domingo, dezembro 05, 2010

Como nossos pais





A alguns anos tive uma sadio debate com o comuna Piquitito sobre o verdadeiro referencial dos Beatles desde o fim da banda até hoje.


Pelo curto tempo de duração da banda comparada a outras da época, tinha muita dificuldade em me aprofundar e de concordar com ele nos termos dele a qual hoje lhe dou toda razão.


Sempre gostei muito de ouvir o som de John e Paul no pós-banda mas tinha dificuldade(tanto financeira quanto de disponibilidade)de ter o material da época em vinil, tape ou mesmo em CD de forma a qual ficava limitado a coletaneas comerciais.


Hoje no entanto ja se disponibiliza todas as versões totalmente remasterizadas tanto stéreo quanto mono, além de discos em vinil para os saudosos da vitrola em sebos.


O resultado em versão stéreo é no minimo magnifico! Eu adquiri e ouvi o Sgt. Pepper's e nada, absolutamente nada se descaracteriza do som original. Como diz Piquitito, realmente não existem músicas ruins. Se descarta a idéia de se ter conhecimento total do som dos caras por via de coletaneas. Nesse caso a tecnologia trabalhou somente a serviço do bem.


Você estava certo Piquitito.




Mas o que mais tenha mudado minha opinião de agora nem seja sua influência nos grandes artistas nacionais, mas a amostragem das pessoas presentes no último show do Paul no Morumbi.




Existiam exatamente divididas em 3 partes a geração do avô, pai e filho nas arquibancadas com o detalhe dos meninos(as) com não mais que treze anos de idade curtindo emocionados e cantando em inglês perfeito cada canção tocada por McCartney da antiga banda. Conversando com um desses pais, ele tinha a real preocupação de passar ao filho uma musicalidade o mais bonita, expressiva e saudavél possivél em épocas de terrorismo comercial vindo de todos canais de TV e estações de radio mais populares.


Pessoas que conheço fazem exatamente o mesmo com seus filhos. A maioria tem sucesso. Outros não tem a mesma preocupação e deixam a cargo dos jovens decidir do que gosta. Muito bonito ou perigoso em uma sociedade atual totalmente alienada e vulneravél a chats on-line, vicíos precoces e o péssimo uso do livre arbitrio, totalmente o oposto da época de nossos antepassados. Isso tende a pender diretamente no comportamento desses jovens em sua formação intelectual, social e profissional na sociedade e nas ruas.


Não achava que isso existia ou seria possivél nos dias de hoje.


Salve os Beatles, Salve Chico, Salve Farias(que não deixa o pequeno Heitor se contaminar) e salve nossos pais que nos ensinam as boas coisas da vida!




Foto: André L Rozaboni

3 comentários:

Anônimo disse...

Jamais ouvi alguma coisa dos beatles que não gostasse.Nada mesmo.
PIK

S.Farias disse...

Salve grande companheiro, até que enfim resurgiu das cinzas c/ a escrita hein.
É duro vc participar em festa de criança tocando rebolation, tenho tentado mesmo de tudo para que isso não deforme o potencial de meu rebento, que até bateria c/ a boca está tentando...abraços...

Brunão Mendes disse...

Piquitito, primão.
Estou estreando aqui na Comunapiraquara e venho dar minha humilde opinião sobre Beatles!
Não sou aquele fã apaixonado, mas desde criancinha, quando ouvi pela primeira vez, eles nunca mais saíram da veia... Roger e Flavio tinham um vinil duplo, que não saía do toca-discos. Nesse vinil tinham musiquinhas como Yesterday, Michelle e Can´t Buy me Love (só rpa citar algumas)... Beatles é fantastico! Perdi o show do Paul! Esgotou muito rapido, além do preço salgado...
Mudando de assunto, a tempos tentoa rmar uma visita a vcs em SJC. A uns 3 anos atras estive aí, encontrei o Zetti, Paulinho e Carlos, mas não consegui encontrar com o resto da turma. em breve apareço aí! Precisamos nos reencontrar, afinal, se não me falha a memoria, a ultima vez que estive com todos em SCJ foi no ultimo aniversario da vó antes dela ir olhar por nós lá em cima...
Abração e parabens pelo blog.