terça-feira, novembro 17, 2009

Vamos tentar chegar em algum lugar ou a algum lugar?

Tarantino's mind. A mente do Tarantino.

Sempre que eu penso em algumas coisas do dia a dia, como tomar um refrigerante, penso em Tarantino.
Outro exemplo, não consigo ir ao McDonalt's sem pensar no Quarteirão com Queijo. Penso na loucura das traduções brasileiras, o que era medida de peso transformou-se em medida de distância e sem padrão. E na França e suas maioneses e cervejas.

Bom, mas isso é outro texto. Mas o que me cativa, o que eu amo nos filmes de Tarantino são os diálogos.
Não sou crítica de cinema, não entendo tudo, não sou viciada e pouco vejo críticas e making-offs. Gosto de ler, gosto de filmes e gosto de abraçar roupas que saiem da máquina de secar. Nada escrito aqui é uma crítica, é simplesmente uma visão minha e eu gostaria muito de morar num filme do Tarantino, mesmo com a violência, me parece mais interessante do que viver aqui agora. Não conheço ninguém que seja capaz de manter um diálogo tão vivo como nos filmes de Tarantino. Não conheço ninguém que diga tanto a respeito de si mesmo em tão pouco tempo e não falando de si como os personagens de Tarantino, com tantos palavrões e tudo mais.
Vicent Vega. O cara morre, eu sei disso e fico maluca nas cenas deles. Mesmo ele morrendo, ele é o principal. Quebra de tudo que eu assiti! Nenhum mocinho morre...
Mr. Blonde. Como eu queria ter a calma que ele tem. E ele dança. E ele é irmão do Vicent Vega que .... é interpretado pelo John Travolta, ícone de dança dos anos 70! Porém a dança dos dois irmãos em filmes diferentes é totalmente oposta a tudo, pelo cenário, situação...
Durante toda minha adolescência entrava em lugares, com meus amigos, sentindo-me a Mrs. Blonde!! Escutava até a música no fundo da minha mente.
Toda vez que eu tenho um pensamento revelador, Ezequiel 25:17.
Quando eu quero acordar, penso na abertura de Pulp Fiction, a surf music tão ridicularizada que voltou com tudo.
Confesso que até a inconstância dentro da inconstância do Tarantino me comove. Amo Drinque no Inferno. O Cheech ou o Chong vendia pussies na frente do bar! Poxa!!

Eles Matam e nós Limpamos faz tempo que não assisto, mas na época assisti repetidas vezes e a sucessão de perguntas na cabeça daquela moça, que é a mesma que leva embora o Butch da luta ganhada embora, é incrível...E o Tarantino só produziu.
Alias, desculpem-me os cultos desse blog, mas qualque filme com on Bruce Willis eu amo.

E no Sin City, que dá para ver o corte de pensamento e pegar no ar a linha que corta a cena que o Tarantino dirige?
Planeta Terror nem vou comentar para não ser tão achovalhada.

E a trilha sonora de Quentim Tarantino? Ele já disse que há cenas que começaram com a música, exemplo da luta contra os A Noiva e Os 88. Perfeito. E a mamba? Não há palavras no meu vocabulário para descrever, alguém ajuda? Coronel?

Mas, tudo isso era para mostrar aos meus amigos comunas que o diálogo, mesmo da forma mais maluca e despretenciosa, é a melhor forma de cativar alguém. O essencial de Tarantino é que quem conversa presta atenção, quer debater e tem espaço para colocar suas opiniões, mesmo que tolas e bobas. Escutar e falar, aceitar não ganhar e aprender a somar conhecimento.

Mas se forem brigar, por favor, comprem um Jukebox, escolham uma música nunca pensada antes e façam para valer, com sangue.

Para saber mais, assistam ao curta nacional com Selton Melo e Seu Jorge.

16 comentários:

André disse...

Legal o texto Maria, mas aqui ta mais pro sistema "Scorcese" onde neguinho grita e esperneia mas é torturado até a bala final resolver tudo!!

Mas gostei muito do trocadilho do blog para os filmes do Tarantino:;;

Bom texto de novo.

Maria, Simplesmente disse...

Vc já viu Cães de Aluguel? Senão levo pra vc no escritório, daí a gente conversa sobre violência.

Hemerson disse...

Maria assisti alguns filmes do Tarantino e gostei muito. Cães de aluguel em seu início com aquela narrativa toda é simplesmente maravilhoso.
Outro que assisti Death Proof.Tem um cena onde o pessoal está num bar onde eles escolhem vinis para ser tocado que é maravilhoso.
O grande lance também é o final sempre "sem um final".
Há um diretor que gosto muito que é o David Lee, que apesar das diferenças, tem em comum um gosto maravilhoso para música em seus filmes.

Anônimo disse...

Bom, se é para opinar, para mim, Pulp Fiction é a capa da biblia do Tarantino;;;

André

Anônimo disse...

que bom saber de seu apreço pela obra desse cara, que para mim, por muito tempo foi o cara, ou ainda é...depois de reservoir dogs e pulp fiction ele colocou no borso o David Mamet e até o Scorcese em alguns pontos. Mas vá lá, tirando a Mamba e o Madsen que está demais esse Kill bill é um lixo, sei lá...dizem que os bastardos é o projeto mais antigo dele e está muito...para quem curte Tarantino...no mais a grande cena para mim e também sempre me lembro dela é os caras discutindo like a virgin e mr. brown(tarantino) explicando qual o sentido da música, reclamações do café, da gorjeta, das cores como os nomes dos caras...aula de roteiro...S.Farias

Maria, Simplesmente disse...

I don't believe in tipping.

Anônimo disse...

Gosto do caos, da violência, da correria, do poder disso tudo sobre as pessoas, sobre as bruscas mudanças de temperamento no sujeito quando está sob pressão.

Acho que o Tarantino usa isso muito bem.

Dos atuais, fico com O Albergue - que ele produziu. (não assisti bastardos inglórios)

Pra quem gosta da construção corrida e, às vezes, caotica, fica a dica de alguns blogs, caso não conheçam:

Atire no dramaturgo
Paulão VV
Bruno Bandido

S. Maia

Maria, Simplesmente disse...

Ninguém assistiu ao curta?

Anônimo disse...

Eu assiti. Mas não tenho o conhecimento profundo sobre todos aqueles filmes. Assim, acho que perde um pouco da graça.

S. Maia

Nilson Ares disse...

Maria, você se esqueceu de "Assassinos por Natureza", outra obra de arte com direção de O. Stone e texto do Tarantino.

Abração!

Nilson Ares disse...

PS: http://www.adorocinema.com/filmes/assassinos-por-natureza

Maria, Simplesmente disse...

Na verdade, eu quero num futuro próximo fazer um post só sobre assassinos por natureza, que é sem padrão, fora de qq classificação...
Ou seja, vc estragou a surpresa!!! rs

Anônimo disse...

"Eles matam,nós limpanos"

alguém conhece?

abraços

Prata

Maria, Simplesmente disse...

Eles Matam e Nós Limpamos é do diretor Reb Braddock, produzido pelo Tarantino. A personagem principal é a colombiana Gabriela (Angela Jones) que é obcecada pela morte e por isso consegue um emprego numa firma especializada em limpar cenas de crimes. A mesma artista dirige o taxi que o Butch pega no Pulp Fiction, parecendo interpretar a mesma personagem.
Ainda no Eles Matam e Nós Limpamos há uma citação aos irmãos Gecko, interpretados por George Clooney e Tarantino no Um Drinque no Inferno.

Vc assistiu, Prata? Tem? Queria ver denovo, tinha em vhs gravado...já era.

S.Farias disse...

também curto as personagens do tarantino que se cruzam nos diversos filmes. penso que na cabeça dele ele escreveu um roteiro só, bem grande, só que vai gastando o mesmo em diversas partes...inté. SF

Marcio disse...

o Albergue é só crueza. BAstardos Inglórios é do caralho, pra mim é o melhor dos que assisti.