quinta-feira, novembro 08, 2012

A impossibilidade do discurso não ideológico

Nossos textos estão  escondido o contexto de nossas vidas. Escondermos é algo muito difícil. Nele se revela boa parte daquilo que pensamos e se tomarmos uma coleção deles é possível percebermos a mudança ao longo do pensamento do sujeito.
Se comparmos revistas como a Veja e Carta Capital veremos duas vertentes que se opõem em pensamentos entre os dois principais partidos políticos atuais. Mais elas mesmas se assumem como canais de independência. Nosso olhar tem grandes dificuldades para se soltar das amarras de nosso ideologia e acabamos caindo na armadilha de compararmos algo que fundo não é tão diferente assim. Ambas refletem o discurso de dependência total de uma escolha de linha de pensamento que aos olhos de muitos parecem uma revista séria , entenda aqui como seria a independência discursa, que na verdade é impossível.
Saindo um pouco dos textos jornalísticos e caminhando aos textos literários teremos um pouco mais de trabalho principalmente com autores que estão fora do contexto de nossas épocas. Esses precisarão para vermos o sujeito escondindo ali e até deduzir qual personagem se assemelham mais a ele, estudarmos o contexto da história da época, a vida do autor, seus gostos literários, mais de fato não será tão simples como no texto jornalístico onde o sujeito vive em geral com o rabo preso.
Se tomarmos o poeta Fernando Pessoa e seus heterônimos precisaremos nos aprofundar para compreendermos quem mais se aproxima do sujeito real que é Pessoa. Não que isso tenha alguma importância para sentirmos a beleza de seus textos , mais tão somente para descobrirmos o que há por tras como fazem os botânicos em seu estudo, há beleza já está presente na flor, o que ele faz é tomar ciência do processo de cores, cheiro etc...
Se avaliarmos os partidos políticos no  Brasil hoje veremos que seu discurso fere a própria ideologia inicial do partido.  A sigla petista que teoricamente veio como força dos trabalhadores está no terceiro mandado , tem leis propostas pelo seu partido que já não é mais interessante para aprovação para o atual governo que hoje é poder. Por exemplo as 40 semanais e o fator previdenciário. Suas coligações se dão com forças opostas a classe trabalhadora. Suas coligações tornaram-se um pode tudo , coisa que era impensável .
Siglas como PC do B, PSDB, PSB não corresponde aquilo que denominam. Virou uma sopa de letrinha que nacionalmente em determinado estado se coligam e em outros são adversários. O discurso é vazio e aqueles que tentam carregar as origens em geral são abafados como se estivessem falando sobre fósseis .
O discurso ideológico está em tudo , agora a sua interpretação caberá a amplitude do conhecimento do sujeito pelo objeto tratado.
PIK

4 comentários:

Anônimo disse...

é de fato companheiro, nunca deixemos nossas ideias e cambienos elas o tempo todo, afinal estamos em evolução...abraços. S.Farias

Anônimo disse...

Mas o que discurso não ideologico??????????

Charles Lima disse...

Pik, origens, fosséis, amplitude, e acrescentaria: redução, esvaziamento,indiferença, por aí...

Anônimo disse...

Pik, me fez lembrar um axioma de Hugo von Hofmannsthal "Nada está na realidade política de um país se não estiver primeiro na sua literatura" Baldi