domingo, julho 19, 2009

Mas afinal, quem serão os jornalistas não-graduados?


Estava eu e meus amigos na última quarta-feira sentados em uma mesa do nosso tradicional "escritório", o SAVEMA. A Pauta? Nada de mais, Assitir a final da Libertadores, bebericar umas geladas(apesar de já ser uma noite bem gelada!!), e se deliciar de algumas iguarias feitas pela maravilhosa familía que cuida daquele espaço.


A conversa pra variar estava no futebol, mais precisamente no líbero. Quem? Aquele zagueiro mais técnico que os comuns que defende, marca, toca no meio campo e ainda faz alguns golzinhos. Éra para ser um meia, mas ficou no meia-boca.


Grandes nomes foram citados como Baresi e Beckembauer quando um senhor ao qual não me lembro o nome gentilmente se aproximou de nós pedindo licença para participar da discussão. E ele falou da origem dessa posição e dissecou como ela começou a exitir(mais precisamente com o já citado Beckembauer jogando por trás do meia Overath pela Alemanha Ocidental na Copa de 1974).


Em seguida ele "soletrou" para nós a escalação do esquadrão alemão, campeão daquela copa, mas não como um decorador de texto e sim como um critico que viu aquele time e cada jogador com suas caracteristicas a qual ele criou reembasamentos para criticar o atual futebol e suas maneiras de jogo, de informação, desgate da seleção nacional, paixão dos torcedores pelos seus clubes e tudo mais que não tem colocar aqui por falta de espaço...


O que ele fez para mim que gosto muito desse assunto e de sua história fo uma informação ao qual as vezes não tenho tempo e espaço para obter de forma tão direta e resumida.


Ele é um desses jornalistas não graduados ao qual cito.


No Brasil que a 500 anos é corruptivel é obvio que a intenção do Supremo e de seus populares"ministros é regar de descrédito toda denuncia por meio de informação nos meio de comunicação mais variados e seus profissionais.


Seria muito bonito os populares em seus milhares ou milhões ques são, assumissem seus titulos de jornalistas-não-graduados em suas mesas-de-bar, refeitorios de fabricas, cafézinhos de padaria entre outros, prestassem serviços de informação entre si e se manifestassem popularmente sobre seus governantes para cobrar-lhes determinada ação e atitude sobre algum fato não-deliberado.


Talvez assim os grandes meios de comunicação não precisariam mais publicar fotos e textos do Sarney como a mais de um mês e teriam tempo de (ou não)investigar outras denúncias e assuntos sempre com a finalidade de transparescer a noticia para nós. Assim como o Rubinho parasse de correr imediatamente ou o técnico Leão se aposentasse.


Tenho paixão e admiração por essa classe(a qual um dia espero até participar) e espero que tal decisão seja revogada de descrédito e emcubrimentos, nem tanto pelo Supremo, mas principalmente pela população.
Texto dedicado a mais fantástica classe operária desse país a qual um dia terei orgulho de ser colega


6 comentários:

Anônimo disse...

A Comunicação Social é mais do que informação

Nelinho 10 disse...

jornalistas não-graduados: boteco neles???

THE PASSENGER disse...

Meu caro e estimado Frei!
Ser detentor de informação, mesmo de maneira crítica, não faz ninguém jornalista. Mesmo que revogada a exigência do diploma para o exercíco da profissão,já existiam pessoas exercendo a mesma sem nunca terem se formado para tanto. Tome como exemplo Alberto Dines, Juca kfouri e outros de competencia duvidosa, acredito que o establishment da profissão naõ mudará tanto. Quem contrata o profissional vai continuar contratando e os que não, também continuarão a fazer o mesmo.
Esse jornalismo de lead que está na net, diga de passagem é chato, superficial e perecível, a profundidade do sublead praticamente sumiu.
Hoje o jornalista é mais um gestor de conteúdo que traça estratégia de comunicação. Não basta ter informação tem que saber como veicula-la. Veja o Matinas Suzuki no IG.
Pra sua informação(e do sarsa) acabei de conversar com Júlio Ottoboni e ele está para abrir aqui em SJK uma Escola Livre de Jornalismo, seria uma boa!
Não perca hoje no Roda Viva Gay Talese, ícone do Jornalismo Literário ou do New Journalism se preferir.
Pense nisso daqui pra frente, jornalismo literário. Talvez seja ele a saída para a barbárie da informação.

Anônimo disse...

Gosto do ratinho, do Gil Gomes e Pânico....Quero rir da minha própria alienação.
rsrsrsr

Anônimo disse...

André...não assiti ao Gay infelizmente, mas no CQC deu que para participar do processo seletivo do programa é só acessar www.band.com.br/cqc...cai dentro!

Nilson Ares disse...

Coronel,

A essência do NJ é o livro-reportagem, e por isso vai de encontro a todo este fast food midiático atual.
Acho difícil o NJ se tornar prática diária, com raríssimas execessões plublicadas em suplementos semanais, como o Mais da Folha.

É isso!

Abraço.