amenas, daquelas que se encaixam no momento de deixar o dia ir embora sem pressa, sem ganância, só deixar ir, até conseguir levantar, chegar em casa e tomar o café do Emílio.
O chef ficou tímido com o meu pedido de indicar o lugar e contato, então eu, longe do mar, agora tenho meu secret point. Talvez quem venha aqui visitar conheça, se o segredo permanecer. Aqui esta bom como esta. Melhor só se todo dia fosse assim. Mas durante a semana tem arroz integral, feijão, bolinhos, saladas...
Para escutar comendo com os olhos ou comendo o risoto: Beastie Boys, The Mix Up; The Clash, From Here to Eternity; Bad Religion, The Gray Race; Cat Power, Jukebox.
terça-feira, março 30, 2010
domingo, março 28, 2010
Moral e ética
Normalmente há uma confusão entre essas palavras,entretanto, não são sinônimas. A palavra ética, vem do grego ethos que significaria modo de ser.Já a palavra moral, mores do latim, está relacionado a seguir o costume de uma determinada sociedade , baseado num paradigma cultural.
Na cultura grega o ethos seria aquilo que é bom para o indivíduo e para a sociedade onde ele está inserido.Desta forma, o ethos purifica e questiona a mores, quando está de certa forma leva a uma deformação da sociedade.
Vejamos o caso da escravidão no Brasil. Durante o regime de escravatura no Brasil do ponto de vista moral era aceitável ter escravos negros para que brancos pudessem gozar do ócio e tal fato era aceito com certa naturalidade.
Quando começa haver um movimento contrário a escravidão,ocorre porque pessoas contrárias vê um problema ético, afinal, há uma (i)moralidade.Desta forma , a ética busca priorização da felicidade do homem de um ponto de vista social, fraterno.
Vejamos a aceitabilidade da questão do latifúndio. É moralmente aceito em nossa sociedade o fator latifundiário, entretanto, uma parte da sociedade vê uma imoralidade pois permite que uma parcela da sociedade não tenha o direito ao mínimo necessário, previsto inclusive nas leis do estado, que valida o latifundio.Temos aqui um dilema ético.Um fator moralmente aceito,é questionado por conter em si um problema , uma contrariedade em sua raiz.
Desta forma, podemos ver a importância de trazer a discussão ética para os mais variados temas. Não de uma forma banal como é usada pelos meios de comunicação, mas de colocá-la nas discussões de temas variados , principalmente no âmbito da educação onde se trabalha com crianças, jovens e comunidade.
Agora pergunto, qual disciplinara fará isto melhor que a filosofia que desde as raízes gregas trazia esta discussão, creio que nenhuma outra.
PIK
Na cultura grega o ethos seria aquilo que é bom para o indivíduo e para a sociedade onde ele está inserido.Desta forma, o ethos purifica e questiona a mores, quando está de certa forma leva a uma deformação da sociedade.
Vejamos o caso da escravidão no Brasil. Durante o regime de escravatura no Brasil do ponto de vista moral era aceitável ter escravos negros para que brancos pudessem gozar do ócio e tal fato era aceito com certa naturalidade.
Quando começa haver um movimento contrário a escravidão,ocorre porque pessoas contrárias vê um problema ético, afinal, há uma (i)moralidade.Desta forma , a ética busca priorização da felicidade do homem de um ponto de vista social, fraterno.
Vejamos a aceitabilidade da questão do latifúndio. É moralmente aceito em nossa sociedade o fator latifundiário, entretanto, uma parte da sociedade vê uma imoralidade pois permite que uma parcela da sociedade não tenha o direito ao mínimo necessário, previsto inclusive nas leis do estado, que valida o latifundio.Temos aqui um dilema ético.Um fator moralmente aceito,é questionado por conter em si um problema , uma contrariedade em sua raiz.
Desta forma, podemos ver a importância de trazer a discussão ética para os mais variados temas. Não de uma forma banal como é usada pelos meios de comunicação, mas de colocá-la nas discussões de temas variados , principalmente no âmbito da educação onde se trabalha com crianças, jovens e comunidade.
Agora pergunto, qual disciplinara fará isto melhor que a filosofia que desde as raízes gregas trazia esta discussão, creio que nenhuma outra.
PIK
quarta-feira, março 24, 2010
A solidão da leitura
%5B5%5D.jpg)
Na sociedade moderna tudo o que se faz deve se ter função de necessidade.Dessa forma passa a obrigatoriedade da leitura como função final : vestibular, concurso e as leituras que os amigos esperam que façamos para uma discussão.
Mas se lermos o que ninguém tem lido, não será incomum que alguém pergunte quando estiver carregando um Machado de Assis, Agostinho,Platão e aí vai.
Fato é que a leitura nos traz o prazer existencial do momento presente , o que contamos para o outro não é o que sentimos no momento da leitura , ele é puro momento presente e solitário e nem todos estão para prazeres solitários.
Isto ocorre também na mesma proporção com o escritor , entretanto, este espera que exista o sujeito leitor para lhe escutar , pois ninguém no fundo escreve para si.Alguns até arriscam-se a dialogar literalmente com o leitor como bem faz Machado de Assis em seus textos.
Desta forma, ponho-me a dialogar contigo o caro leitor sobre tal fato que veio a cabeça desse pobre mortal que em vez de estudar para concurso , acaba navegando em leituras que não coloca pão na mesa , mas enche o coração de alegria e tristeza, afinal nem só de pão viverá o homem.
PIK
Mas se lermos o que ninguém tem lido, não será incomum que alguém pergunte quando estiver carregando um Machado de Assis, Agostinho,Platão e aí vai.
Fato é que a leitura nos traz o prazer existencial do momento presente , o que contamos para o outro não é o que sentimos no momento da leitura , ele é puro momento presente e solitário e nem todos estão para prazeres solitários.
Isto ocorre também na mesma proporção com o escritor , entretanto, este espera que exista o sujeito leitor para lhe escutar , pois ninguém no fundo escreve para si.Alguns até arriscam-se a dialogar literalmente com o leitor como bem faz Machado de Assis em seus textos.
Desta forma, ponho-me a dialogar contigo o caro leitor sobre tal fato que veio a cabeça desse pobre mortal que em vez de estudar para concurso , acaba navegando em leituras que não coloca pão na mesa , mas enche o coração de alegria e tristeza, afinal nem só de pão viverá o homem.
PIK
sexta-feira, março 19, 2010
O Mestre Sala dos Mares

Já era noite quando a belonave havia fundiado na baía de águas calmas e até então limpas, e o presidente recém empossado usufruía do rapapé promovido pelos correligionários e aduladores de plantão, ouviu um estrondo vindo do navio ancorado na baía que já não se apresentava mais tão calma.
Os marinheiros se amotinaram e resolveram voltar os canhões contra a cidade, parecia inverossímil que parte da armada tivesse se rebelado e colocasse a força naval sob o controle de algum lunático ou saqueador. Mas não era bem isso que ocorrera.
A tripulação do navio, recrutada pela Marinha de Guerra, era essencialmente de pessoas desvalidas, tiradas de seu lugar de origem de forma impositiva, na maioria jovens e adolescente de 14 a 20 anos, quando não homens que tiveram que deixar sua família a força para servir a armada por um tempo nunca inferior a quinze anos. E como se não bastasse tais condições, as faltas disciplinares graves eram punidas exemplarmente com um numero de chibatadas que podiam variar entre vinte e cinco a duzentos e cinqüenta.
Dentre a tripulação havia um praça negro, chamado João Candido, que apresentava uma folha de serviço impecável e que ao presenciar tal castigo promoveu um motim no navio, assumindo o comando do Minas Gerais, se revelando um dragão do mar.
Dessa revolta, hoje faz cem anos. Cem anos da Revolta da Chibata que deixou atônita a Marinha e a cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro. Um salve a João Cândido em comemoração aos cem anos do feito, o nosso primeiro e único Almirante Negro, “Salve o Navegante Negro,/ Que tem por monumento/ As pedras pisadas do cais”.
Mas faz muito tempo.
Livro na janela
Prometi que não ia mais escrever, principalmente por causa da insignificancia dos meus textos(?) perto de tão ilustres comunas.
Mas na continuação do meu querido diário, aqui a vida continua boa.
Sinto que isso não é um texto, mas uma carta de uma exilada.
Ontem fomos obrigados a comer churrasco depois da sauna, já que a geladeira do vizinho quebrou. Como o carro também não queria ligar, tivemos que usar o que tinhamos: uma picanha, dois vinhos, um queijo, alho, cebola, batata, pão integral, azeite e pimenta. Coisa pouca. Meu vizinho, que é caixeiro viajante da educação, fez tudo com muito cuidado e sem muito sal. Geladeira e carro estão funcionando bem hoje de manhã.
Dormi cedo, depois de ler o post de tão ilustre Coronel Alexandre, escutando da janela papo de bola.
Acordei cedo, fiz minhas unhas, pintei de pink, conversei coisas da cidade, das pessoas e novos moradores. Desci caminhando, comprimentando alguns pais e mães de alunos, achei uma casa para alugar na feira literária de São Xico em Maio, quinhentos reais o fim de semana, três quartos, o preço é independente do número de pessoas e tem lugar para cozinhar.
Em casa tomei café com o Emílio, quem conhece pode imaginar o gosto desse café. O almoço aqui hoje é linguiça de ontem. E assim começa o útimo dia da semana, comigo escutando Chico (Bárbara), vendo moço dançar com um dos seis cães (Lola, corra) e me despedindo.
Mas na continuação do meu querido diário, aqui a vida continua boa.
Sinto que isso não é um texto, mas uma carta de uma exilada.
Ontem fomos obrigados a comer churrasco depois da sauna, já que a geladeira do vizinho quebrou. Como o carro também não queria ligar, tivemos que usar o que tinhamos: uma picanha, dois vinhos, um queijo, alho, cebola, batata, pão integral, azeite e pimenta. Coisa pouca. Meu vizinho, que é caixeiro viajante da educação, fez tudo com muito cuidado e sem muito sal. Geladeira e carro estão funcionando bem hoje de manhã.
Dormi cedo, depois de ler o post de tão ilustre Coronel Alexandre, escutando da janela papo de bola.
Acordei cedo, fiz minhas unhas, pintei de pink, conversei coisas da cidade, das pessoas e novos moradores. Desci caminhando, comprimentando alguns pais e mães de alunos, achei uma casa para alugar na feira literária de São Xico em Maio, quinhentos reais o fim de semana, três quartos, o preço é independente do número de pessoas e tem lugar para cozinhar.
Em casa tomei café com o Emílio, quem conhece pode imaginar o gosto desse café. O almoço aqui hoje é linguiça de ontem. E assim começa o útimo dia da semana, comigo escutando Chico (Bárbara), vendo moço dançar com um dos seis cães (Lola, corra) e me despedindo.
Los Hermanos
Yo tengo tantos hermanos
que nos los puedo contar;
en el valle, en la montaña,
en la pampa y en el mar.
Cada cual con sus trabajos,
con sus sueños cada cual,
con la esperanza delante,
con los recuerdos detrás.
Yo tengo tantos hermanos
que no los puedo contar.
Gente de mano caliente
por eso de la amistad;
con un lloro pa' llorarlo,
con un rezo, pa' rezar.
Con un horizonte abierto
que siempre está más allá
y esa fuerza pa' buscarlo
con tesón y voluntad.
Cuando parece más cerca
es cuando se aleja más,
yo tengo tantos hermanos
que no los puedo contar.
Y así seguimos andando
curtidos de soledad;
nos perdemos por el mundo
nos volvemos a encontrar
Y así nos reconocemos,
por el lejano mirar;
por las coplas que mordemos
semillas de inmensidad
Y así seguimos andando
curtidos de soledad;
y en nosotros nuestros muertos
pa' que nadie quede atrás.
Yo tengo hermanos
que no los puedo contar,
y una hermana muy hermosa
que se llama Libertad.
ATAHUALPA
que nos los puedo contar;
en el valle, en la montaña,
en la pampa y en el mar.
Cada cual con sus trabajos,
con sus sueños cada cual,
con la esperanza delante,
con los recuerdos detrás.
Yo tengo tantos hermanos
que no los puedo contar.
Gente de mano caliente
por eso de la amistad;
con un lloro pa' llorarlo,
con un rezo, pa' rezar.
Con un horizonte abierto
que siempre está más allá
y esa fuerza pa' buscarlo
con tesón y voluntad.
Cuando parece más cerca
es cuando se aleja más,
yo tengo tantos hermanos
que no los puedo contar.
Y así seguimos andando
curtidos de soledad;
nos perdemos por el mundo
nos volvemos a encontrar
Y así nos reconocemos,
por el lejano mirar;
por las coplas que mordemos
semillas de inmensidad
Y así seguimos andando
curtidos de soledad;
y en nosotros nuestros muertos
pa' que nadie quede atrás.
Yo tengo hermanos
que no los puedo contar,
y una hermana muy hermosa
que se llama Libertad.
ATAHUALPA
quarta-feira, março 17, 2010
Do Racionalismo

Há razões demais na filosofia do conhecimento (a episteme), com o perdão da paráfrase e do trocadilho infame, conhecer a natureza e o real do homem durante toda a história do pensamento, e sobre tudo na idade moderna, dividiu a origem do conhecimento entre aqueles que o consideravam fruto de uma experiência e aqueles que o consideravam um ente de razão.
Em outras palavras, ou o conhecimento se dá através do objeto a ser experenciado, ou se dá através do sujeito que pela razão conhece o objeto. O racionalismo polarizou com o empirismo durante um bom tempo, porém, hoje sabemos que a razão é capaz de alcançar formulações sobre fenômenos que estão fora do alcance da experiência humana como, por exemplo, questões da astrofísica, que muitas delas andam as voltas com experimentos que visam a comprovação destas formulações, vide a física quântica e a relatividade.
O problema consiste em se assegurar da validade da construção epistemológica do conhecimento. Vários fenômenos podem ser destorcidos ou não percebidos durante a experiência do objeto, o mesmo acontece com o sujeito que se vale da razão, razão esta que revelou a existência do próprio sujeito, como diria Descartes “Penso, logo existo” – O Cogito.
Esta dualidade tentou ser superada por Kant em sua obra: Crítica a Razão Pura. Mas a superação só veio mesmo com a fenomenologia de Hurssel e Heiddeger que misturam o sujeito e objeto em um só fenômeno. Nós fazemos parte do fenômeno que observamos, através da consciência que tende para o mundo.
A partir deste momento a razão também passa a ser contestada com mais propriedade. É deste momento que Nietzsche quer destruir a razão incorporada na metafísica, que Freud descobre que a razão não acessa a maior parte da psique humana e o homem não é o senhor em sua própria casa, que Weber descobre a razão que pensa fins e valores e uma outra, instrumental, que se esgota no ajustamento dos meios e fins, Adorno descobre o caráter repressivo da razão e seu afã de domínio e controle da natureza, e que Foucault descobre a relação promiscua entre razão e poder.
Porém não há como negar que a razão representa para a modernidade a proposta mais generosa de emancipação jamais oferecida ao gênero humano, prometeu libertar o homem da tirania e da superstição, construir racionalmente seu destino, emancipou o homem politicamente legando a formulação racional da estrutura política e jurídica do Estado moderno. Para se ver como ainda estamos filiados a luz da razão.
terça-feira, março 16, 2010
Do empirismo
Segundo os empiristas todo conhecimento é formado pela experiência através do que fazemos através dos sentidos.As idéias não seriam mais do que combinações complexas que fazemos das experiências externas. O que parece uma simples afirmação é o começo para a valorização da ciência e o fim da metafísica e tem ainda como pano de fundo um indício do ateismo que conhecemos na modernidade.
Se todo conhecimento que formamos é construído através da experiência,como poderíamos conhecer algo que está no mundo meta-físico. Este é um problema que talvez nem os empiristas imaginavam que poderiam trazer e nem fizeram tanta reflexão na época, mas colocaram uma semente que a modernidade positivista iria usar muito bem, inclusive na filosofia da linguagem que diria que só poderíamos falar sobre coisas que realmente pudéssemos comprovar.
Vejamos, quando perguntamos , Deus substantivo concreto ou abstrato. Temos aqui um grande problema, afinal ou ele é concreto dentro da fé de quem crê ou é um grande absurdo, pois há erro em falar de algo que não se encontra na realidade.
Talvez Vinicius tinha razão, se é que há razão em alguma coisa neste mundão, quando falava que acreditaria quando Deus registra-se sua existência em cartório. Mais aí é querer de mais.
Haja hiperlink.
PIK
Se todo conhecimento que formamos é construído através da experiência,como poderíamos conhecer algo que está no mundo meta-físico. Este é um problema que talvez nem os empiristas imaginavam que poderiam trazer e nem fizeram tanta reflexão na época, mas colocaram uma semente que a modernidade positivista iria usar muito bem, inclusive na filosofia da linguagem que diria que só poderíamos falar sobre coisas que realmente pudéssemos comprovar.
Vejamos, quando perguntamos , Deus substantivo concreto ou abstrato. Temos aqui um grande problema, afinal ou ele é concreto dentro da fé de quem crê ou é um grande absurdo, pois há erro em falar de algo que não se encontra na realidade.
Talvez Vinicius tinha razão, se é que há razão em alguma coisa neste mundão, quando falava que acreditaria quando Deus registra-se sua existência em cartório. Mais aí é querer de mais.
Haja hiperlink.
PIK
domingo, março 14, 2010
quinta-feira, março 11, 2010
Documento em Branco ou a Tarde em que o Tempo Parou

Já era tarde quando ele me pediu fósforo.
Não que naquela hora não pudesse fumar, mas estendi a mão e ofereci a caixa.
Tinha olhos cerrados, era andrajoso, mas falava muito bem a língua.
Observei que nas suas botas havia sangue, e estava fresco.
Logo a fumaça dispersou o cheiro, e o assunto mudou quando disse:
Freqüenta aqui sempre?
Não! - rapidamente respondi.
De fato, aqui não é lugar para pessoas como você.
Eu, como eu sou que nem mesmo reconheço.
Você sabe do que estou falando.
Dali mesmo ele levantou usando a parede de apoio, iniciou os primeiros passos.
Caminhando lentamente, não aceitou ajuda. Virou e disse:
Um dia vou retribuir o que fez a mim.
Levava minha caixa de fósforos no bolso.
E eu fiquei com um gosto meio travoso na boca.
Resmungando como se alguém estivesse do meu lado, de prontidão a me ouvir.
Quem sabe aquele seria a voz que meu silêncio sempre pediu para ouvi-la.
E que no momento só alimentou com minha chama, que agora já nem carrego mais.
São 5h40m.
E a primeira coisa que minha mão busca... em cima do criado.
Alguém tem fósforo?
domingo, fevereiro 28, 2010
Não é Auto-Ajuda
Caravaggio - A Conversão de São PauloAgradecimento pelas conquistas
Sou uma pessoa que em raros momentos acredita em alguém, ou melhor confia em alguém. Não sei, mas o pouco que já vi da vida, observo muito o descompromisso, o desrespeito em vários momentos, seja na atitude das pessoas frente à vida, ou mesmo nos lugares de formação das pessoas, como a família, o magistério, a Justiça, etc.
O fato é que há uns anos, vivendo um momento de grande perrêio e sufoco, e após várias tentativas de me curar, transitando por caminhos banais, com baixa energia, procurando alívio e ar nas várias superfícies doentes, em lagoas pantanosas e areias movediças, recordei das palavras de minha avó, que insistia em dizer que Deus é por nós, que ele cuida de nós, e que o controle da nossa vida "não nos pertence" e sim a Ele.
Bem , o fato é que como homem, eu era orgulhoso, e não aceitava alguém cuidar da minha vida, ainda mais alguém que não conhecia, e que nem vejo, pois não é matéria e sim espírito.
Mas o fato é que depois de procurar, como disse, em vários lugares e tentar levar a vida de meu jeito, cansei da vigília eterna, e resolvi no auge da minha angústia, que iria entregar minha vida a esse CARA, embora só entreguei, pois não tinha a quem mais recorrer.
Parece LOROTA das BOAS como lembra o Gonzagão, mas a real e que esse Cara existe, e está presente dentro de nós, basta evocá-lo e ele responderá. Esse cara, recebe vários nomes: Deus, Força, Alma, Energia, Javé, Oxalá, , Ser Supremo, Sol, Destino, Inconsciente, Percepção, Sensibilidade, Discernimento, Voz Interior, Cultura Racional , Amor, Carinho,...
O problema não são os nomes e sim as pessoas que são vaidosas, orgulhosos, e que perante um fracasso, não o admite.
O Vanzolini, diz: “Reconhece a queda, e não desanima” porém as pessoas só ficam com a parte : “levanta sacode a poeira e dá a volta por cima”. E a queda serviu para algo?
Você só levanta porque caiu, da próxima vez erre (caia) melhor (Beckett).
Lembre-se “Não sou eu quem me navega, quem me navega é o Mar”,- Paulinho da Viola- , para mim o Mar é Deus.
Sou prova disso.
Como dizia meu pai, e hoje digo “sou testemunha do poder de Deus”
Então, tá titubeando ainda, por quê?
Perceba , olhe a sua volta, veja os exemplos, ame o próximo, escute mais do que fale, onde estiver, esteja inteiro, não pela metade. SEJA VOCÊ, sem máscaras, sem adornos ou adereços.
Não estou dizendo para andar julgando os outros, com o crucifixo nas mãos, ou amarrado a bomba-relógio, e achar que tudo é mundano, e que o mal está no mundo, e que O Redentor virá para nos salvar.
A palavra é equilíbrio, e equilíbrio se conquista todos os dias, o 1º passo é você se assumir, dizer Não para o que lhe faz mal, te perturba, te intoxica, o que lhe causa culpa, medo, aflição.
Fácil, não é não. Mas quem disse que seria?
Resolvi escrever isso, como agradecimento a Deus pelas coisas que estou vivendo, que digamos é a serenidade que sinto, e que em momento algum a intenção é converter alguém a algo, mas sim para ver as pessoas que eu amo, bem consigo mesma, com paz, equilíbrio e saúde.
Temos uma vida pela frente, mas olha ,a vida é curta.
Então, DEMORÔ!
Abraços
Sou uma pessoa que em raros momentos acredita em alguém, ou melhor confia em alguém. Não sei, mas o pouco que já vi da vida, observo muito o descompromisso, o desrespeito em vários momentos, seja na atitude das pessoas frente à vida, ou mesmo nos lugares de formação das pessoas, como a família, o magistério, a Justiça, etc.
O fato é que há uns anos, vivendo um momento de grande perrêio e sufoco, e após várias tentativas de me curar, transitando por caminhos banais, com baixa energia, procurando alívio e ar nas várias superfícies doentes, em lagoas pantanosas e areias movediças, recordei das palavras de minha avó, que insistia em dizer que Deus é por nós, que ele cuida de nós, e que o controle da nossa vida "não nos pertence" e sim a Ele.
Bem , o fato é que como homem, eu era orgulhoso, e não aceitava alguém cuidar da minha vida, ainda mais alguém que não conhecia, e que nem vejo, pois não é matéria e sim espírito.
Mas o fato é que depois de procurar, como disse, em vários lugares e tentar levar a vida de meu jeito, cansei da vigília eterna, e resolvi no auge da minha angústia, que iria entregar minha vida a esse CARA, embora só entreguei, pois não tinha a quem mais recorrer.
Parece LOROTA das BOAS como lembra o Gonzagão, mas a real e que esse Cara existe, e está presente dentro de nós, basta evocá-lo e ele responderá. Esse cara, recebe vários nomes: Deus, Força, Alma, Energia, Javé, Oxalá, , Ser Supremo, Sol, Destino, Inconsciente, Percepção, Sensibilidade, Discernimento, Voz Interior, Cultura Racional , Amor, Carinho,...
O problema não são os nomes e sim as pessoas que são vaidosas, orgulhosos, e que perante um fracasso, não o admite.
O Vanzolini, diz: “Reconhece a queda, e não desanima” porém as pessoas só ficam com a parte : “levanta sacode a poeira e dá a volta por cima”. E a queda serviu para algo?
Você só levanta porque caiu, da próxima vez erre (caia) melhor (Beckett).
Lembre-se “Não sou eu quem me navega, quem me navega é o Mar”,- Paulinho da Viola- , para mim o Mar é Deus.
Sou prova disso.
Como dizia meu pai, e hoje digo “sou testemunha do poder de Deus”
Então, tá titubeando ainda, por quê?
Perceba , olhe a sua volta, veja os exemplos, ame o próximo, escute mais do que fale, onde estiver, esteja inteiro, não pela metade. SEJA VOCÊ, sem máscaras, sem adornos ou adereços.
Não estou dizendo para andar julgando os outros, com o crucifixo nas mãos, ou amarrado a bomba-relógio, e achar que tudo é mundano, e que o mal está no mundo, e que O Redentor virá para nos salvar.
A palavra é equilíbrio, e equilíbrio se conquista todos os dias, o 1º passo é você se assumir, dizer Não para o que lhe faz mal, te perturba, te intoxica, o que lhe causa culpa, medo, aflição.
Fácil, não é não. Mas quem disse que seria?
Resolvi escrever isso, como agradecimento a Deus pelas coisas que estou vivendo, que digamos é a serenidade que sinto, e que em momento algum a intenção é converter alguém a algo, mas sim para ver as pessoas que eu amo, bem consigo mesma, com paz, equilíbrio e saúde.
Temos uma vida pela frente, mas olha ,a vida é curta.
Então, DEMORÔ!
Abraços
Prata
quinta-feira, fevereiro 18, 2010
Um Novo Prazer Entre as Pernas
Certa vez, acho que em 2008, vi pelo noticiário da televisão que um grupo de pessoas todas peladas, andavam pela cidade de São Paulo enquanto os policiais atônitos se apressavam em cobri-las. Todos além de nus tinham algo em comum, estavam de bicicleta. Tratava-se de uma manifestação contra o desrespeito dos motoristas e a falta de planejamento urbano para com os ciclistas.
Tal manifestação está ligada a um movimento mundial chamado World Naked Bike Ride, grupo que já promoveu manifestações reunindo centenas de pessoas nuas na Finlândia, México, Reino Unido e tantos outros lugares do mundo, sempre reivindicando os direitos dos ciclistas e criticas ao atual modelo de mobilidade urbana.
O fato é que além de ser um prazer pedalar, a bicicleta para muitos também é um meio de transporte que deveria ser privilegiado. Numa escala de prioridade dentro da mobilidade urbana deveria constar primeiro o pedestre, a bicicleta, veículos de transporte de massa e só depois, e por ultimo, o carro.
Calcula-se que numa via por onde passem 450 carros por hora (em São Paulo, com a ridícula média de 1,5 pessoa por veículo) caibam 4,5 mil pessoas pedalando – mas também para finalidades ambientais. Nada menos do que 14% das emissões de dióxido de carbono no planeta vêm do setor de transportes, e a bicicleta é um veículo totalmente limpo.
Para isso os movimentos pelos os direitos dos ciclistas pipocam nos centros urbanos, e aqui na cidade de São José dos Campos não é diferente. Dentre as principais reivindicações está a mais patente, a criação de ciclo vias, principalmente as segregadas, que propiciam maior segurança ao ciclista. Mas existem também aqueles (que é o caso dos World Naked Bike Ride) que acham que as ciclo vias segregadas cerceiam a mobilidade confinando as bikes neste espaço, impedindo que os ciclistas possam também trafegar livremente pelo trânsito, respeitados pelos motoristas enquanto cidadãos.
Estudos indicam que o país encontra-se como terceiro maior produtor mundial de bicicletas, atrás apenas da China e da Índia – deve fechar o ano com uma produção de 5,6 milhões de unidades. As bikes são uma oportunidade de negócio que geram empregos na industria e no comercio, hoje as bicicletarias são chamadas de bike shop e comercializam produtos com alto valor tecnológico agregado (vide o caso da Proshock, empresa que desenvolve suspensão e quadros em São José dos Campos).
A bikes são ambiental e economicamente viáveis e, não só por estarem sempre em contato com uma zona erógena, pedalar é um tesão. Para os que quiserem neste sábado faremos um pedal para represa do Jaguari. Até a ponte depois do bairro Bonsucesso.
Até lá.
Tal manifestação está ligada a um movimento mundial chamado World Naked Bike Ride, grupo que já promoveu manifestações reunindo centenas de pessoas nuas na Finlândia, México, Reino Unido e tantos outros lugares do mundo, sempre reivindicando os direitos dos ciclistas e criticas ao atual modelo de mobilidade urbana.
O fato é que além de ser um prazer pedalar, a bicicleta para muitos também é um meio de transporte que deveria ser privilegiado. Numa escala de prioridade dentro da mobilidade urbana deveria constar primeiro o pedestre, a bicicleta, veículos de transporte de massa e só depois, e por ultimo, o carro.
Calcula-se que numa via por onde passem 450 carros por hora (em São Paulo, com a ridícula média de 1,5 pessoa por veículo) caibam 4,5 mil pessoas pedalando – mas também para finalidades ambientais. Nada menos do que 14% das emissões de dióxido de carbono no planeta vêm do setor de transportes, e a bicicleta é um veículo totalmente limpo.
Para isso os movimentos pelos os direitos dos ciclistas pipocam nos centros urbanos, e aqui na cidade de São José dos Campos não é diferente. Dentre as principais reivindicações está a mais patente, a criação de ciclo vias, principalmente as segregadas, que propiciam maior segurança ao ciclista. Mas existem também aqueles (que é o caso dos World Naked Bike Ride) que acham que as ciclo vias segregadas cerceiam a mobilidade confinando as bikes neste espaço, impedindo que os ciclistas possam também trafegar livremente pelo trânsito, respeitados pelos motoristas enquanto cidadãos.
Estudos indicam que o país encontra-se como terceiro maior produtor mundial de bicicletas, atrás apenas da China e da Índia – deve fechar o ano com uma produção de 5,6 milhões de unidades. As bikes são uma oportunidade de negócio que geram empregos na industria e no comercio, hoje as bicicletarias são chamadas de bike shop e comercializam produtos com alto valor tecnológico agregado (vide o caso da Proshock, empresa que desenvolve suspensão e quadros em São José dos Campos).
A bikes são ambiental e economicamente viáveis e, não só por estarem sempre em contato com uma zona erógena, pedalar é um tesão. Para os que quiserem neste sábado faremos um pedal para represa do Jaguari. Até a ponte depois do bairro Bonsucesso.
Até lá.
sexta-feira, fevereiro 12, 2010
365 dias - o tempo dos Homens
"Onde estiver seu coração, lá estará o seu tesouro" Verso Bíblico
Ao Coronel, que hoje comemora mais um ano de vida.
Te cuida, rapá!
Precisamos de você.
Fique bem
Ao Coronel, que hoje comemora mais um ano de vida.
Te cuida, rapá!
Precisamos de você.
Fique bem
terça-feira, fevereiro 09, 2010
Canaã no Pindorama
Certa vez o padre de minha paróquia me contou uma história de uma festa, que era seguinte: A festa ainda estava chegando a seu ápice quando o infortúnio se abateu, o goró acabou! Todos os participantes caíram em desespero, não saibam o que realmente acontecera para que tamanha desgraça os acometesse, acabar a bebida desse jeito? Como assim? Eu ainda nem cheguei lá... Enquanto outros já haviam passado do outro lado de lá.
A coisa estava terrivelmente desigual, enquanto uns já estavam chapados, outros ainda estavam na fase do aperitivo, degustação essas coisas. Como pra suporta bêbado só mesmo outro bêbado, e suporta sóbrio só outro sóbrio dava pra perceber como a situação estava insuportável.
Até que um espalhou o boato de que estava pra chegar um cabeludo que iria trazer umas bebidas finas, e que se não fosse suficiente ele transformaria água em vinho!
Naquele momento da história percebi que se tratava e uma parábola já conhecida. O padre de quem fui coroinha, sabia mesmo muito a respeito de festas e afins, dava pra perceber a sua vasta experiência no assunto, sempre nos orientado da melhor forma possível.
Sábias palavras do padre Luiz! Até em latim em seus sermões de sexta ele nos alertava: Culus bebedorum dominus non habet. O que em tradução livre do latim temos – Cú de bêbado não tem dono.
Esta é uma máxima critã! Afinal não há cristão que agüente. Mas quem endossou mesmo a coisa foi um judeu, o Freud, com aquela história de fase anal na infância. O padre achava que era mentira essa teoria do Freud, e eu também acho, afinal seja bêbado, sóbrio, católico, judeu, evangélico tomam no cú até hoje. Tem gente que nem gosta muito e toma no cú mesmo assim!
Mas por essas e outras, foi que quando o cabeludo chegou na festa ele não transformou água em vinho e nem trouxe bebidas finas, fez melhor! Apresentou logo de cara uma cachaça da boa chamada Chave de Ouro, que segundo o padre poderia tomar desancado porque “com essa você já cai de cú trancado.
A coisa estava terrivelmente desigual, enquanto uns já estavam chapados, outros ainda estavam na fase do aperitivo, degustação essas coisas. Como pra suporta bêbado só mesmo outro bêbado, e suporta sóbrio só outro sóbrio dava pra perceber como a situação estava insuportável.
Até que um espalhou o boato de que estava pra chegar um cabeludo que iria trazer umas bebidas finas, e que se não fosse suficiente ele transformaria água em vinho!
Naquele momento da história percebi que se tratava e uma parábola já conhecida. O padre de quem fui coroinha, sabia mesmo muito a respeito de festas e afins, dava pra perceber a sua vasta experiência no assunto, sempre nos orientado da melhor forma possível.
Sábias palavras do padre Luiz! Até em latim em seus sermões de sexta ele nos alertava: Culus bebedorum dominus non habet. O que em tradução livre do latim temos – Cú de bêbado não tem dono.
Esta é uma máxima critã! Afinal não há cristão que agüente. Mas quem endossou mesmo a coisa foi um judeu, o Freud, com aquela história de fase anal na infância. O padre achava que era mentira essa teoria do Freud, e eu também acho, afinal seja bêbado, sóbrio, católico, judeu, evangélico tomam no cú até hoje. Tem gente que nem gosta muito e toma no cú mesmo assim!
Mas por essas e outras, foi que quando o cabeludo chegou na festa ele não transformou água em vinho e nem trouxe bebidas finas, fez melhor! Apresentou logo de cara uma cachaça da boa chamada Chave de Ouro, que segundo o padre poderia tomar desancado porque “com essa você já cai de cú trancado.
A busca da filosofia
Uma dose de ceticismo sempre nos fará bem , entretanto, um ceticismo exacerbado torna-se dogmatismo , tanto como uma crença cega e aí mora o perigo.
Para que possamos originalmente fazer filosofia temos que ter possibilidades de colocar sempre em xeque nossos valores , mesmo que os consideremos parametros de base para nossas vidas, ao contrário, caíremos no dogmatismo e onde isto habita não há espaço para a filosofia.Desta forma podemos dizer que há o dogmatismo onde há crença em algo inabalável e inquestionavel ; o ceticismo ao extremo que nega qualquer possibilidade do conhecimento e de certa forma traz a tona um dogmatismo de fundo, pois não ve qualquer possibilidade de conhecimento também é dogmatismo ; e a filosofia que mantém uma busca continua da verdade sempre considerando quando encontrada uma possibilidade de refutá-la.
Só há filosofia realmente quando pode existir a refutação, caso contrário, temos um problema e a morte da filosofia para quem nisto crê.
Desta forma , temos que entender que hoje a filosofia está mais presente no campo da ciência do que em qualquer lugar, pois lá ainda continua a se buscar a causa primeira de todas as coisas. Desta forma, os grandes cientistas que passam sua vida em buscas desgastantes e continuam a manter a pergunta infantil do por que , estes estão fazendo filosofia como os primeiros filósofos de Mileto há fizeram.
PIK
sexta-feira, fevereiro 05, 2010
Palimpsesto
0 x 0
Olho no placar
Roda a roleta
Aquele de boné dobrou a aposta.
- Façam suas apostas
100
- dobro
200
- dobro
500
- dobro
Ih! Blefo
Mais um duplo com duas pedras, por favor,
Pra já!
Olho no placar
Roda a roleta
Aquele de boné dobrou a aposta.
- Façam suas apostas
100
- dobro
200
- dobro
500
- dobro
Ih! Blefo
Mais um duplo com duas pedras, por favor,
Pra já!
segunda-feira, fevereiro 01, 2010
Internet para poucos e com muitos

Outro dia engatei num papo com uns malucos sobre internet, a nova mídia. Conversamos sobre o Fox Amarelo e tudo mais. A conversa na verdade começou porque um dos malucos disse que era ator e estava começando agora, mas que só era famoso na internet. Minha resposta foi ligeira, a receita é essa, ser famoso na internet. Feito isso, o mainstream descobre e daí é correr para o abraço e louros, que talvez só durem quinze minutos.
Agora o porque de algo, nos dias atuais, ter que ser primeiro lançado na internet, eu não sei. BBB (estava demorando pra eu falar disso) traz nessa edição famosos na internet e só na internet e que graças a ela estão lá, no BBB: Sergio e Tessália. Essa é a rainha do Twitter, site onde você deixa mensagens em até 140 caracteres. Sobre QUALQUER coisa, desde que tenha 140 caracteres. (@mariacosta)
Então já que a parada nossa é filosofar epistelogicamente, estamos no caminho. Não somos famosos em nenhum lugar, nem nos nossos locais de trabalho. Mas aqui temos potencial. Inclusive meu amigo fotografo esta esperando ficarmos famosos para processar o Samuel e eu pelas postagens das fotos dele!
Há um site de uma grande emissora de televisão onde um jornalista escreve cpom frequência não religiosa. Nos textos ele comenta que apenas onze pessoas o acompanham. O moço é famoso, tem poderes, saí na balada, entra de graça e faz-se uma fila de meninas olhando, desejando. Mas o mais legal dele são as colunas, que não são lidas!!
O conteúdo não importa, viva a embalagem. Viva o bonito, viva comer com os olhos. Hiper linkando, é por isso que a Natura vende mais que a Avon...
A fama do moço não foi suficiente para fazer com que as pessoas acessassem o site dele. Ele começou errado no Vale, começou na televisão... Já a Stefani, sem pedir para ninguém, ganhou um Fox, sem conteúdo.
Sejamos francos, Pedro, eu quero meu chip!!! E por aí vai.... Nós somos um blog até famosinho no underground, talvez porque temos, no momento, treze colaboradores; escritores nenhum e escreventes vários. Esses treze tem família, amigos e etc, já está aí um bom marketing. Meus amigos são obrigados a ler, por exemplo. Recomendo todo mundo fazer o mesmo.O conteúdo não importa, viva a embalagem. Viva o bonito, viva comer com os olhos. Hiper linkando, é por isso que a Natura vende mais que a Avon...
A fama do moço não foi suficiente para fazer com que as pessoas acessassem o site dele. Ele começou errado no Vale, começou na televisão... Já a Stefani, sem pedir para ninguém, ganhou um Fox, sem conteúdo.
Agora o porque de algo, nos dias atuais, ter que ser primeiro lançado na internet, eu não sei. BBB (estava demorando pra eu falar disso) traz nessa edição famosos na internet e só na internet e que graças a ela estão lá, no BBB: Sergio e Tessália. Essa é a rainha do Twitter, site onde você deixa mensagens em até 140 caracteres. Sobre QUALQUER coisa, desde que tenha 140 caracteres. (@mariacosta)
Então já que a parada nossa é filosofar epistelogicamente, estamos no caminho. Não somos famosos em nenhum lugar, nem nos nossos locais de trabalho. Mas aqui temos potencial. Inclusive meu amigo fotografo esta esperando ficarmos famosos para processar o Samuel e eu pelas postagens das fotos dele!
Assinar:
Postagens (Atom)






