domingo, junho 28, 2009

Vou voltar, haja o que houver eu vou voltar...


E porque meus caros?


Naturalmente nossa seleção tem trazido apenas lembranças(e bem ruins..) quando algum jogador do nosso time é convocado em meio as principais competições, porque no demais, após uma copa frustrada ela fica 4 anos no ostracismo e costuma jogar muito bem a copa seguinte.


Mas essa seleção conseguiu isso com um ano antes e porque?


Pela esperteza de um treinador que se por um lado é achincalhado(inclusive por mim) por ser pouco rodado e ter dificuldade em definir um padrão de jogo no time, por outro sabe como poucos fechar um grupo e definir um objetivo como alvo para tal.


O que o Kaka jogou nessa CC(copa das confederações)foi algo parecido com Tostão em 70 ou Rivaldo em 2002. Ele "maestrou" o time e porque? Acreditem, porque uma estrela única , quando não tem seu espaço dividido com outras realmente tem o brilho mais reluzente.


Porra, o cara jogou muita bola. Usou a explosão fisica para enfrentar zagueiros metendo a mão na cara deles e dando assistências magistrais. Claro também que o Julio César cata muito, a zaga é intocavél a 4 anos e o Luis Fabiano encorpou o Careca da copa de 86 e 90.


Há tempos não via nossa seleção jogar com tanto tesão quanto vejo meu time e isso tudo graças a um grupo sem tantas vaidades e alienações como grupos anteriores. Até estranhei o Julio César enxugando uma lagrima após o Hino no jogo contra a Itália.


Esqueçam Ronaldinho Gaúcho e Ronaldo. Jamais o treinador ira expor um grupo fechado e vencedor até agora, a estrelas que usam seguranças particulares o cercando, em festas particulares onde os convidados são seus proprios colegas de clube, caso do segundo citado. Isso arrebentaria um grupo senão de um time reluzente de uma série B, mas sim de uma seleção.


Acho até que Pato, Nilmar e os laterais canhotos devam receber as vuvuzelas e assitirem a copa da arquibancada em troca de jogadores técnicamente mais qualificados. De resto as figurinhas do albúm da copa de 2010 serão essas que vimos jogar hoje. e estou otimista!


PS: Enxada para os poetas e cama para os géopoliticos! aguardo colunas mais populares por aqui.

sábado, junho 27, 2009

Pneumotórax na voz do próprio Manuel Bandeira

video

Façamos Fagulhas


- Olhe o dia, o amarelo matutino que faz das folhas um verde – amarelo rico, e que por um momento parece que o mundo para. Para sim, para observar o mais pleno e sensível da pureza do mundo, como se o ar estivesse limpo das poluições e as mentes ainda sonham com a cama quente. Tudo é lento, se esforçar para que? O dia está ainda começando.

Assim inicio mais um dia de trabalho.E friso:

- É claro que para observar precisamos de silêncio.

Num mundo com excesso de ruídos, berros, polifonia, distorções musicais, sussurros, lamentos, buzinas, grunhidos, surto de psicose, etc, é cada vez mais difícil ouvir o canto do passaro, o barulho da folhas das árvores a chacoalhar, até o ruído das portas (poético) já não se escuta mais. O que se escuta é a porta batendo, agora até seu propósito é fútil (se é que existe), não há uma raiva contida, é simplesmente o fato de batê-la, para fazer barulho.


É transito, é comunicação através de sinais, olhares. Nunca se “falou” com tão “poucos” argumentos. Há uma assimetria, uma irregularidade, no sorriso, no barulho, num mundo em que o incerto, o inesperado, o de repente é a regra.

Mas afinal respeitar o silêncio? A ubiqüidade do silêncio que faz dele sua importância?

O silêncio na música, na respiração, no ponto final. Na próxima linha, no próximo sinal fechado, entre a 1ª e a 2ª marcha, entre a mudança de uma nota na outra, no tempo que a mão percorre o braço do violão pra montar outra nota, em que a mãe sai em busca de alimento para sua cria, o mesmo que as vezes escuta o coração batendo forte na boca pela espera quase impossível da chegada do ente querido.

O silêncio já foi forçado, usado como tortura, alimentando a alienação, a opulência, a liberdade de expressão.

Hoje, cadê o silencio? Falar, falar, expressar o quê? Quando não se tem o que falar, o silêncio é a melhor coisa, dizia minha avó.
.
Já falei demais nessa minha curta existência, quem fala muito se perde na fala, também já me perdi. Como meu amigo Jorge lembrou, já nos perdemos bastante nessa vida, e nem sabemos se ainda nos achamos. Mas o fato é que estamos aprendendo a observar, não somente ver, escutar e auscultar, que é mais difícil.

O que se ouve aí, tá difícil de aturar, por favor, me traga um discurso com propósito, não importa qual propósito, sendo idealista, determinista, enfim algo palpável, que fuja do ato fisiológico de emitir sons.

Sempre comento em sala, que o criador (seja lá ele quem foi) foi perfeito, duas orelhas, dois olhos, uma boca, mas ainda suspeito que essa idade (adolescente) seja a da fala e que após os 30 trinta quem sabe comece os ouvidos e os olhos de fato exercer seu principal e único papel.


Dá licença, vou aumentar o som!

Abraços

PrataPreta

quarta-feira, junho 24, 2009

A única verdade indiscutível são as existencias individuais

As análise sobre nosso país e mesmo sobre a economia mundial deveria passar por analisar as questões do social e em particular do indivíduo. Muitas vezes nos pomos a discutir a desigualdade social , mas em nosso meio somos os fortalecedores dessa. Se não podemos ser solidários o suficiente no pouco, que dirá no muito.
É fato que melhorando as condições econômicas temos melhorias sociais , mas quando os meios de comunicação traz tal informação não há uma preocupação profunda com o ser existencial, o indivíduo propriamente dito.
Nessa premissa tanto o capitalismo e o suposto socialismo marxista daria merda, pois ambos não se preocupam com o indivíduo. Talvez tal análise parece irrelevante, mais muitos problemas nem são de ordem financeira.
Ora , lutamos por causas " justas" muitas vezes para salvar nossa alma , não aqui num sentido metafísico , mas para dar conforto a nossa consciência. Mas continuamos enxergando o social como um número, assim como o estado o faz.
Desta maneira, tanto o médico, professor, e outros enxergam o sujeito como número e não indivíduo e dentro da complexidade que envolve o ser.
Tal frase , que acima da título a esse pequeno texto, tomei do livro de Clarice Lispector " A hora da estrela " 23 edição e está em seu prefácio. Tal obra traz a miséria de sentido de vida de Macabéa em tal profundidade que nos deixa perplexo.
Assim, para conhecer o sujeito e dele fazer um real juízo é preciso que tomemos um contato profundo e valorizemos o indivíduo. O estado desconhece esse indivíduo e nos acabamos tratando o desconhecido com a dó que estado tem, em suma , estamos pouco nos lixando.

Hemerson

segunda-feira, junho 22, 2009

A Jóia do Xá

Comentando a barbárie instalada na teocracia islâmica iraniana, acontecimentos estes que têm igual envergadura no país comparável somente a revolução que colocou no poder o mesmo grupo de clérigos, juristas e presidentes; todos submetidos ao comando dos aiatolás que vieram na linha de sucessão de Khomeini. E que hoje, o atual líder supremo religioso Ali Khamenei, entrincheirado na ala conservadora, linha dura sufoca sangrentamente um movimento que em principio tem uma orientação reformista e não revolucionária.
A perseguição feita pelo Estado teocrata iraniano aos reformistas, passa também pelo o controle de massas, típico de Estados totalitários em que a principal ferramenta utilizada dentre todos os atos violentos cometidos, é o controle da informação. Que tem sido burlado por tecnologias portáteis e/ou móveis de captura de áudio-visual e postadas em sítios na rede, tais como Twitter, blogs, You Tube e etc.
No caso, o hospedeiro deste blog, o Google, lançou há uns três dias um serviço de tradução do persa para o inglês, e vice-versa. Tentando neste caso, atender a uma demanda global, ter um melhor acesso a informação em meio a turbulência política. Já que boa parte da imprensa internacional está com sérias restrições de cobertura, o que faz com que os falantes do persa os portadores da informação, se valham neste caso, de uma ferramenta, que por motivo óbvio apresenta falhas, ruídos na articulação da sua sintaxe ou mesmo em construções semânticas mas, que tomando a instantaneidade da informação, soam como desprezíveis frente ao afã da veiculação das efemérides.
Outro ponto nesta guerra foi a aceitação de um pedido feito pelo Departamento de Estado dos EUA aos programadores do Twitter de que adiassem os planos de manutenção do site, pois isso imporia dificuldade de acesso dos iranianos comprometendo acesso a informação. Há também um movimento neste site para que os usuários mudem seu local de acesso para Teerã e seu horário para o fuso iraniano, dificultando o trabalho dos censores da teocracia local que patrulham a rede.
Hoje parece haver, ainda nos moldes de 79, a insurreição de uma contra revolução. Como na Guerra Fria que polarizou a revolução islâmica iraniana culminado com a guerra Irã e Iraque, URSS e EUA,que diga-se de passagem e com o perdão da digressão, gerou muitos empregos em nossa cidade. Agora, se apresenta polarizada, mas não somente entre Oriente e Ocidente, mas também entre o anseio de liberdade reformista e linha dura de clérigos, ou ainda entre dois pontos intangíveis: a doutrina teocrática do Estado iraniano e a natureza virtual da informação.

quinta-feira, junho 18, 2009

O fast food da informação

A vastidão de informações da Internet causa a impossibilidade da reflexão com profundidade sobre um assunto.
Se pararmos para pensar é perceptível que até nos mesmos sofremos esse ataque. Diante de obras imensas a serem lidas, optamos pelo fast food da informação. Peguemos ,por exemplo ,quando tomamos a página da UOL , gostamos de um assunto e nele clicamos e logo veremos outros hiperlinks dentro desse texto que remete a outros hiperlinks.
Não teria aqui propriedade para entender o funcionamento dessa fastidão dessas informações em nosso cérebro, mas numa percepção prática, vê-se que como uma mesa cheia de alimentos onde ao tomarmos um pouquinho de cada coisa , depois não temos uma lembrança profunda, o que aqui eu chamaria de "fast food" da informação.
Agora, vamos um pouco mais longe. Levando em consideração que em nossa infância somos tomados por aquilo que vislumbra o sensitivo sempre optaremos pelas informações que mais produções estéticas venham ter, com hiperlinks que além de contéudos tenham imagens, aqui talvez entra a importância da semiótica nessa brincadeira.
Vamos tomar como exemplo nosso blog, imagine que amanhã amanheça cor de rosa , com chamadas de letras verdes , provavelmente surtiria os mais variados comentários, fato é que, não somente o texto é o produtor principal nesse meio de comunicação, há muitas variantes que precisamos considerar.
Então é preciso que pensemos o processo de produção de conhecimento de maneira mais vasta , fato que, pouco se tem comentado em relação ao conhecimento tradicional que é passado dentro das escolas. A maior parte dos educadores que aí estão não tem o preparo mínimo que deveria ter para o que estamos a falar , o que deveria ser causa de preocupação.
Recentemente acabei de escutar um livro do Charles Dickens narrado por Paulo Betti , também vários cafés filosóficos sobre alguns filósofos por grandes Doutores da área, além de várias poesias narradas pelo Manuel Bandeira de Dummond . Essa será uma nova realidade daqui para frente .
Recente a Amazon lancou um leitor de livro mais leve e fino que um livro comum que pode acessar jornais e baixar livros para ler. Está será uma nova realidade, não poderemos ficar no saudosismo.
Há muitas coisas a falar mais , acredito que temos muito a discutir a aprofundar sobre este assunto.

Hemerson

Nota: bem legal esse vídeo com narração do Paulo Autran sobre o poema A morte do leiteiro de Drummond:

http://www.youtube.com/watch?v=yO_OrS59p9Q

sábado, junho 13, 2009

Mão negra e as unhas de gavião

Então, lá vêm vocês com seus discursos prontos acabados.

Formatem ai neste modelo.

Bola Branca aparecia sem cobrar honorários.

Um pouco mais a sua direita. Assim, 1,2 3 - smile!

Tenho medo!

- Pense na mamãe querido.

Olha não deixe comida no prato, é feio hein!

Não me interrompa, estou falando.

Cadê o peruzão do meu fiinho?

Quebrou a caneca favorita do vovô. Ihihihihihihihihihihih.

Lá em cima do piano, tem um corpo. . .

Vão à merda então.

Como é que é? Re ser vis ta?

Marcha soldado ,ca...

Sexo de pé no portão, que delícia.

E essa moça aqui o que ela é sua?

- Minha terceira,... quarta pensão.

Mataram a Doroty. E o Bisqui?

Pois é jogaram um produto da janela.

Anuncio no plim plim

Vocês. Tão insensíveis.

Pai do céu não gosta.

Olhem, a mascara cairá automaticamente em caso de...

Peculato, sonegação, desvio de verbas, etc.

terça-feira, junho 09, 2009

A POESIA INFINITA DOS POLENS


Réginaldo Poeta Gomes lança novo livro

Voltei para casa fecundo após o evento de lançamento do mais novo livro do nosso ilustre amigo Réginaldo Poeta Gomes, “O Encontro Mágico do Pólen”; a ponto de dar uma volta pelo dicionário e saborear o significado da palavra pólen e constatar que se trata de “espécie de fina poeira que esvoaça das anteras das plantas floríferas, e cuja função é fecundar os óvulos, representando, assim, o elemento masculino da sexualidade vegetal...” (Dic. Aurélio).
Descobri também que neste esvoaçar, o processo de polinização se dá de forma indiscriminada, ou seja, acontece também entre espécies de flores distintas, afastadas uma das outras, “sem se conhecerem”, pois o fenômeno acontece pelo vento, pela água ou pelos insetos que carregam esta ilustre poeira ao visitar outras flores em busca de néctar, ou por qualquer outro motivo que o pouco conhecimento que tenho das ciências naturais não foi capaz de me esclarecer.
O contato com o livro, com o poeta paraibano, corintiano (graças a Deus) e apaixonado pela vida, realmente se confunde com este fenômeno tão sutil, mágico e transformador que é a reprodução das flores via pólen. A obra de Réginaldo nos afeta de investigações acuradas sobre um cotidiano mágico em pequenos detalhes, carregadas de inspiração ímpar, porém generosa ao extremo, porque se revela como um presente para quem lê, dado de coração e feito com amor sem excluir ninguém. Legítimo intuito do autor.
A poesia de Réginaldo nos invade de tal maneira que, se paramos a leitura, talvez tenhamos interrompido um verdadeiro orgasmo; e tudo parece que ficou pela metade, mal feito, por dizer, indefinido. Como se o tempo perdesse a identidade, ou como qualquer coisa que possa ser contrária à vontade de suas palavras: nos tornar seres humanos melhores em tudo, conscientes do valor inestimável da vida.
Também pudera! Nosso poeta / patrimônio tem a Lua só para ele; privilégio que faz com que seus olhos nunca percam de vista o lirismo intrínseco e luminoso daquela que compartilha do mesmo brilho que lhe é ofertado e refletido, para ouvir a materialização sonora da sua verve literária, para ser sua musa, sua cúmplice, sua mulher e razão de sua vida, responsável pelos bilhões de polens que espalha por onde anda, em quem conversa, sem poupar-nos de sua oferenda infinda.
Como havia dito, voltei assim para casa. Com a certeza de que viver vale a pena, de que a poesia pode ser o remédio para a alma, para restaurar um “sorriso quebrado”, para recolher e colar os cacos da vida depois de uma paixão espatifada; ou para simplesmente observar a avenida agitada, aquelas pessoas apressadas que não se dão conta de que precisam de polens, os mesmos que numa simbiose perfeita se misturam e se originam da poesia deste ser humano lindo, deste menino iluminado: nosso Réginaldo Poeta Gomes!

Nilson Ares