segunda-feira, dezembro 11, 2006

Um tempo que não volta mas que conduz...

As boas lembranças nos põem sempre com os pés no passado.
Uma das melhores coisas depois dos trinta anos são as sessões remembers que de vez em quando em reuniões familiares ou de amigos nos transportam à épocas de nossas vidas que fomos muito felizes e completos porque éramos ingênuos e desprovidos de julgamento.
O tempo da escola, as festas, os encontros, as características dos colegas e professores, merendeiras, diretora, o pipoqueiro da porta da escola, matar aula para namorar, fumar, nadar na caixa d´água da escola, enfim essas coisas que só agora sentimos o sabor e conseguimos detectar que aquilo tudo era a nossa verdadeira felicidade.
Na época não conhecíamos a saudade e talvez isso é que conduzisse a charrete da adolescência com toda sua intensidade.

A partir de uma outra idade as sessões remembers ficam por conta de um passado longínquo.
Semana passada estive no show de encerramento do ano na Faculdade da Terceira Idade. Saí de lá com a bagagem lotada de emoção.
Em meio a tanta gente na platéia e tantos talentos no palco, senti naquele imenso grupo o gosto real pela vida.
Através da arte eles mostraram que estão vivos e capazes de gerar muitas idéias, possibilidades, novos caminhos, e uma infinidade de prazeres que só a maturidade apropriadamente traz para o indivíduo. É a eterna corrida pelas realizações enquanto se vive.

Vi que naquele ambiente só tem espaço para quem quer aproveitar o tempo dando um pé no balde chamado “padrão cotidiano”. É para dançar, cantar, ler, aprender, exercitar o carinho e o espírito de união, solidariedade, conviver e usufruir de coisas que possivelmente na juventude não foi prioridade ou por um motivo ou outro não lhes foi permitido.

Observei que a idade para eles é só um fato e não um fator de distinção. Por essa razão eles podem ser autênticos em tudo que dizem e fazem. A única certeza é que eles não querem se perder um do outro, são novas amizades que também terão suas sessões remembers daqui um certo tempo.

Nessa noite de emoções à flor da pele percebi o quanto participar, ser solidário e compartilhar das idéias coletivas é importante em qualquer época de nossas vidas. É sangue novo nas veias se esparramando pelas ínfimas partículas dessa fôrma denominada corpo.

O tempo passa sim mas as lembranças ficam e é com elas que sustentamos nossa identidade; é através das passagens que fazemos entre a vida e a morte que as gerações futuras começam engatinhar.

É assim, a vida é assim, uns vão e outros vem! Talvez por isso não podemos matar sonhos e desejos nem perder nossa essência tampouco as esperanças. Nunca é tarde!

A partir de uma determinada idade cronológica não existe mais o compromisso com cotidiano e rotina, somente com a própria vida, porém nem tão ingênuos e desprovidos de julgamento como antes mas com certeza tentando se desvencilhar desse emaranhado que a gente mesmo se meteu nesse tempo todo para de novo conduzir a charrete de uma outra adolescência (pós sessenta anos)com toda sua intensidade.

Desejo que a sociedade facilite cada vez mais as oportunidades de realizações e que o Brasil aos poucos vá vencendo entre esses outros tantos preconceitos.

FELIZ DEZEMBRO!
Olhos Verdes.

9 comentários:

Piqui disse...

Minha cara,

o tempo existe dentro de nós e com ele a velhice determinada por nós também.
Assim, creio que podemos estar mortos desde cedo, e vivo ao entardecer da tarde de nossas vidas.
Um abraço!

Anônimo disse...

Bonito, bonito,bonito!
PLÁ, PLÁ, PLÁ, PLÁ...
Abração
Ana Lu.

Anônimo disse...

são Aplausos PLÁ, PLÁ, PLÁ viu? rsrsrs
Beijo
Ana Lu

Anônimo disse...

"Ando devagar porque já tive pressa e levo esse sorriso porque já chorei demais"

Porque a vida é agora.

Zito

Anônimo disse...

"Porque a vida é agora" foi pândega...faltou o para quem tem VISA...
Samuel

Anônimo disse...

Regina, me desculpe. Mais tá muito bunda esse texto. Mais bunda do que esse só o meu de sexta-feira, levando em conta a covardia em escrever que eu tive. As vezes é melhor não escrever nada...
um abraço.
Samuel

olhos verdes disse...

Samuel, bunda por bunda eu prefiro a minha!

Renato disse...

Respondendo ao blogueiro aí "Samuel" que não conheço, o texto não está ruim, talvez o seu entendimento é que não tenha alcançado a mensagem. Se vc é covarde qdo. escreve não significa que qqr. outro escritor tb o seja, muito pelo contrário tenho lido aqui textos interessantes e concordo que os seus são bastante superficiais. Sendo assim, vc tem razão, o melhor é não escrever mesmo.
SALVE A LIBERDADE DE EXPRESSÃO.
Renato

Anônimo disse...

Renato,
Liberdade de expressão tem limites...acho que você é que não me entendeu, bajular por bajular é mais fácil e ainda escrever nos comentários "que o texto não está ruim"...Quem é você? Também não o conheço. Articulista de plantão? Crítico de Blogs? Sabe qual foi o real interesse da gente escrever nesse espaço? Acho que não...
Não sou "blogueiro" e não tenho nenhuma objeção aos textos, pelo contrário. O lance é escrever aqui mesmo sem parar e sem utilizar-se de outras plataformas de edição de texto. Não preciso concordar com tudo e nem quero...o mesmo deve servir para as coisas que às vezes escrevo.
Meus escritos são sobre coisas que fazem parte do cotidiano irreal, não posso escrever sobre o que não vivo.
Então agora manda um texto introspectivo aí!!
Valeu.
Samuel