terça-feira, abril 19, 2011

Minha dúvidas teológicas

Meu Deus me perdoe mais está noite não tive como suplantar a dúvida do juízo. Fiquei a pensar na minha morte e qual sorte teria após meu inevitável fim. Pensei: como não faço parte dos eleitos, acabarei entrando na segunda fase donde ocorrerá o juízo final como é contado nas sagradas escrituras. Aqui é que minha cabeça oca entrou em parafusos.

Imaginei o velho tempo que tem nosso planeta e onde encontra a raça humana que deverá prestar suas contas. Como cada um presta a sua conforme sua cultura e tempo vivido pus a imaginar se o senhor gastasse uns quinze minutos comigo, isto para ser rapidinho, e me perdi nas contas matemáticas a multiplicar tudo isto pelo tempo gasto com está pobre criatura que toma a liberdade que me destes para refletir. É tempo demais.

Mesmo imaginando que o senhor delegasse para o povo bom: Pedro, Paulo e João e outros tantos...Não seria nada fácil. Etâ juízo final difícil de entrar nessa minha cachola de mineiro desconfiado. Perdoe-me bom Jesus mais não é fácil não.Eu que sempre exijo que registrem em cartório em função da natureza enganadora desse povo.

Novamente me perdoe, mais fiquei a imaginar a eternidade do céu. Aliás, tamanha burrice a minha querer pensar na atemporalidade do tempo, mais é típico da raça humana querer entender o ininteligível. O que ficarei fazendo num tempo tão longo eu que ando tão sem saco para vida, não porque desgoste dela, mais é que tudo vai ficando tão repetível que a morte na velhice soa-me até como presente justo.

O Senhor conheceu Maria Louca, desculpe meu esquecimento, o senhor conhece a todos, desde muito criança tinha um medo absurdo da morte. Causava-lhe arrepios à noite quando acordava e todos dormiam. O escuro trazia-lhe imagens inimagináveis a sua pobre razão até que enlouquecerá e fora parar no Chuí. Recentemente fiz uma visita a ela a pedido de seu filho que é muito meu amigo e a encontrei sorridente e descontraída a blasfemar contra o tempo, pois muitos já tinham morrido e a morte não vinha buscá-la.

A sorte desta pobre mulher fez me ver que a loucura causa sofrimento para os viventes que não foram presenteados com a mesma sorte.

Mais no fundo você é um grande brincalhão, uma criança milenar, atemporal que sabe se esconder como ninguém e deixa rastros tão intangíveis que chega a pertubar a mente deste pobre mortal que vos fala.

PIK


3 comentários:

Nervo Ótico disse...

Como eu já me salvei, posso lhe dizer: em se falando de juízo final você é o lanterna da repescagem!!
Mas concordo contigo, e também com o Pessoa, deus é um menino!
"Quando eu morrer, filhinho,
Seja eu a criança, o mais pequeno.
Pega-me tu ao colo
E leva-me para dentro da tua casa.
Despe o meu ser cansado e humano
E deita-me na tua cama.
E conta-me histórias, caso eu acorde,
Para eu tornar a adormecer.
E dá-me sonhos teus para eu brincar
Até que nasça qualquer dia
Que tu sabes qual é.
Esta é a história do meu Menino Jesus.
Por que razão que se perceba
Não há-de ser ela mais verdadeira
Que tudo quanto os filósofos pensam
E tudo quanto as religiões ensinam?"

Anônimo disse...

quão lindo os comunas estão nesses escritos, piks, arrepiei aqui, estou passando por isso mesmo tudo aí também, que tempo, para onde mesmo???? abraços de paz e bem!
S.Farias

Anônimo disse...

Quão inefável a sua reflexão e dúvida, pura matéria de fé! Não sei o que é mais aterrador, conceber uma outra existência que pressupõe o infinito (céu),ou o inferno, inversamente por escapismo, aderir o materialismo-niilismo-ateismo, por não achar merecedor da 1º opção,recaindo no adágio de Karl Jaspers, que diz:"A soberba do homem niilista eleva-se, com grandeza trá-
gica, até o patético da autovalorização heróica."
Arthur