terça-feira, junho 10, 2008

O fim do futebol ou uma mudança de paradigma


Nos idos dos anos 80 comenta-se que o Brasil teve a melhor seleção de futebol que não ganhou uma copa, aliás , treinada pelo genial Tele Santana que odiava que seus jogadores batessem em seus oponentes. Nesta época tinha 11 anos , entretanto, me lembro como se fosse ontem.
Outro fato que me recordo são os jogadores que eram referência em seus clubes, aqui não sei a data exata e meu amigo Frei que domina bem esse assunto , pode comentar e complementar em seus comentários ou num novo texto, mas vamos lá.
Do corinthians, meu time do coração, lembro de alguns : Vladimir , que até onde me lembro só jogou no corinthians; Valdir Perez grande goleiro do São Paulo e da seleção brasileira e do mesmo time o grande zagueiro Oscar. Do Palmeiras um tal de Jorginho que não ganhou título , entretanto , foi um grande craque , além do glorioso Luiz Pereira. Do Santos minha mémoria falha, mas me lembro do Serginho chulapa que deu ao Santos o último título até que viesse a era Robinho, apesar de ter jogado muito no São Paulo.
Bem, alguns talvez me perguntem, qual o motivo de tantas reminiscências. Me parece que os clubes perderam os jogadores de referência, aqueles que tinham paixão pelo clube e os representavam.
Nem mesmos os jogadores podem fazer a escolha de ficar, pois ele enquanto mercadoria precisam render finanças aos clubes de futebol e aos seus empresários e também a eles mesmos.
Há dois ídolos que representam bem suas torcidas hoje: o goleiro Rogério Ceni do São Paulo que orgulhosamente chegou a negar a seleção por alguns jogos importantes do São Paulo e isto confesso achei genial, apesar de lhe achar um "merchanceni"; outra figura mais importante ainda o goleiro Marcos que além de referência para o clube e a torcida do Palmeiras é também um sujeito amado até pelos adversários que vêem nele uma espécie de boleiro em extinção, tanto que recebeu muitas cartas de torcedores do grande rival Corinthians quando esteve hospitalizado.
Quanto tempo um jogador permanece em um clube hoje? Bem, o necessário para que ele ganhe representatividade , crie a imagem necessária e o negocie. Como uma mercadoria que precisa de propagandas , os jogadores sonham sair dos clubes sem expressão para ir para os chamados clubes grandes para ficarem na vitrina e depois serem negociados ao mercado europeu.
A referência do craque está na Europa. Ela não está mais nos clubes brasileiros e se estão é temporário, pois lugar de craque não é no Brasil, aqui no máximo é a preparação.

Hemerson.


3 comentários:

Anônimo disse...

É Piquitito, Mas pode ir mais além ainda nesse lance de identidade,
Socrates por exemplo ainda jogou no Santos e no Flamengo, Chulapa campeão no Santos e maior artilheiro da história do São Paulo. Leão jogou em todos grandes centros. Procure Pelé no Santos, Zico no Fla, Garrincha no Fogo, No Corinthians talvez Claudio(maior artilheiro de sua história)e Luizinho cabecinha de ouro, Ademir da Guia no Palmeiras,Dinamite no Vasco, ai chegamos no Ceni e no Marcão....

Anônimo disse...

Então, vamos hoje assistir o Timão no bar da estação. (na Sebastião Gualberto)

La Nave Va disse...

o resultado de tudo isso aí dá pra se ver na nossa deleção "paraguaia", parece que eles jogam na seleção por obrigação , burocraticamente.


(e o jogo no bar, como foi?)