sexta-feira, junho 27, 2008

" Acabou Chorare e Ficou Tudo Lindo..."

Ainda pouco estive com uma amiga que me perguntou, que fotos eram aquelas de pessoas bebendo, conversando e tocando. Disse que era de uma reunião entre amigos na qual me diverti bastante e dei muita risada.

Ela me interpelou e disse enfaticamente: Isso é importante!! Isso o que, se divertir?? Rir, principalmente.

Ela transa uma idéia de Yoga, que trabalha com o riso, essa linha é de um indiano que não sei pronunciar o nome quanto menos escrever.

Fico imaginando essa coisa do riso, e o vejo como coisa séria, sendo o homem único animal que ri o riso também tem sua construção histórica. Por exemplo, para Platão o riso soava como falsidade, ironia, e afastava o homem do mundo supra sensível e da essência do belo e da perfeição platônica. O riso já tomou várias conotações durante a história e hoje apesar de todo avanço e emancipação moral e critica rimos muito pouco, se bem que já se riu menos no passado.

Se tomarmos a idade média existe certos conceitos sobre o riso que perduram até hoje, como por exemplo o fato de que Jesus possivelmente nunca tenha rido em vida, pelo menos não há registros bíblicos. Isso se explica por que o riso teria um tom profano, por que traria contigo o escárnio o qual não seria de bom tom Jesus estar ligado, pois o humor não combina com o sagrado. Já que parte da ação do humor é justamente a de contestar alguma situação.

Lembro-me de um livro lindo e tão complexo quanto, que li quando jovem, que trata justamente do riso na idade média, chama-se O Nome da Rosa, infinitamente superior ao filme. Umberto Eco, que é um semiólogo, escreveu um livro que fala sobre uma efeméride na idade média, que é uma série de assassinatos num mosteiro, escrito como se fosse um livro medieval, com uma sintaxe lógica que lembra muito a lógica Formal ou de Aristóteles.

O que não é pra menos, pois toda matriz de pensamento medieval era organizada pela igreja católica, que um dos seus grandes filósofos que hoje é santo, o São Tomaz de Aquino, foi quem reabilitou toda filosofia de Aristóteles para dar legitimidade a base epistemológica e todo pensamento medieval. Por tanto Eco utilizou da lógica formal aristotélica para escrever seu livro que trata de uma efeméride medieval. A lógica Formal pressupõem a criação do silogismo de dedução que se dá do geral para o particular, e o silogismo de indução que é a do particular para o geral, a mesma lógica que ainda é usada em certos casos na nossa ciência moderna.

Mas não é só isso, Aristóteles teria também escrito um livro em que, diferentemente de Platão, advoga o caráter benéfico do riso, próprio de espíritos livres e com aura artística. O que a idade média não poderia conceber, já que pela igreja temos que estar sempre contritos e nos penitenciando neste vale de lágrimas para alcançar o paraíso, e o riso não só depõem contra isso como nos faz perder o medo do inferno. Por tanto este livro de Aristóteles teria que ser extirpado da base filosófica que serviu à matriz aristotélica-tomista da idade média.

E não é que Eco magistralmente em O Nome da Rosa, escreveu uma ficção em que os Monges dentro de um mosteiro morriam tentando descobrir a onde estava, dentro de uma biblioteca infinita, o livro escrito por Aristóteles sobre o Riso.

Na historia da filosofia não há consenso de que este livro realmente tenha existido, hipótese mais provável é que o livro tenha se queimado em dos incêndios da biblioteca de Alexandria. Ou que a igreja tenha dado um sumiço nele.

Mas para se utilizar de uma máxima corrente na ciência moderna e que é pura lógica Formal aristotélica: “A ausência de evidência não se traduz necessariamente em evidência de ausência” . Ou seja, o fato de não ter sido encontrado não quer dizer que o livro não tenha existido ou que ainda exista, talvez deva estar em alguma biblioteca infinita de um mosteiro guardada por um monge cego chamado Jorge. Referência a Borges é pouca.

quinta-feira, junho 26, 2008

Velho Chico



Mais velho que qualquer chico

Mais velho que qualquer nome

Mais velho que dar nome às coisas





terça-feira, junho 24, 2008

Novos paradigmas do conhecimento

Tenho observado algumas mudanças na maneira de como as gerações futuras irão apreender o conhecimento e penso será totalmente diferente de nossa geração, aos menos em relação a minha. Por exemplo, no campo de atuação de meu conhecimento tenho vislumbrado com grandes idéias de alguns professores de filosofia que hoje gratuitamente e com boa qualidade transmite discussões pertinentes a área com vídeos disponíveis no youtube e criando um canal aberto onde é transmitido ao vivo de sua casa coms discussões de alto nivel, aqui falo do Professor Paulo Guirardelli que inclusive já comentei com alguns amigos.
Outro dia, estava a procurar algo sobre a filosofia na Idade média e encontro outro camarada, Tiago Menta, mandando bem com propriedade sobre Agostinho e Tomas de Aquino, coisa que não é tão simples para falar em frente a tela.
A universidade Unisinos tem um trabalho onde traz doutores em assuntos diversos em uma banca para discussões sobre arte , filosofia , política e outros assuntos.Aliás está banca estava sendo intermediada pela bela Márcia Tiburi.
Não quero dizer que o alunado dispensará o livro, mas não será talvez o principal acessório e muito menos a escola como conhecemos hoje.
Mas o bacana nisso tudo é que não precisamos mais ficar escravos de apenas alguns meios de comunicação, aliás, nos podemos ser o meio e interferir nele com propriedade, desde de que arregacemos as mangas.
Penso que o educador do futuro deverá ser aquele que indicará o caminho ao aluno. Ele tem propriedade de olhar na parafernália da net e indicar o relevante para o alunado chegar ao seu objetivo.
Abaixo coloco o endereço das pessoas citadas para que vocês, caso queiram, façam uma análise .

http://portal.filosofia.pro.br/ este é do Paulo Guirardelli

http://www.tiagomenta.blogspot.com/

http://www.humanas.unisinos.br/info/filoweb/


Hemerson

domingo, junho 22, 2008

"Tempo ao Tempo"


Neste domingo amargo
Pedi "tempo" ao tempo


Estendi minha mão
De sorriso guardado no silêncio


Pedi com fé
Com resignação...


Pedi para que ele passe
Agora, amanhã e depois


Pedi apenas que passe
Para que eu aceite
Para que eu veja
Para que eu entenda que foi bom...

Deixar de ser "dois".


Nilson Ares
Imagem: Persistência da Memória / Salvador Dalí

sábado, junho 21, 2008

II Congresso de Filosofia em São Thomé das Letras (MG)

Informativo:

II Congresso de Filosofia em São Thomé das Letras (MG)
Tema central: "Os caminhos da Ética na construção do humano: a utopia do encontro com o outro"
Dia 16 de julho (quarta-feira) abertura oficial do II Congresso de Filosofia em São Thomé das Letras
Horário: 19h00
Local: Gnomos Pizza Bar
Endereço: Plínio Pedro Martins, n° 26, centro.
Dias 17, 18, 19 e 20 de julho de 2008
Palestras, Comunicados e Eventos Culturais
Horário: a partir das 09h00
Local: Centro Múltiplo de Eventos da Prefeitura Municipal de São Thomé das Letras
endereço: Av. Intendente Tomé Mendes Peixoto, s/nº - Centro (entre a rodoviária e o estádio municipal)
Mais informações: www.filostl.com
Comunidade no orkut:http://www.orkut.com/community.aspx?cmm=17239072
Realização: Delphos - Centro de Estudos Filosóficos
delphosfilosofia@hotmail.com

quinta-feira, junho 19, 2008

Feliz Aniversário


Sei que esta no final do dia, mas não podia ter deixado essa data passar em branco;;,


E como disse o apresentador José Paulo de Andrade hoje cedinho no seu progama, o "pulo do gato" da Band...


"Tudo que é do Chico é bão..."


Endosso.


Foto: PubliFolha

quarta-feira, junho 18, 2008

O caso do cabelo

Começo com duas afirmações: todo mundo pode se transformar num psicopata, até você. Não existe livre arbítrio, existem reações hormonais.
Estou falando de amor, paixão, libido, sexo e afins.
Conheço pessoas extremamente normais, ou eram, acordavam e labutavam, conversavam, viviam num mundo socialmente aceito por todos. Até que...
D era uma menina linda, olhos vivos, cabelo que brilhavam a luz do sol e da lua, inteligente, fazia amigos com facilidade e tinha amigos que a adoravam. Até que um dia conversou até de madrugada com G, começou aí uma paixão louca. Eu não conseguia mais encontrar D, ela sempre estava trancada no quarto com G. Quando os dois estavam conosco, eram só deles, de mais ninguém, riam de suas próprias piadas e riam mais ainda das piadas um do outro, era exaustivo e um tanto quanto admirável. Eu queria ter aquilo, aquela ligação, invejava a troca de olhares e carícias, admirava o fato de ela, já bonita, ter ficado sem intervenções cirúrgicas maravilhosa!
Numa bela tarde de Domingo G entrou em casa e disse a todos, morávamos em 10: acabou! Simples e claro.
Bela tarde de Domingo era aquela.
Horas mais tarde, D me liga e diz que precisa conversar.
- Estou indo aí, respondi prontamente.
- Não precisa, estou aqui na frente.
Já saí com um pouco de medo, não sei bem de que, e lá estava ela, ou o que costumava ser ela. Agora ela estava sentada na sarjeta, sem figuras de linguagem, fumando um cigarro, com se fosse o último e descabelada.
Chorava copiosamente, não conseguia falar, assim que me viu, chorou mais, acho que meu olhar entregava que e já sabia da decisão de G.
Daquele momento em diante tudo passou muito rápido. Nesse dia mesmo ela entrou, eu abri a porta, o que fazer? (segundo G, eu deveria ter deixado a porta fechada). Foi até o quarto de G com uma faca e tentou se matar. Gritava do fundo da alma que iria tirar a própria vida ali mesmo. Eu não estava no quarto, estava na sala, escutando. Senti um alívio egoísta quando a gritaria cessou.
No outro dia o telefone não parava de tocar, ninguém atendeu a pedido de G, era ela na porta querendo entrar. Foi embora. Passados quinze minutos o telefone toca e um desconhecido chama por mim, me explica que tem uma moça na casa dele, acabará de bater o carro, foi reto numa curva, estava bem, mas pedia por mim. Fui até lá, em pânico, entrei na casa do desconhecido e lá estava ela, um trapo de gente, suja, sentada na cozinha de alguém que ela nunca virá, chorando, o rosto estava coberto pelos cabelos, numa pasta de lágrimas e catarro líquido, aquele que quem já chorou de amor conhece.
Noutro dia, voltando a pé pra casa, um carro, outro, não o mesmo, passa voando por uma ruazinha, mas a motorista era ela. Apertei o passo em direção a minha casa, sabia que ela iria pra lá e mais uma vez em pânico, corri, pensando em Roma.
Nesse dia ela conseguiu falar, ter uma dita linha de raciocínio, me explicou porque G tinha que voltar pra ela. Fiquei calada, escutando. Não tinha o que dizer, nada do que ela falava justificava tudo aquilo, mas eu entendi seu desespero, apenas lhe dei um rolo de papel higiênico e passava a mão nos cabelos dela, tão lindos um dia, hoje sujos e embaraçados.
D trancou a faculdade e mudou de cidade, foi embora não só da vida de G, mas de todos. Mas foi embora pra cidade natal de G, e alugou um apartamento no prédio do irmão de G. Muito tempo se passou e hoje G e D são amigos novamente, mas sempre me pergunto até quando ela conseguirá segurar a fera dentro dela.
Sempre que passei perto de ser uma psicopata, me lembro do cabelo de D, mas isso é outra história.

terça-feira, junho 17, 2008

Origâmi ou diálogo do término ou tu nãoapresta

Ela não me olha nos olhos
Serve de vários guardanapos
Diz que tem mágoa de mim
Formata um pássaro
Traga a taça de vinho
Diz não me reconhecer
Cria um avião. Joga na lixeira.
Outro guardanapo
Um trago d'agua
Que faço aqui ao seu lado?
Você não vale nada
Modela um coração
Joga na lixeira
- Esse é nosso ultimo encontro
Garçom a conta por favor,
Hoje você paga.

segunda-feira, junho 16, 2008

Aterro Sanitário em São José dos Campos – Uma decisão a ser contestada – Primeira Parte




Sei que já é batido mas quase que não consigo pensar em outra coisa nos últimos tempos. Toda unanimidade é burra! Essa paráfrase(sei lá se isso é válido) está bem atual em nossa piraquara e bucólica São José dos Campos. Aproveitando a “vibe”deixada aqui por nobre companheiro, vejo que somente podemos fazer do blog algo realmente válido se fluirmos entre os hiperlinks de nossos escritos com as coisas que nos circundam aqui por estas terras. E aqui está rolando uma unanimidade que já superou o partidarismo e está caindo para o absurdo. Em terra de cego quem tem um olho é caolho mesmo...na busca de elucidar um pouco mais sobre um dos principais assuntos daqui, decidi fazer um texto quase que jornalístico, coisa que não havia tentado até então. Pretensão esta vem de correr em meu sangue um pouco de jornalista. Levo meu nome Samuel, pois meu pai gostava muito de um jornalista gaúcho de sobrenome Wainer e minha carríssima hermana já está nessa profissionalmente há um bom tempo.

Nossos restos, nossos restos mortais estão bem embaladinhos em sacos plásticos de supermercado, assim como presentes bem guardados às gerações futuras aterrados abaixo de nossos olhos. Proceder com esta destinação tem sido a principal solução para os resíduos orgânicos em São José dos Campos e em outras cidades brasileiras. Como a vida útil do aterro sanitário joselito no bairro do Torrão de Ouro na divisa entre zona leste e sul vai até meados de Dezembro deste ano, uma nova concepção para nossos resíduos orgânicos é premente. Qual a estratégia e solução até então? Para eles a solução mais viável e que demandou menos esforços é a ampliação do aterro no Torrão, alegando que é a única desapropriação possível, tendo em vista que na cidade de São José não há áreas para desapropriação e que outro aterro sanitário fosse concebido, mesmo que hoje possa se lançar mão de soluções técnicas que mitigariam consideravelmente o impacto desses resíduos em nosso ambiente. É claro que existe local passível de desapropriação, mas o que não existe é vontade política para o desenvolvimento de alternativas sustentáveis defendidas por este aqui atrás da tela.
As alternativas tecnológicas para a destinação dos resíduos orgânicos são relativamente simples e deveriam ser analisadas com mais afinco e não com o desdém percebido, este típico dos soberbos que não discutem o que “podem” decidir entre eles mesmos. Somente como lembrança, o empreendedor que pleiteou ampliação neste caso do aterro é a Urbam, autarquia presidida pelo primo do prefeito. Até imagino a conversa se houvessem grampeado o telefone ou se eu fosse uma mosca (no kibe) : Está tudo em casa brima, vamos resolver ao nosso modo, dá um jeitinho naquela ralézinha lá, não tem mais lugar no Mariana? E o santa inês 3? Coloca eles numa fila de casa qualquer aí.... Aí a gente licita aquele outro amigão nosso para o EIA-RIMA, começa a ampliação e larga a bomba para quem for prefeito daqui há uns 18 anos....o único problema pode ser a audiência pública, essa aí pode melar o esquema e aí a gente vai ter que pensar e carregar o ônus para o nosso próximo mandato que já está arranjado...Entenderam? Não. Estive na audiência pública no dia 19 de maio e posso esclarecer o que significa melar neste caso.
No caso de obras com considerável impacto sobre nosso ambiente é necessário um prévio estudo das interrelações do empreedimento preterido com o ambiente sócio-político-espacial-cultural-ambiental, estudo esse contratado pelo empreendedor e que dá origem ao RIMA - relatório de impacto no meio ambiente. A parte mais delicada para a aprovação do projeto é a audiência pública, onde a participação da sociedade organizada e dos interessados é fundamental e pode inviabillizar a continuidade do projeto (melar) se houver alguma incompatibilidade e desconfiança no RIMA e nas discussões na audiência. Geralmente o ministério público ou o próprio representante do orgão licitador ( neste caso o estado) promove a interdição da audiência quando percebe a maracutaia privatista e cumpridora de tabela. Não saí de lá há tempo de acompanhar o desfecho, pois, lá se foi 4 horas e ainda parecia longe de se acabar a audiência. Aparentemente o promotor e o membro do Consema não proferiram que seria necessário outro estudo, porém, muitas coisas ficaram mal esclarecidas e foram empurradas goela abaixo pela tucanada presente. Quando falam de meio ambiente no censo comum, geralmente se esquecem de inserir as pessoas no contexto, o fator antrópico é decisivo para os recentes impactos e mudanças ambientais assistidos pelo mundo todo, assim como também as soluções e alternativas para driblarmos o problema.
As comunidades do Torrão de Ouro, Bosque, Portugal, Estoril que estavam presentes não engoliram. Era o povo que sente o fedor dos gases gerados do pulular das bactérias anaeróbias na deterioração da matéria orgânica e relegam a estes gases parte de seus problemas de saúde e o povo que será jogado em qualquer canto da zona leste ou norte longe dos olhos claros da classe favorecida pela unanimidade presente no poder de nossa cidade. Havia também docentes de renome, ongs, pelegos da urbam que ganharam hora extra para lotar a tribuna, líderes religiosos e comunitários, burgueses imobiliários, partidos e associações, políticos de várias frentes e eu.

Na contra-mão deste processo, uma das alternativas seria desapropriar outra área para análise de viabilidade do empreendimento em alguma das outras regiões de nossa cidade. Para esta nova área deveria ser repensado o fato de apenas enterrar os resíduos orgânicos e voltarem a utilizar a compostagem como método de deterioração da matéria orgânica. Além do mais, a área poderia ser destinada inteiramente para isso, de modo a se fazer captação direta dos gases gerados no processo (podendo ser direcionado para fins energéticos) alocaríamos mais recursos obtidos através da adicionalidade comprovada na mitigação de gases do efeito estufa através de projeto de MDL.
É claro que há pormenores para se escolher estas áreas. A zona norte, notória pelos mananciais que abastecem a cidade seria a alternativa mais trabalhosa, demandando estudos ambientais mais aprofundados, tendo em vista o risco em contaminar nossos lençóis freáticos, as várzeas do Paraíba e de seus principais afluentes, o acesso (sem ainda poder contar com a via norte) e sua localização longínqua com relação aos maiores fluxos de resíduos pela cidade. A outra parte da leste, está dedicada à esconder dos olhos as mazelas da população menos favorecida, que se amontoa nas adjacências da linha 204 – Novo Horizonte quando quer vir à “Cidade”. Na zona sul que se expandiu muito aquém do imaginado, praticamente sem planejamento urbano (como a leste) não há onde se pensar aterro sanitário longe das pessoas e na região das colinas/centro-oeste é impensável um empreendimento deste porte, sendo que eles, os amigos e os amigos dos amigos estão morando lá e em suas adjacências. Termino aqui a primeira parte...
Saudações.
Samuel Farias






quinta-feira, junho 12, 2008

Mais uma pisada do Frei Maynardi

Caros leitores,

desculpem-me, a culpa foi do Coronel e também minha de permitir sua volta, o que fazer.
Maynardi , você comentar com propriedade o futebol até é aceitável , mas você comentar com olhar de São Paulino este é o teu problema. Salivei para colocar algo debochando do São Paulo quando no finalzinho perderam para o fluminense do Rio , mas mantive a classe , afinal o blog não foi feito para isso, pelos menos esse. Você criou um blog de futebol, cadê ele? Lá é o lugar para você fazer seus comentários de segunda categoria.
O que você persegue no Felipe?Ele tem duas características que você odeia , apesar de não assumir: é preto e baiano e por isso você gosta de o chamar de negrolipe, coisa criada por você e por seu espírito etnicopaulistano.
Este blog é democrático, mas na democracia existe uma maioria que decide e por mim você tem passado dos limites do permissível com esse espírito de "Carecas do ABC".
Caros, peços-lhes que percam um pouco do precioso tempo e compare os textos futebolísticos escrito aqui por mim e pelo senhor Maynardi e vejam que não estou mentindo.Em meu texto trato de uma questão política no futebol , genérica , não como é feito pelo jornal O Lance semanalmente.
Frei Maynardi caso queira falar de futebol como você deseja volte com teu blog que colocarei o link aqui e quem quiser vai lá ver.
Sinceramente pensei que você fosse falar da questão do envolvimento da Nike dentro da escalação da seleção brasileira ou o por que do Dunga se temos tantos outros melhores e você vem com um textinho desse , me poupe companheiro.
Tem outra coisa fundamental a ser comentada , que futebol se faz de glórias e derrotas e devemos ensinar nosso filhos que isso é importante, caso contrário, eles pensarão naquela história de espírito empreendedor, educação empreendedora e acabarão lendo texto do Maynardi na veja e tendo como livro predileto o clássico " Quem mexeu no meu Queijo".

Hemerson

quarta-feira, junho 11, 2008

Coluna Extraordinaria - Copa do Brasil 2008


Texto retirado desse Blog a pedido de Fidel Ca...me desculpem, Hémerson Vieira , Presidente Biônico e Ditatorial do Espaço.
PS: Aos admiradores da minha escrita mantenho como homenagem a foto desse lamentavél atleta de futebol que ao zombar de seus companheiros de clube nos ultimos meses, engoliu do pior veneno possivel nessa semana, mostrando que um goleiro, nem que faça gols também além de defesas, nunca vai ganhar um titulo sem espiríto de grupo.
Atenciosamente.
Frei

Até que a filosofia de bar nos separe

Homens, o que dizer deles que não pareça feminista demais ou machista demais? A verdade.
Outro dia um velho amigo e eu sentamos num bar, papo solto, ele irá se casar em breve, dali uma semana, perguntei: mas você é feliz com ela? A resposta veio sem pensar:
- Depois de tanto tempo era o que tinha que ser feito.
Como assim? Ele me explicou que sente a idade, que o amor não existe, que não tem mais idade para baladas ou até mesmo para começar tudo de novo.
Outro amigo, vai se casar no final do ano. Já um pouco desiludida, repeti a pergunta. Respondeu-me com um sorriso que era não apenas feliz, mas muito feliz, está fazendo o correto para a felicidade própria, não se imagina em outro lugar senão ao lado da noiva. Fiquei mais que feliz, ainda existe felicidade a dois nesse mundo.
Porém, depois de algumas cervejas, uma morena dançava perto de nós. Aí a revelação da real natureza humana. Não aconteceu nada, mas na cabeça do meu amigo Kama Sutra foi revisto. Disse-me num tom tão cafajeste que me lembrou Nelson Rodrigues: queria come-la no meio da pista de dança. A futura esposa dele nem imagina quem ele é.
Antes desse dia, saí com outro amigo e sua esposa, casados há alguns anos, rimos muito, tomamos pouco, sintonia total. Lá pela madrugada a esposa embala num papo com uma fulana, meu amigo então chega perto de mim e confessa:
- Acho que vou largar minha mulher.
Como assim de novo? Por que? Vocês parecem tão felizes, aliais, no começo vocês brigavam tanto e de tempos pra cá é só felicidade. Ele me explicou que na verdade teve que viajar sozinho a trabalho e a sensação de ser sozinho, da liberdade tinha o deixado embriagado.
Resolvi escrever porque ontem tive a revelação final. Saí com outro amigo casado, feliz, com filhos e amando. Mas me confessou, não esqueceu uma antiga paixão e pra completar, o ciúme da mulher que antes não era ciumenta diminui cada vez mais à vontade de ser casado.
Cheguei na idade que antes eu lia a respeito e agora, sem ter noção, sem sentir, mas com essas histórias percebi que realmente cheguei. E com isso me pergunto se eu vou ter coragem de me casar e se existe casamento com amor. Casamento não a cerimônia, porque na cerimônia todos se amam, os dias seguintes que me intrigam.
Continuo com minhas investigações sobre a verdadeira natureza humana, mas de uma coisa eu já sei, tenho muito pra aprender sobre a vida, o universo e o casamento.
Maria, Simplesmente

terça-feira, junho 10, 2008

O fim do futebol ou uma mudança de paradigma


Nos idos dos anos 80 comenta-se que o Brasil teve a melhor seleção de futebol que não ganhou uma copa, aliás , treinada pelo genial Tele Santana que odiava que seus jogadores batessem em seus oponentes. Nesta época tinha 11 anos , entretanto, me lembro como se fosse ontem.
Outro fato que me recordo são os jogadores que eram referência em seus clubes, aqui não sei a data exata e meu amigo Frei que domina bem esse assunto , pode comentar e complementar em seus comentários ou num novo texto, mas vamos lá.
Do corinthians, meu time do coração, lembro de alguns : Vladimir , que até onde me lembro só jogou no corinthians; Valdir Perez grande goleiro do São Paulo e da seleção brasileira e do mesmo time o grande zagueiro Oscar. Do Palmeiras um tal de Jorginho que não ganhou título , entretanto , foi um grande craque , além do glorioso Luiz Pereira. Do Santos minha mémoria falha, mas me lembro do Serginho chulapa que deu ao Santos o último título até que viesse a era Robinho, apesar de ter jogado muito no São Paulo.
Bem, alguns talvez me perguntem, qual o motivo de tantas reminiscências. Me parece que os clubes perderam os jogadores de referência, aqueles que tinham paixão pelo clube e os representavam.
Nem mesmos os jogadores podem fazer a escolha de ficar, pois ele enquanto mercadoria precisam render finanças aos clubes de futebol e aos seus empresários e também a eles mesmos.
Há dois ídolos que representam bem suas torcidas hoje: o goleiro Rogério Ceni do São Paulo que orgulhosamente chegou a negar a seleção por alguns jogos importantes do São Paulo e isto confesso achei genial, apesar de lhe achar um "merchanceni"; outra figura mais importante ainda o goleiro Marcos que além de referência para o clube e a torcida do Palmeiras é também um sujeito amado até pelos adversários que vêem nele uma espécie de boleiro em extinção, tanto que recebeu muitas cartas de torcedores do grande rival Corinthians quando esteve hospitalizado.
Quanto tempo um jogador permanece em um clube hoje? Bem, o necessário para que ele ganhe representatividade , crie a imagem necessária e o negocie. Como uma mercadoria que precisa de propagandas , os jogadores sonham sair dos clubes sem expressão para ir para os chamados clubes grandes para ficarem na vitrina e depois serem negociados ao mercado europeu.
A referência do craque está na Europa. Ela não está mais nos clubes brasileiros e se estão é temporário, pois lugar de craque não é no Brasil, aqui no máximo é a preparação.

Hemerson.


segunda-feira, junho 02, 2008

Depois do Bi

Ontem 1º de junho comemorou o bi centenário da imprensa no Brasil, há exatamente duzentos anos logo após a chegada da corte portuguesa ao Brasil, deu-se inicio a primeira impressão de um veiculo de informação, que prestava a difusão dos despachos do paço joanino fazendo valer as publicações de leis.

Este primeiro jornal era impresso na Inglaterra, não só por que não existia nenhum parque tipográfico no Brasil, mas também pelos mesmos motivos óbvios que fizeram a esquadra da marinha inglesa promover a fuga da corte portuguesa para o Brasil.

Ao tomar conta deste fato fiquei mais uma vez intrigado com a construção histórica da veiculação da informação,e sobretudo da escrita. E qual o esforço do estado joanino no Brasil de torná-la universal, mas mantendo controle sobre essa universalidade.

Isso ocorreu não só com o estado, mas também com as religiões, se percebermos a maioria das religiões que se lançam na pretensa e obstinada tarefa da universalidade têm um livro revelado, que necessariamente no seus primórdios se apoiou na revolução gutenberguiana para que qualquer um que queira praticá-la possa estar na França, EUA ou Brasil, obviamente se valendo da tecnologia lingüística da tradução.

O que não ocorre se caso o meu prezado leitor quisesse praticar uma religião Tamoio ou Yanomami, pois essas religiões não se apóiam em textos escritos mas sim em manifestações contextuais e locais, obrigando o leitor a fazer uma imersão na cultura e na localidade em que se encontra. O que torna a cultura indígena especialmente frágil, e a universalização promovida pela escrita predatória. Isso eu disse em uma aula na semana passada, mas acho que meus alunos não entenderam muito bem.

Em sociedades tribais que não desenvolveram a escrita, as técnicas de memória estava relacionadas a oralidade, ao ritmo, a narrativa, na dança, na musica e no corpo. Mas a pretensa universalidade da escrita possibilitou uma emancipação critica do homem tendo sempre a mão objetividade e o arcabouço teórico universal.

E hoje que Gutenberg já se foi, a imprensa joanina é bicentenária, vejo o que temos feito da palavra escrita dentro de narrativas que não têm mais como suporte o ritmo e corpo da sociedades tribais e nem os tipos de Gutenberg, mas sim a hipertextualidade do ciberespaço.

Como já havia dito para o Farias, Pierre Lévy reconhece a cibercultura como um único espaço propicio para uma nova contra cultura, nos moldes de 68, que hoje faz 40 anos. De certo modo concordo com ele, o que fazemos aqui, neste blog, pode-se considerar contra cultura.

Entendo que isso deva servir de premissa para nossos escritos, e tomando o mote do maio francês, Sejamos incendiários sempre!!

domingo, junho 01, 2008

Alma Corsária

Não. Confesso que não foi muito difícil. Tive com os armadores, e quanto pude ver já havia ganhado o convés, o velame diáfano inflado, como véu fino tramado de cânhamo acelerava a luz, a nau ganhava os espaços, a luz, e sua aceleração inaudita parava na trama do cânhamo e caia sobre meu corpo deitado no convés fazendo a alma naval e corsária. Sentia uma sensação cálida, confortável de quem navega em baixas latitudes.

Em alguns momentos a luz rompia a trama do cânhamo e abria uns buracos no velame, cujas formas pareciam mapas que representavam territórios já vistos, mas os mapas são só uma representação, uma semiotização do espaço, por isso então a deliciosa sensação de desterro ainda continuava.

Essa sensação desapareceu quando desses mesmos buracos que a luz provocou no velame, vinham imagens e vozes de pessoas conhecidas; o meu quintal, o meu quarto a goiabeira. E de repente a sensação outrora cálida e confortável das baixas latitudes se transformou em gélida e desesperadora, típico dos que navegam nas altas latitudes.

Foi nesse momento que o buraco aberto no velame aumentou de súbito e assustadoramente, e pude ver por ele a janela do meu quarto aberta e batendo, deixando aquele ventinho dessa tarde de domingo pegar em meu peito, acordei e fechei a janela corrrendo!

Preciso dizer que não consigo ver os meus sonos dominicais sem sonhos, seria muita indiferença da minha parte. Sobretudo após um virado de vagem com miúdo de frango, três cervejas, quatro Jurubeba Leão do Norte respectivamente acrescentada com uma rasinha de Amélia, a bico azul.

Não, um sono sem sonhos é muita indiferença para mim!

A questão indígena no Brasil - Parte II

Depois do Reverso, do TCAS e da Pista sem Grooving...Arco e Flecha!


Essa Foto ai são de índios isolados no Acre que ao verem um "passáro gigante" sobrevoar a floresta, meteram flecha nele.
Na verdade era um monomotor da FUNAI identificando tribos sem contato algum(!) com pessoas civilizadas da cidade. Tudo isso talvez baseado na minha idéia da coluna ali de baixo onde espetacularmente dou as deixas governamentais aos orgãos cabíveis das atitudes para a socialização e integralização dos índios a sociedade e a seu direitos e obrigações.
Acredito que algum correligionario integrante daqui do espaço tenha passado isso a algum colega do governo ou mesmo da FUNAI. Acho que foi o Farinha ou o Sarsa.
Mas amigos, imagina se essa porra desse avião cai? Seria por causa das flechadas?
Pilotos Americanos voariam ali com seus 737-700 da United recheados de gringos?
Esqueçam Reverso,TCAS, Grooving, Hotel do maior dono de zona de São Paulo, esse avião seria derrubado por flechadas indigenas!
Então gente, vamos pensar com carinho o caso da socialização indigena, ou logo eles serão responsabilizados por tragédias maiores.
PS: Aguardo desde ja, colunas de colegas a respeito das condições dos indíos no Brasil.

sábado, maio 31, 2008

A questão indígena no Brasil

Nosso amigo Maynardi é realmente um etnocêntrico dos mais conservadores que já conheci. Não é possível que a veja seja capaz de alienar as pessoas te tal maneira, mas Frei Maynardi é filhote deste revista, aliás, deveria servir como garoto propaganda e sair naquelas capas comemorativas onde é eleito como pessoa que receberá a revista em caráter vitalício. Não o colocarei para fora para mantermos a democracia, se bem que se escrevesse este último texto em qualquer jornalizinho é possível que Frei Maynardi estaria sendo processado neste momento.
Gostaria de entender com quem ele aprendeu a ter esta visão tão "clara" sobre a questão indígena. Como pode desconhecer o processo histórico deste país e falar tanta asneira. Democrático até que o blog tenta ser, mas é difícil suportar tanta merda vindo de seus últimos textos .
Sinceramente , eu sou seu amigo, continue a escrever suas asneiras , mas não pouparei de lhe crucificar seu espírito de homem branco e está opinião grotesca sobre os mais desfavorecidos e injustiçados deste país.

Tito, O Frei

segunda-feira, maio 26, 2008







Finalmente! vamos reformar a viatura! Num momento importante como esse não poderia deixar de contar com a participação dos correligionários, e peço a opinião sincera e carinhosa nesta escolha tão difícil: a cor da Vereneio. Posto aqui alguns ensaios, que apesar de amadores dão uma idéia da aventura cromática a que convido-os. sugestões! críticas! opiniões desbaratadas!

Chegamos deles...e eles de nós


As cenas vistas na TV essa semana, do funcionário da Elétrobras sendo atacado na "FACÃOZADA" por índios chocou boa parte do povo, e chocou também a mim.


Acho que desde que nasci não vi nenhum trabalho da parte dos índigenas de aproximação com a população das cidades. Em tempo, também nunca vi o avesso acontecer.


Sempre sugiro a meus amigos que todas as tribos indígenas devam ser extintas para o mesmo poder se agregar a sociedade.


Primeiro acabando com essa data besta do Dia do Índio, senão vira mais um feriado inútil no ano.


Em seguida dar as oportunidades a eles. Deixa-los estudar, trabalhar, poderem lecionar sua cultura nas escolas, pagar suas contas, ir ao jogo no domingo, pagar impostos e não ficar segregado na selva a comer, beber, cagar e dormir.


Até para ser bem flexivél, poderiamos manter tribos condominiais para eles morarem até a adaptação, em cada capital do país. Seria um espaço para ele expor suas culturas, vivências, artesanato, ervas medicinais e toda aquela coisa deles..danças, caça..etc..


Ontem o cacique machão disse que vai iniciar uma guerra deles contra o "homem branco". Na hora lembrei de uma cena antiga do Indiana Jones onde um desafiante dele faz malabarismos com um facão de uns 30cm e ele simplesmente saca seu revólver e atira no panguá evitando maiores rodeios na semi-luta.


É isso que vai acontecer se a idéia do "Tangão" for levada a sério.


Esse tipo de violência é abominavél.


Tomara a sociedade aceite e cative essas idéias, pois ja estou vendo movimentos de esquerda radicais contratando os para "passar" o facão em gente que ralou a vida inteira para poder ter uma fazenda, um sitio, uma chacara ou qualquer pedacinho de terra.
Foto : Revista Veja/Abril

quarta-feira, maio 21, 2008

Ensinamentos de Nit.

Há três espécies de seres :

Aqueles que vivem a vida como a galinha a fincar a cabeça no chão a catar milho e nunca toma consciência da realidade . Este penso eu talvez seja feliz dentro de seu puro pensamento de não enxergar um palmo à frente.
Outros , por ter conseguido levantar o pescoço se orgulham de olhar para os lados e ficam a criticar as galinhas alheias que vivem a ciscar a terra a vida inteira . Este o orgulho tomou conta e não percebe que vive no mesmo quintal também.
Há porém aquelas galinhas que alçaram vôo e foi além do vôo baixo e olharam para os semelhantes a ciscar e sentiram compaixam .
Assim entendo vocês meus amigos cada qual muito próximo de alguma espécie acima. Aprendi a ter compaixão por descobrir -me como um ser mortal. Tenho amor a humanidade desde meus tempos de criança quando lia o personagem Horácio .

Nit.

segunda-feira, maio 19, 2008

Espaço "NelsonRodrigueano!"



Esse espaço virou uma auto-tragédia da vida privada.


De quem ?


Minha , por alguns imaginarem Hitler sentado em uma cadeira escolar me olhando atenciosamente, enquanto exponho soluções para esse mundo de pessoas que estão virando baratas.


Do caboclo que largou a casa, familia, filhos,poodle e TV para passar uma noite fria deitado sobre o papelão da Tamby na Nélson D'avila,um olho fechado dormindo, outro aberto vendo as belas putas que ali exercem a função diariam..ou seria noitemente e hoje retoma a vida de vitórias e fracassos.


Do Coronelzinho Santanense que desvaira ideais de socialismo que beneficiariam toda população, mas seria o ultimo a abrir mão de suas manias e costumes tipicos de ex-ricos falidos de Buenos Aires para agregar-se a tais ideais.


Tem também o Passageiro do Trem que viaja pra la e pra cá mundo afora e aparece aqui bafando cachaça e exalando o suor de um nobre que sobe um morro do Capivari em Campos do Jordão, achando que sabe quaisquer coisa sobre as mazelas da população.


Tem o que uma vez por semana , para não ser tachado de chato,puxa um livro empueirado da estante, desde os anos 80,copia um texto ou poesia qualquer, acha uma foto no Google e mete la também...


E sobre estes dramalhões da vida real do dia-a-dia, aparece o Tutor do espaço. Um que se diz apenas um moderador, tira foto aqui, edita texto dali, mas na verdade lembra bem um Fidel que acha que seu ideal é o melhor para quem quer que seja sem opiniões alheias...mas esse , coitado...ta mais pro Diretor do Show "dos" Truman's....ma que também chora todo dia quando toma seu banho ou em qualquer outro momento particular.


A ele o apoio do representante judiciario desse espaço...nossa ele devia pintar a Veraneio dele de preto e branco e bota uma maria-loca em cima dela.


Nossa como odeio o concenso, o acordo , as pazes...espero que meus textos não sejam anulados novamente e que as raquetes entram em ação, pois no final esse dramalhão não tera pulsos cortados...ou tera?


A Suposta Certeza

Tome tento deslizes nunca, procure o seco.

Não se distraia. Escreva a rotina árida na sequidão diária da Caminhada.

Tome alento no trago ou na carta, mas atenção com os que roubam tento.

Já há tempo tento seguir multidões, pastores, torcedores e suas organizadas, entorpecentes das esquinas, convictos portadores de verdades sequiosas, inconfessáveis, asseclas da razão e seus desvarios; que exortam, palpitam e pulsam a aorta vazia atendo-se no provável sangue que nela ia, ou como os que vinham no porão do navio, presos como a fumaça do haxixe na ascese do pulmão cético num dia frio.

A verdade segue o cheiro amendoado das câmaras de gás, da densidade dos banhos no mar morto, das falésias escarpadas de agonia, da vazante lunar espraiada na face lívida, que se fecha numa pálpebra em carne viva cobrindo a janela da alma com algum resquício de vida.

E sigo a verdade solar que quando se põem é menos um dia, e que drena o tempo como engole a maré, o mangue e mais tudo no que nele jazia.

Há muito jaz bem lento, o olhar por traz de espectros a espiar os tentos do meu rosário cerebral com seus séquitos.

Todos ruidosos soprando baixinho nos ouvidos rotas que não se ouvia.

Coronel Dentes

domingo, maio 18, 2008

Crônica de uma despedida

Há algum tempo não mensurável a relação já tinha morrido, e os "boas noites" diários entregavam isso de bandeja dia após dia.
Ele se perguntava até quando? Ela já demonstrava abatimento, e a casa aos poucos entristecia, perdia sua luz, suas cores, seu som ia ficando opaco, sem força, cada vez mais fraco...
E assim foi... Até que a despedida não esperou mais, fincou bandeira; era a hora da partida, pegar as coisas pôr no carro e... Adeus!
Como é difícil dizer adeus, mesmo sabendo que ficar não resolveria, que as coisas não mudam repentinamente, como se apertássemos um botão e pronto.
Um adeus significa ver todo o filme passado de uma vez, procurando inultilmente respostas.
Um adeus significa ver se você está realmente acordado para questionar a própria verdade, e quem sabe enganar o tempo, voltar a fita, ver onde se errou, ou sei lá o que.
Mas não dá: o amor acabou, fez as malas e partiu, dirá o poeta.
E a dor agora é crônica... Tipo dor de despedida, sabe.
Ou nem queira saber.

Nilson Ares

Belos tempos, belos dias

O futebol tem importância vital na minha vida, não somente pelo time que torço, mas pela representação simbólica de algo que nos salva a infância. Por várias vezes sonho que estou correndo num gramado, num terrão que me reporta a minha infância. Grande presente para mim era uma bola de futebol.
Fazíamos timinho de uma rua contra a outra . O bicho pegava mesmo. Por várias vezes capinávamos quatro terrenos descampados e roubávamos algumas traves às vezes de um bairro vizinho à noite, na calada e pintávamos novamente para não dar na cara.
Tinha até troféu que rachavamos com todos para comprar e o time vencedor levava.
O que me faz ser tão saudosista é o fato de acidentalmente assistir este vídeo maravilhoso que todos que já jogou uma pelada sabe o que é.
Esta era nossa escolinha de futebol , a rua e os campinhos feito por nós à enxadada.

Nota: bola preferida , capotão e dente de leite.

quinta-feira, maio 15, 2008

Pisando no vazio, por falta de espaço

Estaleiro


Nem sempre o navio
De nossa vida
Chega ao porto pretendido.
Mas nem desvio da rota
Nem naufrágio
Nada disso é derrota.
Terrível é passar anos a fio
Sem coragem de navegar
Ancorado na mesmice
A ver navios.

Ulisses Tavares

terça-feira, maio 13, 2008

RETIRADA

Anuncio após apenas duas colunas escritas, (conforme o pedido do tutor)minha retirada desse espaço.
Acredito que um "blog" deva ter varias opiniões e discussões nas sua colunas e mais o DOBRO nos seus comentários, batendo forte sempre, seja para o bem ou para o mal.
A retirada de uma fotografia de minha coluna , mesmo que do símbolo de um partido, mais condiz com a comodidade do tutor em manter sua pia limpa ao seu jeito , do que por propaganda, que foi a fajuta desculpa para exclusão do símbolo.
Vale lembrar que esse meu último texto gerou 3 novas colunas no espaço , sendo uma de um saudoso colaborador ha muito tempo ausente.
COmunas...convoquem seus amigos petistas e formem o palanque virtual, pois nada é diferente disso nesse blog.
Não sou partidario de nada, apenas admiro o que é certo e condeno o que esta errado.
Companheiro Piqui, retira meu nome da lista de colaboradores, pois da minha CPU não consigo.

Para não dizer que deixei os mendigos de lado


Parafraseando...em verdade, em verdade vos digo, quem chega hoje em São José dos Campos tem uma visão deturpada de como "somos" realmente como organismo social. Estamos no caminho de cidades que não dão certo se não mudarem e aqui insistem nisso com afinco para prevalecer o econômico sobre o social. A questão da identidade de uma cidade é preocupante e há uma grande parcela de culpa de nossa sociedade joselita, que prefere um déspota, ou aguardar dom sebastião do que falar alto como comunidade organizada.

As vias e o anel viário parecem servir a um só fim, o trânsito de carros particulares, em sua maioria novos e semi financiados em 72 x. Confundir cidade com empresa, onde para ela ser sustentável tem haver superávit primário, que é o que essa corja de tucanos vem apregoando em nossa cidade. O amigo aí embaixo não sabe nem metade do que rola aqui em terras piraquarenses e se gaba de estar informado porque recebe o pífio Vp em casa todos os dias e trabalha nas ruas. Esse cara não pega um busão faz tempo, alías, quanto custa a passagem frei? Vai, sem procurar no google...a grande maioria na cidade ainda utiliza do incipiente "sistema de transporte coletivo" para ir ao trabalho e para escola e sofre todos os dias com isso. Estou há 2 anos e meio aqui na zona sul e ainda não entendo como o povo é tão pacífico para não se rebelar. E olha que as novas empresas tem que iniciar o "novo" sistema em Agosto e até agora é só maracutaia para melar e continuar tudo como está. A maior promessa de campanha vai por água abaixo, junto com a via norte, o teatro, ambos embargados por improbidades e esvios de informação, prevalecendo é claro os amigos dos amigos dos tucanos. Enquanto habitação aqui só vale se for no aquárius e floradas de sj, onde os amigos do Sérgio Porto, MRV e Tressoldi vão de vento em polpa, lá nas terras pinheirenses...não precisa comentários, o mainardi não sabe nem onde é...(não adianta apelar com ataques pessoas escritos)
Creio que o assunto educação pode ser discorrido por outro piraquarense, que sofre na pele as agruras desta na municipalidade. Só sei que o caminho aqui para eles é a privatização.

Como não estou muito inspirado termino aqui com um convite para amanhã.
Esse lixo orgânico que você não separa e que pensa que a terra "chupa", aqui em sj vai para um aterro sanitário da Urbam ( presidida pelo primo do prefeito, hummm) localizado no bairro torrão de ouro. Este local está com dias contados para receber resíduos até dezembro se não houver ampliação. Haverá na câmara, amanhã às 18:00, uma audiência pública para apresentar o EIA/RIMA (posso esclarecer o que é isso com antecedência frei) de ampliação do aterro. Vamos ver o que acontece em mais um capítulo do despótico poder joselito. Uma vez que nunca havia visto vereadores tão merdas como esses que estão aí...
Fui. Estarei lá amanhã.
Samuel Farias

segunda-feira, maio 12, 2008

São José vista por outros olhos

Recentemente a cidade de São José dos Campos ganhou um título digno de vergonha: a cidade do interior de todo país com maior número de moradores de rua do Brasil.
Hoje caminhando à tarde próximo a Igreja Matriz pude notar a quantidade de pessoas que se misturavam ao dados acima: criançada da cola, prostituta, pedintes e aí vai.
Temos um prefeito que governa para a Elite desta cidade , para cada bairro uma praça com sua característica arquitetônica, isto é , miséravel não precisa de praça descente , bota uma balança com um bancos de cimento e tá bom.
Fui visitar um senhor, que como a maioria das pessoas precisam do hospital público, e vi pessoas deitadas no corredor do hospital.
Vejamos, para uma cidade que teve o segundo maior PIB do estado não deveria estar a merda que se apresenta.
Então, meu amigo do texto abaixo, precisa parar segurar o saco do prefeito e sair um pouquinho do centro, quem sabe ele vai conhecer um pouquinho mais a realidade desta cidade.
Espero que um amigo, que nasceu nesta cidade possa continuar este texto que comecei . Eu só puz o dedo na ferida ele fara o sangue jorrar por conhece muito mais do que eu.

Sem mais .

Hemerson.

sexta-feira, maio 09, 2008

OS CRIADORES DA METRÓPOLE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS




Quase 700.000 habitantes. Industrias até dizer chega para a "pionzada" trabalhar o dia todo e no fim de mês parcelar uma TV29 polegadas em 10x de 70 "cruzeiru"(como diz meu amigo Farias...) e ver o Corinthians na segundona sossegado em casa com a Bavaria no braço do sofá.

Espaço para todo e qualquer profissional liberal intelectualizado vender seus serviços e comprar sua LCD 42 polegadas em 10x no Visa e sentar-se em sua poltrona reclinavel enquanto acompanha o São Paulo rumo a mais um titulo de Libertadores em sua história.

Banda Larga? até na Santa Cruz aqui do lado não a quem não tenha. O Entretenimento que a pouco era um buraco sem fim na cidade, hoje é completado com muitos(muitos mesmo!!)bares, cinemas, shows e até umas peças de teatro com atores globais as vezes. Favelas , tirando os pés-de-jaca cabeças chatas la de cima que vem pra cá pagos por um tradicional partido de esquerda, em qual o presidente da republica é filiado, não existem.Até os catadores de papelão da cidade tiveram passe livre a dignidade morando em suas casas proprias, pagando agua,luz e telefone como qualquer um ,por via de uma cooperativa muito bem organizada por eles proprios. Praças para seu filho brincar não faltam, apenas vontade para você levantar sua bunda gorda do sofá e ao invés de ir no fum..bar, leva -lo até la pra brincar.

Segurança talvez seja a principal meta de todos os governos e que ainda é deficitario na cidade.

Saúde pelo que vejo esta bem, com UBS e equipamentos novos o tempo todo.Mas pra quem estiver insatisfeito é só ir na Unimed e pagar 100 contos por mês que vai mudar de opinião.

Infra-Estrutura eu me recuso a discutir, mas para os leigos é só ver coo Jacareí esta e comparar.

Agora perante todas essas qualidades que o atual prefeito e seu anterior geraram em nossa cidade, vale a pena mudar?.....Sim apenas para os demagogos!

quinta-feira, maio 08, 2008

Não digo que todas mulheres gostam de apanhar.
Somente as normais, as neuróticas reagem.
(Nelson Rodrigues)

sexta-feira, maio 02, 2008

“SONHAR É DESTINO”


Acho que não é difícil lembrar de nossa infância como se fosse um sonho.
E que, em algum momento deste sonho talvez você tenha tirado a sorte, e alguém deva lhe ter dito: “sonhar é destino”. A frase é simples de tão curta, e ao mesmo tempo real, de tão verdade. A mesma frase funciona como uma senha para um filme, ou melhor, uma animação intitulada Waking Life, que um amigo me apresentou.
O filme relata o dia-a-dia de um jovem que não consegue acordar de um sonho, passando a encontrar pessoas da vida real em seu mundo imaginário, com quem têm longas conversas sobre os vários estados da consciência humana permeadas por discussões filosóficas e religiosas.
Já adianto uma dupla vertigem: não conseguir despertar, e acompanhar o raciocínio de um biólogo, um filósofo, um ativista político, entre outras pessoas, que descarregam suas afirmações, posições, delírios; enfim, informações sobre filosofia deste a antiguidade até a pós-modernidade, dentre outras áreas do saber.Há uma sensação de que estamos sonhando, mesmo acordados.
E desconfiamos da materialidade das coisas, que estariam atendendo apenas às nossas convenções, aos nossos padrões de organização social.
Há uma investigação severa sobre nossas reações mais humanas, nossas relações complicadas, nosso consumo, nossos estados da alma: buscas, encontros, perdas, racionalidade, tentativa de se encontrar e se justificar, respostas que buscamos. Respostas que parecem um mosaico montando um espelho apenas – o da vida em sociedade – que jamais será entendido. Jamais!
Relembrando Matrix e o seu mundo irreal construído por grandes computadores, Waking Life trata de uma viagem só, sem “pílulas vermelhas ou azuis”. É um filme sobre o estado de sonho, em que se desperta e se adormece sem abandonar este estado, como se a existência fosse o próprio sonhar, porque não?
Assistam WL acordados, mas permitam o sonho antes, durante e depois do filme, principalmente depois...

Nilson Ares

Título Original: Waking Life
Gênero: Animação
Tempo de Duração: 97 minutos
Ano de Lançamento (EUA):
2001
Site Oficial: www.wakinglife.com
Estúdio: Detour Film Production / Independent Film Channel / Line Research / Thousand Words
Distribuição: 20th Century Fox Film Corporation
Direção: Richard Linklater
Roteiro: Richard Linklater
Produção: Tommy Pallotta, Jonah Smith, Anne Walker-McBay e Palmer West
Música: Glover Gill
Fotografia: Richard Linklater e Tommy Pallotta
Direção de Arte: Bob Sabiston
Edição: Sandra Adair

quarta-feira, abril 30, 2008

Levara as cuecas pro bruxo rezá!!!!!!!

“Fulano, com dois te vejo, com cinco te mando, com dez te amarro, o sangue te bebo, o coração te parto. Fulano, juro-te por esta cruz de Deus que tu andarás atrás de mim assim como a alma anda atrás da luz, que tu para baixos vires, em casa estares e vires por onde quer que estiveres, não poderás comer, nem beber, nem dormir, nem sossegar sem comigo vires estar e falar.”

Maria Joana - Séc. XVII - Pará - mandinga para o amado desejado.


Revista Nossa História Ano 1 n 1 Novembro de 2003
“Brasil de todos os pecados”


Abraços

Rei da Vela

terça-feira, abril 29, 2008

Ainda Che

Enquanto meu amigo beijava a estátua de Che em Cuba
Eu despia a carioca de biquini Cheguevariano em Ipanema
E beijava sua bunda louvando a revolução
ela me dizia " Vá logo revolucionário, antes que te convoquem"
Os transeuntes passavam e não entendiam nada
É provável que eles pensassem " Mas em plena segunda-feira"
Ora, a revolução não tem hora marcada e precisa honrá-la
Mesmo que seja em um biquini à la Che
Frederico

As Passagens

Primeiramente gostaria de comentar um fato, que tomei conhecimento neste ultimo sábado ao tomar uma cerveja com um professor de história amigo meu de longa data.
Segundo ele, dando uma aula de revolução cubana, fora interpelado por um aluno, que com muita propriedade disse que Che Guevara além de ser um grande revolucionário foi também um grande bosta. O que se há de fazer?
Mas tomando por base o texto do CEO deste blog e a foto postada por ele, me veio à mente uma obra capital para o estudo do consumo da iconografia e da urbanidade moderna. As Passagens.
Esta obra foi escrita por Walter Benjamin, quando morou em Paris no início do século passado, Benjamin reabilita um personagem de Charles Baudelaire, que é o Flâneur, uma espécie de observador urbano, que mesmo imerso na urbe tem uma visão distanciada e crítica da mesma.
Ele toma como lócus de sua análise as passagens de Paris, que seria um calçadão cheio de lojas, daquelas pequenas com fachada de vidro. E o Flâneur passa seus dias a analisar como o consumo organiza a espacialidade da cidade, o relacionamento interpessoal e todo cotidiano das pessoas.
Nessa mesma época surgiam os primeiros automóveis, e a técnica trouxe consigo a sensação da velocidade que inevitavelmente suscitou outros imaginários. Conseqüência disso foi aumento do tamanho dos cartazes de propaganda das lojas, que foram dimensionados para quem andava a pé.
Daí pra frente o Times Square é fichinha, qualquer dia o Che vai estar nos letreiros de cotação da Dow Jones ou da Nasdaq.
Imã de geladeira, foi isso que o Che virou um ícone vazio de significado. Vazio de significado histórico, Pois em uma outra obra de Benjamin, ele cola que com a reprodutibilidade técnica a “aura”, o valor estético do objeto artístico migrou do objeto para o aparato técnico que o reproduz.
Foi o que aconteceu com Che, seu significado migrou da sua história para o significado histórico da técnica que o reproduz, suscitando um outro imaginário. Sempre ligado ao consumo, o mesmo consumo das passagens de Paris, mas agora reproduzido em escala global, sua imagem só faz sentido agora se for assim, assim como a Venus de Milos mais dois hambúrgueres alface...
E como dizia um mote da Quarta Internacional, dos idos tempos pueris de minha juventude trotsksta: “Somos realistas companheiros, queremos o impossível!”

domingo, abril 27, 2008

A Outra História Brasileira


Não é bem assim meu caro...Adoro ver o Tralli perseguindo o Maluf e suas "peripécias" o ano todo. Ver o Salaro atuando na parte policial. Chorei quando o Cabrini em 1994 noticiou ao vivo a perda do Senna, e ri quando o mesmo achou o PC em Londres. Odeio a Xuxa e o Faustão...mas adorava o Chacrinha e gosto do Jô. Acho que a muito a Globo demonstra imparcialidade e dinamismo na sua politíca jornalistica. No dia seguinte a sua eleição em 2002, Lula teve um JN especial para ele e até hoje é tratado de forma justa e até um pouco doce pelo canal. Sera pela grana do BNDS que deu sobrevida a emissora? Não sei ,mas se for pouco tem distorcido a sua popularidade(altissíma comparada a outros ex-presidentes, principalmente nas partes mais burras e no Nordeste pra variar...)desde que se elegeu. O debate Collor X Lula de 1989, eu o vi novamente esses dias e não vi nada direcionado contra o filho da...(hummm)petista. Apenas um Alagoano safado e mentiroso que sabe olhar uma pessoa nos olhos e destrui-la. Ao contrario da Record que todos sabem que sobrevive bancado por um pastor que lava dinheiro até no tanque e pela Bandeirantes, que apoiou Lula abertamente em sua reeleição e defende veementemente o Palmeiras por terem um parceiro financeiro em comum(Traffic de J.Hawilla)e do Civita que tem um pau permanente do Lula enfiado no rabo,acho esse canal ,o mais importante ,imparcial e ético existente hoje na TV aberta nacional. Sobre sua origem, bem , use o exemplo do S.C.Corinthians Paulista e do PT(Partido dos Trabalhadores)que tiveram seu inicio e crescimento sustentado pela eterna massa do povo e hoje exalam corrupção, hipocrisia e um afundamento ético e moral dificilmente reversiveís. Porém desse povo pençonhento aos bons modos, educação e caratér individual, pode se esperar de tudo...

A imagem capitalizada de Che Guevara




Quem já não viu algum jovem andando com uma camisa do Che Guevara pela rua como se ele fosse um ex beatles, ou uma figura midiática moderna. Pois é , como todos sabemos, ele foi uns dos grandes responsáveis pela revolução Cubana que implantou o socialismo em Cuba , junto com Fidel.
Bem, essa não é a principal questão, o intuito aqui é pensar em como se constrói à partir de um lider que históricamente era o revés do capitalismo em produto deste.
Veja a imagem de Che se não é atrativa aos olhos . Sua imagem é bonita e cativante, um lider além de ser carismátismo , precisa também de uma imagem que convença e isso o fotógráfo conseguiu com muita sutileza, a ponto de podermos afirmar que essa foto é redenção da personalidade que está hoje além de sua propria história.
Há algumas fotos que imortalizam a personagem que é o foco da fotografia, o que me parece especial na de Che é de um lider que rende bons frutos para quem faz uso de sua imagem.
Assim como o objeto é deslocado de seu uso primeiro para se tornar arte, a imagem de Che é um desses exemplos.
Assim, em camisas, em bandeiras de times de futebol, em biquini de moda feminina e na estátua em Cuba este personagem é presença e continuará existindo até a história o apague como tudo que é humano.

Hemerson


Nota: há um podcast em que Paulo Ghirardelli comenta com o seguinte título: "Chaves é feio", neste ele faz um contra ponto com a imagem de Che e porque a imagem de Chaves acaba prejudicando sua presença de lider na América Latina. Procure nos podcast do site abaixo>>>>

http://filosofia.mypodcast.com/

terça-feira, abril 22, 2008

Quem está a me pregar peças?



Eu sabia, quando eu via a foto do padre indo embora pendurado em uma penca de balões coloridos, eu tive a sensação muito estranha de que aquilo era uma cena literária. Um conto fantástico. Pensei até em Gabriel Garcia Marques, Cem Anos, era estranhamente real; como se a ficção, poética e ironicamente, se concretizasse na nossa frente, só para caçoar da nossa credulidade. Quem diria, um padre, voando em balões. O que Hatzinger e o Santo Ofício estariam pensando agora.
Mas a minha ficha caiu! A cena que brandamente tentava lembrar, e se confundia na minha cabeça com a imagem veiculada na mídia como um déjà vu conturbado, dando à trajédia um ar pessoalmente grotesco e insólito, era na verdade do romance de José Saramago, Memorial do Convento. Foi o primeiro livro de um série de "Saramagos" que li. O padre aqui, Bartolomeu Lourenço, é um visionário, que a despeito dos códices de Roma e das perseguições do Santo Ofício, numa Portugal medieval, estuda alquimia para fazer uma máquina voadora. E assim o padre Bartolomeu sai voando em sua passarola movida a éter, por cima das cabeças incrédulas dos que queriam a sua.
Mesmo tendo me lembrado da origem da cena fictícia, o embaralhamento de ambas ainda manteve o meu espanto, como se houvesse um fundo de romance quixotesco na notícia ainda fresca (aliás, notícias são sempre muito dúbias). Consigo entender mais as razões do Padre Bartolomeu, alargando as fronteiras da ciência para a Glória do Criador, arriscando-se a despedaçar-se numa queda acachapante, ou a ser queimado pela Inquisição. Mas o padre da notícia em questão, ainda desparecido, voou como um desportista a desafiar um recorde. Algo digno do Livro Guinness com motivações assistenciais. Apesar de ambos se arriscarem, Bartlomeu voou pelo vôo, para se desprender da terra, da vulgaridade, do arrastar-se terreno da serpente. A semelhança, enfim, ficou apenas na cena insólita de um padre voando em balões.

domingo, abril 13, 2008

Ossos do óficio

Que ninguém desconsidere o trabalho desse oficial de justiça que só esperava o momento certo para entregar a carta para José que abandonara suas três últimas esposas, esse é o número das que solicitou a pensão à justiça, mas chegou num momento inoportuno e esperava sua hora.
Pelo jeito estava quente pois seu olhar mostra um certo cansaço e um olhar de quem não vê a hora da brincadeira acabar e solicitar um copo d'agua e perguntar , como todos falam: " O Senhor conhece um tal José, pais de 3.....filhos , que vive pela bandas de cá".
E ele responderia " Meu amigo a tantos José aqui com três ou mais filhos que eu até perdi a conta e sobrenome aqui é raro , quando não Silva".
E ele sorrateiramente deixa o terreno e segue e pelo que conheço é possível que tenha tomado uma em algum bar , afinal nem só de água vive o homem.

Nota: Volta Frei Maynardi e venha aquecer nosso blog , afinal estamos próximo do fim do verão. Meu voto é sim e o de vocês???

Tito, O Frei

sexta-feira, abril 11, 2008



Cotas do uso da água

O medo era tanto, que de uma hora para outra, surgiu o primeiro profeta. Na angústia, no medo do fim dos tempos, muitos nem pensaram, saltaram rumo à terra prometida. Foram chegando, gente andrajosas, mal cheirosas, ciganos da vida, também tinha pessoas honestas, compromissadas, presbíteros , mandingueiros, pedreiros,...
Logo correu a notícia na cidadela.
O coronel da redondeza e sua patota, começaram a ver aquilo com maus olhos. A política local, no caso composto pelos fazendeiros e o prefeito, convocaram uma reunião, para estudar o efeito desse povoamento. Pois vinha gente de todo tipo.

A crença em uma vida boa, próspera, com direito a salvação eterna, sem contato com o mundo exterior, levou muito bandidos, proxenetas, larápios, etc, se arrependerem e se afugentarem no reduto denominado Pinheirinho.

Se de fato D. Sebastião vai aparecer naquela terra, até hoje não sabemos. O fato é que um dia desses quase atropelei um cidadão, junto a uma picareta que em pleno sol do meio dia feria o chão atrás de um ramal de água, atravessando a avenida de fora-a- fora.

Seria muito cômico ,se não fosse tão trágico.

Abraços
Obs: D. Sebastião não veio, mas a irmã de Hugo Chaves (Foto) esteve presente na reunião do Beato.
é gente de todo lado, mesmo!!!!!!!!

quinta-feira, abril 03, 2008

Divagações

Ontem pela manhã observava atentamente o movimento dos transeuntes pela rua. Alguns cabisbaixo pareciam carregar os pecados do mundo e chorei muito as lágrimas necessárias que precisamos para viver.
À tarde sentei num banco de praça e observava as crianças a brincar e ri muito com suas atitudes despreocupadas em relação a vida e pensei que talvez valesse a pena alguma coisa na vida.
À noite sentei no balcão do bar e tomei uma aguardente e olhava o movimento dos frequentadores dos bares e percebi que estavam felizes e eles eram os mesmos de movimentos cabisbaixo da manhã.
Chegando em casa abri a obra de Kafka , logo depois folhei algumas páginas da bíblia e procurava o sentido que a vida não responde.

Boa noite

FredPublicar postagem

sábado, março 29, 2008

Estranhamento

Três jovens discutiam as respectivas funções do celular do Nokia.
Um amigo falou da tremenda tristeza quando após lavar seu carro caiu uma chuva e acabou com o trabalho feito.
A mulher chorava e até me comovi quando disse que a maioria dos convidados não compareceram ao aniversário de Babi , sua cadela .
Estive no hospital e relatei o drama de uma criança que entrou em choque após seu video game dar pau.
Um amigo recomendou está tarde um livro para mim, " O que os homens não sabem sobre elas", ele me disse que tem forte formação didática em psicologia e ainda recomendou " Quem mexeu no meu queijo". Agradeci sua preocupação comigo.
Li na veja uma reportagem como devemos ensinar nosso filhos a ser vencedores.
Achei algo legal na veja, tem mais progaganda do que reportagens e eu gostei pois estou procurando novidade no mercado.
Acabei de tomar uma coca-cola e vou assistir tv.

Frederico

quarta-feira, março 26, 2008

Assoreamento no Rio Paraíba




O assoreamento é o acúmulo de areia no solo desprendido de erosões e outros materiais levados até rios e lagos pela chuva ou pelo vento. Quando isso ocorre, cabe às matas ciliares servirem de filtro para que este material não se deposite sob a água. Quando as matas são indevidamente removidas, rios e lagos perdem sua proteção natural e ficam sujeitos ao assoreamento, e ao desbarrancamento de suas margens, o que agrava ainda mais o problema.

O assoreamento reduz o volume de água, torna-a turva e impossibilita a entrada de luz dificultando a fotossíntese e impedindo renovação do oxigênio para algas e peixes, conduzindo rios e lagos ao desaparecimento. Evitar e controlar erosões no solo, além de manter as matas ciliares intactas é a melhor receita para evitar o assoreamento

terça-feira, março 25, 2008

Pseudo bondade

Eu gostava muito de filmes brasileiros, principalmente esses que mostram nossa realidade , mas estou enojado agora. Sabe, esses autores pequenos burgueses possuem uma sensibilidade para miséria que perco a fome , quando me vem aquele bendita sensação de piedade. Veja , não citarei autores para não ser injusto, afinal a maior parte tira proveito desta miséria, como eles gostam dos pobres.
Gostei muito do autor do cheiro do ralo , penso que a realidade é aquilo, somos assim meu amigo , eu e você. Sejamos francos, no fundo nós queremos que todos se fodam. Nossos atos de bondade não passa de puro egoísmo para suprantar nossa dor de consciência. No fundo amamos a nós mesmos , mesmo quando achamos que amamos o outro.
Voltemos ao cinema , desculpe-me meus devaneios, ora saio realmente fora do circuito , mas eu volto.Talvez quando o sujeito filma a novelinha das oito ele é mais honesto, mostra essa pequena burguesia bacana, que não gosta de pobre como nós não gostamos, apesar de não assumirmos e agrada esses miseráveis que ele diz amar.
Eles trabalham o dia inteiro, vem naquele ônibus com mau cheiro, confessem meus caros, nem mesmos vocês suportam ônibus, e depois de engolir a gororoba noturna , sentam em frente da tv e deliciam-se assistindo novela e quem sabe um futebolzinho, isto também é felicidade.
Enquanto você meu amigo acha a Cidade de Deus legal, ele acha seu bairro muito mais divertido ainda porque as balas não são de brincadeiras e lá os sujeitos morrem de verdade.

Antônio Carlos

segunda-feira, março 24, 2008

Irritável é o poeta

Não seria surpresa para mim seu desprezo, afinal não faço mais parte do grupo de poetas. Deixei ontem os contos nos cantos e a poesia no ralo da pia. Passei a encarar a realidade do dia e não vibrei com gol de futebol. As noticias da bolsa de valores e o que me interessa agora , aliás a crise americana pode recair sobre nós e deu na tv o governo Brasileiro subirá os juros, os americanos diminuiram.
Bush declarou que devolverá boa parte do imposto de renda aos americanos para que eles gastem, gastar dá uma sensação de prazer tão grande, talvez por isso os americanos vivam tão felizes. Talvez me questionem " Mais e o aluno que entrou em sala matando a muitos ". Ora , matar também dá prazer , não gozamos e paramos para ver os mortos no trânsito. Não são as páginas policiais as mais lidas, não são os noticiários de violência nosso gozo, sejamos honestos, a guerra civil entre nós delicia nossas vistas , gostamos de toda essa coisa.
Vi um poeta ontem na praça e ri como não acontecia a muito tempo, e com que gozo eu ria. Ele lembrava-me esses filmes em que as pessoas choram e talvez por isso eu ria.
Gostaria de ver a alma desse poeta , mas não tenho mais tempo, alias quando passei por essa poeta estava indo as compras, por quê? Estava tão deprimido em casa pois tinha acabado de lavar meu carro e choveu!!!!!!!! Meu Deus choveu e eu tinha lavado o carro. Ainda bem que pude me divertir com o poeta e ainda pensar que as compras traria a mim mais alívio e alegria do que aquele poeta estava me dando até então. Confesso que ele sorriu para mim e eu para ele, mas na verdade era puro escárnio de minha parte........Ele não merecia meu sorriso. Se pudesse daria a ele um livro de auto ajuda , algo que pudesse fazer ele enxergar como é a vida .

Antônio Carlos


sexta-feira, março 14, 2008

A Santíssima Trindade do Realismo Mágico Latino-americano


Pertencentes à riquísima literatura latino-americana, o escritor colombiano Gabriel Garcia Marquez, o belga/argentino Julio Cortázar e o também argentino Jorge Luis Borges formam o que podemos chamar de a “Santíssima Trindade” do estilo literário denominado Realismo Mágico.
García Márquez se destacou na literatura e no jornalismo, inclusive ganhando o Nobel de Literatura de 1982. Mas com o livro “Cem anos de solidão” torna-se responsável pela criação do realismo mágico na literatura latino-americana, realismo este que é o suporte de toda a narrativa que se passa na remota aldeia chamada “Macondo”, fundindo realidade e fantasia.
Na esteira de García Marques se encontra Julio Cortázar, escritor belga de pais argentinos, que verteu a literatura para o realismo mágico em obras como “Bestiário (1951)” e “As Armas Secretas (1959)”, inspirando o cinema na figura de cineastas como o italiano Michelangelo Antonioni, cujo longa-metragem Blow-up foi baseado no conto As Babas do Diabo, do já citado “As Armas Secretas”.
Encerrando esta verdadeira plêiade latina, temos Jorge Luis Borges. Escritor, poeta, tradutor, crítico e ensaísta argentino, é considerado o maior autor do século XX. Sua obra se destaca por abordar temas como filosofia, metafísica, mitologia e teologia, em narrativas fantásticas onde o racional é extrapolado em labirintos lógicos e intermináveis e vertiginosos jogos de espelhos. Entre seus contos mais conhecidos como “O Jardim de Veredas que se Bifurcam”, “Funes, o Memorioso”,"O Zahir", "A escrita do Deus" e “O Aleph”, podemos citar “A Biblioteca de Babel”, por criar um universo infinito em espiral onde pessoas nascem, envelhecem, matam, morrem, etc. Tendo como interface narrativa a biblioteca: ciberespaço/plataforma para a existência dos personagens. Qualquer semelhança com a Internet é mera coincidência?

Nilson Ares