segunda-feira, novembro 09, 2009

20 anos de alguma coisa


Começo com uma confissão: escrevi sobre os duzentos anos de Darwin e acabei perdendo..na falta de Darwin, falarei sobre os vinte anos de Simpsons. Ainda sobre a polêmica que anda assombrando esse blog, o episódio que estava assistindo hoje teve o seguinte diálogo entre Homer e Bart:
- Mas pai, isso não está correto, você não viu na Wikipédia?
-Claro, filho, mas chegando em casa daremos um jeito na Wikipédia...
Entendo que tal desenho é escrito por dezenas de pessoas e que a genialidade fica assim mais fácil, porém cada episódio que assisto percebo como detalhes ocultos, os easter eggs, iluminam a mente de quem assite. Pesquisas apontam que palavras cruzadas, xadrez e ler ao contrário exercita o cérebro, esse miojão que fica em cima dos seus olhos pelo lado de dentro. Me pergunto se Simpsons também tem tal efeito.
Um desenhista com vinte poucos anos estava na porta de Mel Brooks, famoso comediante americano, com uma tirinha nas mãos de namorados. Pensou como aquilo era absurdo e desenhou rapidamente uma tirinha sobre uma família com problemas! Na minha opinião a melhor família, americana ou não, que representa toda ignorância acumulada em egoísmo e é ainda é um tapa na cara para quem ve além disso.
No episódio que se passa no Brasil tem sim macacos na rua, mas também tem um garoto pobre chamado Ronaldo que a Lisa ajuda a comprar sapatos. Tem também uma apresentadora de programa infantil loira que usa um top e é um pouco burra. Totalmente diferente da realidade brasileira!

A chata do desenho é a filha Lisa, vegetariana e ativista ecológica. Resolve não comer mais carnes e o pai comemora fazendo um churrasco. Quando cheguei na casa da minha amiga que não via há tempos, comuniquei que não bebia mais. No primeiro porre dela, ela me ofereceu bebida de cinco em cinco minutos. É socialmente inaceltável beber ou não comer carne!

O diretor da escola primarária de Springfield, Skinner, mora com a mãe, tem um caso com a professora e é perseguido obsessivamente pelo garoto diabólico Bart.

Cada episódio começa de um jeito e termina de outro completamente diferente!

A mãe é super protetora, o pai é o desenho da ignorancia amável, exemplo em uma tourada onde ele usa o vestido vermelho da filha para atrair o touro, com a filha detro do vestido...enfim, poderia ficar horas descrevendo cada episódio e personagem, já que amo a série e assisto sempre que é possível ou não.

Mas a conclusão é: ficar procurando a fórmula do sucesso não existe. Ser original e verdadeiro, seja a verdade dolorida ou não é o caminho para chegar em algum lugar, sendo ele com dinheiro ou sem, mas onde a paz de espírito existe. Não quero dinheiro, quero chegar em algum lugar.


PS: a Wikipédia não foi ultilizada para escrever esse post.


9 comentários:

Hemerson disse...

Wikipédia:vc gosta de cutucar com vara curta.
Sabe assisti o filme e gostei bastante, mas há uma passagem que quase caí no chão, quando o pessoal começa a jogar o lixo no lago e o palco começa a afundar e o pessoal toca violino com alusão ao Titanic, isto foi demais .
Outra quando o pai traz o porquinho para casa, santa mãe.

Alê Marques disse...

Magé, finalmente! Bravo, gostei muito. Primeiramente pela fluidez e, também, é claro, pelo Wikipédia. Já que nem Simpson, quanto mais fenomenologia dá pra se fruir com a devida profundidade neste site.
Acho até que se vc tivesse que escrever sobre o Águia de Fogo, vc não me decepicionaria!!
É isso mesmo!
Mande mais desses.
Acho que vc e o Charlinho vão ter que assumir a estrutura do festival, por que o resto não escreve mais aqui. Cadê o povo??

Anônimo disse...

o filme é demais mesmo...
Caríssima Maria, vejo que passou grande parte dos último tempos então comendo traquinas e leite gelado de meinha assistindo a fox...que desperdício. abraços. S. Farias

Anônimo disse...

Estou percebendo no comentário do Coronel que ele está machucado por dentro , fazer o que, tem coisa que só um anônimo cura.

Anônimo disse...

Vejam as observações do Coronel:

"Já que nem Simpson, quanto mais fenomenologia dá pra se fruir com a devida profundidade neste site"

Olha essa outra:

"Acho até que se vc tivesse que escrever sobre o Águia de Fogo, vc não me decepicionaria"

Sera que as conversas que ele escuta da sala do Miragaia enquanto frita pão com manteiga e faz café pra tucanada de lá nao abre a imaginação desse coitado?

Imagino ele chorando pro anonimo na cama e o anonimo dizendo pra ele..

-Não meu amigo, desce, desce..isso..esq..não, direita..aahhhhhhh;;;

E querida Magé, quando ele diz que vc não o decepcionaria, não pense que ele seria o primeiro a comprar um livro seu e pedir autógrafo..isso são ouuutros interesses. Mas não tenha medo, esse ai ja ta entrando em campo de corrente e jogando de relógio e celular no bolso.

Anônimo disse...

Maria, belo texto.

Acredito que como a ficção e o romance não se preocupam com a "erudição" na arte de escrever, ou seja, com a preocupação de convercer alguém a algo, viver também é - podemos dizer - a mesma coisa.

Ser original e verdadeiro, como disse, é viver independente de satisfazer ou não a vontade dos outros. Isso para mim é o caminho para a plenitude.

Lembrando que o que faz o caminho é o caminhar.


Palavras duras em voz de veludo!

Parabéns

PrataPreta

Anônimo disse...

Olha só que gritaria
por uma regra caidinha

Se andar de marcha à ré
te faz feliz,
assim que é

Vamos todos no compasso
pisou fora, estardalhaço
e se quiser me contestar
eu vou te achincalhar

Maria, Simplesmente disse...

Hemerson, assista Simpsons especial de Dia das Bruxas, insano.

Alexandre, vc sempre foi meu fã número um e meu padrinho, quem me deu um tapa na moral e me fez escrever. Meu primeiro livro será dedicado a vc.

Farias, qual o problema de bolachas, leite e a Mansão Foster?

Prata, caminhando sempre!

Anônimo...whatever, jacaré marcou, virou carteira.

Anônimo disse...

hahahahaha....tá marcando presença...s.farias