segunda-feira, março 19, 2007

CONTO: ALUÍZIO E O FÁRMACO – PARTE I


O incidente de Pilão Arcado

Aluízio aproveita naquele mês, a vazante do Fartura e traslada para outra margem o papagaio, a bola, a peteca, o filho, a mulher e o boi. Enterra neste mesmo local, próximo a uma capoeira densa, o último exemplar, produto de sua longa pesquisa, pois já na semana seguinte, o rio sobe, e afoga consigo seu experimento e sua lancinante história.
Pilão Arcado, ribeirinha, a oeste do Fartura, arruamento precário, de terra, capela em taipa de pilão, algumas centenas de palafitas, e em uma delas, uma benzedeira que também era parteira, cinco casas de tolerância com adolescentes desesperançadas e velhas, muitos jovens sem dentes, alguns deles com próteses de ouro, e um número elevado de mortes por objetos cortantes e perfurantes, também por objetos agudos, objetos graves, crônicos, frios, inertes e reluzentes como uma faca desembainhada; vazios de sentido e de recurso, coléricos, passionais, objetos de amor, objetos inebriantes, convulsivos, que fibrilam o ventrículo esquerdo e exortam da aorta sangue desenganado, inescapáveis objetos auto-determinados, objetos escapístas, que vivem sempre às vésperas de um dia serem realmente só objetos, sem a consciência de saber sê-los, enfim, objetos triviais, que nos estão sempre à mão para qualquer eventualidade, reduziram a expectativa de vida deste lugar para a casa dos quarenta e cinco anos.
Todos eles, desde o nascimento, marcados pelo o mercúrio no sangue, ou nas costas, pelo o saco de terra e barro que carregavam na crença pia (a qual justificava a certeza de viverem ali), estarem carregando alguns gramas de ouro retirados do garimpo, já falido e ainda não sabido, um quilômetro a montante da Vila de Pilão Arcado.
Plantavam muito pouco para a subsistência, obviamente bem menos do que o necessário, e não por que a terra não era fértil, mas sim, por que se nutriam vigorosamente da expectativa do garimpo, num porvir que parecia pedaço de vento parado no ar, de uma brisa que chegou e não venta, numa esperança vã de sorrisos com brilho de ouro, sempre na espera longínqua, estática, objetiva, táctil, como uma pedra alheia de si, e reticente como um mineral a ser lavrado, no todo eram um aldeamento, nas partes um mineral, dúctil em seus significados e tenazes na falta de recurso para os mesmos.
E foi em uma das palafitas, precisamente a da benzedeira, que Aluízio nasceu e se criou dono de uma perspicácia que só dele. Era desde criança muito inventivo, fazia seus próprios brinquedos: carrinhos, barcos, vacas, patos, onças, cresceu assim. Mais velho, acompanhava a mãe pelo mato colhendo plantas e folhas para pajelança da velha. Depois, casado e com um filho, Aluízio arriscava-se também, para o sustento da família, no garimpo.
Num desses dias, de sol forte, muito mercúrio e pesados sacos de terra sobre as costas, foi que Aluízio, por um descuido toma um tombo feio, carregando um desses de quarenta quilos, lesionando gravemente a coluna vertebral e crânio. Não chega a ficar paraplégico, porém fica entrevado na cama com dores muito fortes durante quatro dias. Após algumas semanas, recupera-se da dor e já pode caminhar, mas os lapsos de memória continuam cada vez maiores e profundos, a ponto de se esquecer totalmente do nome da mulher, do filho, do próprio nome, das coisas do dia-a-dia, nomes de objetos, higiene pessoal etc.

Continua...

Texto: Alexandre Marques, o Coronel
Edição: Nilson Ares /
todalettra.blogspot.com

sexta-feira, março 16, 2007

CD "Sou atrevido" / Sandro Zamá

Sandro Zamá é cantor e compositor de São José dos Campos e integra a safra de novos talentos da música brasileira de qualidade.
Iniciou sua carreira nos anos noventa sob forte influência de grandes compositores da MPB, formatando com o tempo, um estilo próprio em suas criações que se estabeleceu com a mistura de tudo que ouviu e pesquisou.
Melodias marcantes e um jeito suave de cantar caracterizam a sensibilidade de um artista autêntico que se revela intensamente em sua música e letra, selando parcerias com amigos letristas que tornaram suas canções mensagens sobre a vida, o homem e o amor.
Suas composições estão em constante movimento, circulando por entre variados ritmos: do Regional ao World Music.
Na última quinta-feira Zamá lançou o seu mais novo trabalho, o cd "Sou atrevido", no qual traz parcerias com o jornalista e escritor Silvio Ferreira Leite.
O lançamento do disco ocorreu na unidade do SESC de São José, como parte do evento "O TEMPO PRESENTE - PERMANÊNCIA DA CRÔNICA LITERÁRIA NO BRASIL", em que seu parceiro lançou um livro de crônicas publicadas no Jornal Valeparaibano, por dois anos.

Para adquirir o CD ou fazer contato para show ligue:
(12) 9112 - 0687
E-mail: sandrozama@yahoo.com.br

Nilson Ares / Control C press

quarta-feira, março 14, 2007

Tales e o início da filosofia


Parque da cidade, observe a intencionalidade desse espelho d'gua.

Tales é considerado o pai da filosofia por ter dado a primeira explicação racional não apoiada no mito como fizeram a comunidade grega até então. Ele não procurou tão explicação fora da realidade natural , mas dentro dela e colocando que o arqué, princípio de todas as coisas, estava na água.
Tales percebeu que todos elementos que são constituídos de vida são úmidos, e logo, o seu contrário.
Mas por que foi tão importante esse salto de pensamento , apesar de nos parecer tão simples, pelo fato de buscar na natureza tal explicação e não fora da realidade da phisis.
Parece-me importante pensar em Tales nesse momento quando nos faz presente a questão ambiental e como esse elemento que foi o arqué da filosofia é trazido hoje como algo primordial em nossa vida. É preciso que saiamos do mundo das idéias para que saibamos pensar no real , e parece que aqui a filosofia naturalista dos pré- socráticos merecem ser lembrados, pois esses pensaram no arqué dentro da própria "phisis", onde está o "kosmos" do mundo.

Fui

Hemerson.

terça-feira, março 13, 2007

Cavernas Eletrônicas

A filosofia nasce da questão humana de “perguntar e perguntar” sobre as coisas que o mito não deixava qualquer sombra de dúvida. Suas fases de desenvolvimento passam pela admiração, razão e poética; o despertar da atenção sobre um fenômeno, a busca pela explicação racional e por fim a produção substancial ou teoria explicativa sobre o mesmo, respectivamente.
E dentro deste ambiente de exercício filosófico, Platão se preocupou em perceber a relação entre o mundo das idéias e o dos sentidos. Para o filósofo o que era eterno e imutável pertencia ao mundo das idéias, já ao que flui, o que era efêmero, relativo aos acontecimentos, era composto de material sujeito à corrosão do tempo, estava vinculado ao mundo dos sentidos.
Mesmo assim, Platão não prescinde deste universo de percepções e ainda afirma que para se ter acesso ao mundo racional, é preciso ter contato com os sentidos de modo que se formule teorias para explicá-los.
A filosofia de Platão procurou responder às questões sociais de sua época, refletindo sobre política e educação. Sua mais conhecida “alegoria da caverna” mostra que o filósofo deve exercer o papel de educador, ao contar que no meio de um grupo de pessoas que viviam no interior de uma caverna, sem contato com o mundo lá fora, um dos prisioneiros consegue fugir e, ao contemplar o mundo exterior fica perplexo com a beleza, a cor e o movimento de uma realidade muito mais interessante e perfeita.
Então o prisioneiro volta e compartilha a visão com os demais. No entanto, todos acham a história ridícula. Preferem crer que as coisas são assim mesmo, do modo como vêem dentro da caverna.
A educação concebida por Platão é muito bem demonstrada neste texto. A caverna, lugar de sombras e ignorância é iluminada pelo saber do filósofo, pois é o único capaz de fugir da caverna e olhá-la de fora, por intermédio da razão. O saber e a ciência estão lá fora. Dentro da caverna é só atraso, e o pior é que muitas vezes não é percebido.
Para Platão, os educadores devem “forçar a saída” da caverna sempre, por intermédio da educação com seus procedimentos que conduzem à verdade, pela razão que transmitirá uma imagem especular do mundo.
Estão registrados neste período os primórdios da ciência - sêmen da tecnologia, que com o aprimoramento da linguagem foi saltando no tempo até nos deparamos com uma realidade tecnológica perplexa que não podemos sequer tocá-la, por talvez estarmos enclausurados numa “caverna eletrônica” repleta de estímulos visuais que confundem nossas idéias; algo como a Biblioteca de Babel de Borges, ou a Matrix dos irmãos Wachowski, resta saber quem serão os sábios para nos livrarem desta.

Nilson Ares / Control C press

domingo, março 11, 2007

Charles "Organização Zero"

Era uma vez um grupo de sedentários todos "gente de bem", trabalhadores; alguns até com família constituida, que resolveram bater uma bolinha no Parque da Cidade, motivados pela idéia de um sujeito gente boa que fazia parte da turma, um tal de Charlinho.
O sujeito enviou e-mails para todos com duas semanas de antecedência, marcando o evento para sábado, dez de março, às 16 horas em ponto - horário de Brasilia.
Neste meio tempo, todo foram se comunicando. Um sugeriu que se alugasse uma quadra de "futebol society", outro pediu para mudar o dia do evento para que participasse, enfim e por fim todos confirmaram presença, fazendo com que o evento ganhasse uma projeção além do esperado.
Eu, como sou amigo de todos, também fui convidado e me preparei psicológicamente para este dia.
Separei de minha coleção, a lendária camisa 7 do meu timão, limpei meu velho tênis e esperei ansioso pelas dezesseis horas do relógio mais demoradas de se passar dos meus últimos tempos.
O dia estava bom, ensolarado, ventava bem, estava fresco, o campo do Parque vazio. Imaginei: é hoje!
Lógico, devo ressaltar que não domino nem um por cento desta arte maravilhosa que é jogar futebol, mas estaria entre os amigos mais chegados que tenho, correndo atrás da bola, com a 7 do meu Corinthians e ainda por cima "cascando o bico".
Mas...daí ví o Zeco, e me disse que o Charlinho não viria mais - mulher passando mal no hospital- , e que um tal de Diogo traria a bola. Depois chegaram o Magano e o André.
Papo vai, papo vem e nada da galera. Teria o Charles desmarcado com todos, menos com a gente?
A hora passou e já estávamos perto das dezessete horas. O zeco emputeceu e foi embora.
E agora? O André ficava procurando com os olhos, incansável e em vão. Ninguém apareceu, nem o cara da bola...
Até que do nada...surgiu a figura do Coronel Dentes, e, quando se aproximou nos soltou essa: Charlinho Organização Zero! e caiu na gargalhada...
Rimos também, ficamos putos também...
Era só derrota, e a minha 7 voltou para o guarda - roupas sem ter que precisar lavá- la.
Não caio mais nessa! Não contem comigo! Fica a lição.
Não dá para combinar coisa com neguinho que é só derrota, Zero de Organização.
Ah...! E depois os caras foram atrás do "Gil" e voltaram ao parque para bater outra bolinha, mas dessa eu não pude participar.
Até.

(Dedico este texto ao Doutor Sócrates, Casagrande, Biro-Biro e Wladimir.)

terça-feira, março 06, 2007

Heráclito e Parmênides

Parece-me que volta à tona a questão do movimento como essência do mundo. Essa idéia do pré-socrático Heraclito encantou-me quando nas aulas de filosofia o movimento constante era arqué ( princípio de tudo), pois pela força dos contrários temos a vida e a morte, a semente e a arvoré, o quente e o frio o por aí vai.
Acontece que este movimento que ocorre na tecnologia assusta demais quando a antítese é tão rápida perante a tese que o movimento é quase imperceptível.
Vejamos a evolução pela qual passamos nos últimos 30 anos . Peguemos um objeto físico e sua aplicação na realidade: a tv.
A tv nos anos 70 nos foi apresentada de forma surpreendente aos podermos assistir a gloriosa seleção brasileira em cores.Hoje temos uma televisão que dá menos do que 10 cm de largura de forma gigantesca que é capaz de ser conectada a um computador e fazer conference call com o mundo, aos mesmo tempo em que somos o Ronaldinho gaúcho no gramado virtual do play 03, aqui tenho meu amigo André, que apesar de pouco correr no gramado, dissem que é um craque, mas deixemos as divagações para outro momento.
O que quero pensar e trazer para colocar pulgas para coçar nossas orelhas é que o movimento é tão rápido que nosso olho parece não captar, assim como nossa mente e voltemos a concepção Parmenediana ,que o movimento é ilusório, que é uma cópia do real. "O ser é . O não ser não é.O ser não pode ser e não ser ao mesmo tempo. Ou ele é , ou não".
A velocidade atual lembra-me quando criança quando olhava para o avião no céu e parecia quase imóvel, quando a velocidade na verdade era altíssima.O movimento excessivo para nos levar ao seu contrário, pelo menos no que tange ao pensamento .Sei lá.

Fui.

Hemerson.

segunda-feira, março 05, 2007

A movimentação do Jazz entre culturas


Objeto de crítica de um dos principais pensadores da Escola de Frankfurt, Theodor W. Adorno, o jazz era caracterizado como a “regressão da audição” termo expresso em um dos artigos do sociólogo escrito da década de 40.
De acordo com definições sobre cultura popular que é produzida pelas manifestações populares, oriundas empiricamente do seio tradicional e de cultura erudita que deriva da produção cultural dos letrados, com normas científicas buscando relação de causa e efeito; sob a ótica de Adorno este estilo musical ganha o rótulo de cultura de massa, que a literatura especializada localiza entre os dois tipos já citados, pois se tratar de uma nova designação para atender a demanda por um novo tipo de consumo transformado pela industrialização sobre o modo de produção daquela época, com o objetivo de formar consumidores sem distinção de classes, ou seja, massificando-os como um todo.
Mas para que a cultura de massa possa se firmar, ela vai precisar dos meios de comunicação (Rádio, TV, Jornais, Indústria fonográfica, etc.) de modo que a torne onipresente, participante do cotidiano das pessoas, de várias formas estimulando e padronizando os gostos para atender então a necessidade deste consumo desenfreado e quase mecânico.
Sendo assim, o jazz enquanto estilo musical nascido também no seio popular (nas plantações de algodão às margens do rio Mississipi, nos EUA), ganha notoriedade pela sua qualidade estética e artística e se firma nas manchetes dos jornais, nas ondas do rádio e posteriormente ganha as lentes da então iniciante Televisão estadunidense, pelas mãos brancas.
Hoje sabemos que este quadro já não existe. O jazz circula por um mercado elitista em que apenas uma faixa da sociedade com alto poder aquisitivo consome os produtos que são lançados, como CD’s, shows, DVD’s, etc.
É interessante descobrir como foi este processo de desmassificação que colocou o jazz no hall dos estilos que apenas uma elite dominante significativamente o consome. Um tipo de música banido do alcance dos excluídos da sociedade contemporânea, ilustrando um paradoxo, pois o vigor negro dos solistas e crooners de New Orleans nasceu justamente desta condição suburbana e marginal embutida nos lamentos das canções de Billy Holliday ou nos solos de Charlie Parker.
Entender como um estilo se movimentou por entre três tipos de cultura (popular, de massa e erudita) será importante para descobrir como ocorreu esta “desapropriação” das camadas populares pela elite, tendo como mediadores os veículos de comunicação de massa.


Nilson ares / CONTROL C press

quarta-feira, fevereiro 28, 2007

Da ancestralidade ao ciberespaço


Em uma das cenas mais famosas do filme "2001 – Uma odisséia no espaço" (1968), do diretor inglês Stanley Kubrick, o macaco – nosso ancestral evolutivo – grita e lança ao ar um osso, e esse osso, numa seqüência épica, se transforma numa espaçonave a vagar...
O que a cena nos mostra é justamente um salto evolutivo de milhões de anos. O osso é o signo da primeira tecnologia, é pelo osso que o "macaco" vai interferir na natureza e transformá-la para que consiga sobreviver, se adaptar, e com isso melhorar paulatinamente suas condições de sobrevivência.
Mas o que houve entre a descoberta da primeira ferramenta e a exploração do espaço? Como o homem alcançou este estágio? Constatamos aí um contínuo aperfeiçoamento do que chamamos de tecnologia. Mas o surgimento e aprimoramento da tecnologia só foram possíveis graças à constituição de um código em comum – o que denominamos linguagem.
Imagens pictóricas, gestos, letras, números, a partir do momento em que o ser humano passou a usar estes signos para se relacionar em grupo, a sua evolução jamais foi obstruída. Imagens e gestos podem se perder no tempo, desaparecer. Porém quando o homem passa a "escrever" a sua experiência, gera registros os quais, mesmos os mais primitivos nos trazem informações preciosas de como poderia haver sido o seu passado longínquo.
\nA escrita é a nossa primeira tecnologia. E a linguagem vem com o intuito de organizar sistematicamente a forma de como a escrita deve se portar. Estabelecida uma linguagem em comum, a comunicação se torna eficaz, o conhecimento é compartilhado e o saber ampliado. \n\nGuerras, conquistas espaciais, revolução industrial, revolução da informação só foram possíveis por intermédio da linguagem. A linguagem é uma ciência – a primeira, e é só pelo fazer científico que nos encontramos neste atual estágio – no limiar de existir digitalmente em outro mundo, o ciberespaço, uma arquitetura baseada em milhões e milhões de combinações entre os algarismos 0 e 1 – a linguagem binária. \n\nO homem poderá em pouco tempo não só transformar (como já o fez), mas criar outro mundo com o uso da linguagem, modificar sua relação com a natureza, com o outro e consigo mesmo. \n",1]

Nilson Ares

terça-feira, fevereiro 13, 2007

Ação Social POVO XUKURU

Caros amigos

Recentemente, eu e o Xarles Xaê durante nossas férias,
tivemos o privilégio de conviver alguns dias com o povo Xukuru
em duas aldeias indígenas em Pernambuco.

Pudemos passar momentos de tensão e também de muita
descontração com eles.

Em Cimbres, onde houve um conflito entre caciques em 2002
o povoado é sofrido pela seca e falta de trabalho.
O sofrimento consequente da falta de condições da terra excede nossos olhares,
é uma realidade indescritível e incomparável, muito distante mesmo
do que vivemos em nossa região.
Nessa vila conhecemos BIRUNDA, uma super mulher de 1,50mt de estatura
que nos acolheu intensamente em sua casa. Tão forte é sua energia que
pudemos sentir as batidas de seu coração dentro da gente.
É sério, essa índia é nota 1.000. Sua luta pelo povo Xukuru é de dar inveja.
Eu queria ter 10% da força humana que ela tem, eu juro! Nunca vi nada
igual nem parecido.

A outra vila é Pão de Açúcar, o povoado também sofrido porém mais
assistido por estar mais próximo de Pesqueira cidade maior e com mais
recursos.
O povo é amigo e de uma união indissolúvel. Fiquei impressionada com tanta
riqueza espiritual entre eles. A regra não é cada um por si mas indubitavelmente
"Todos por um". Isso é humanidade.
Deveríamos ter essa regra como meta geral independente de nossas origens não é?
Um peixe dá para alimentar uma família de quatro pessoas e ainda dá pra
convidar um vizinho. Eles são de uma solidariedade ostensiva sem igual.
Deles eu também queria ter pelo menos 10% da despretensiosidade.

Bem, depois dessa convivência direta com um povo carente de tudo,
eu voltei com uma vontade enorme de fazer alguma coisa por eles e pensando
nisso, juntamente com o Del Aquino (amigo que nos convidou a ir pra lá)
estamos promovendo uma Ação Social que a princípio envolve a arrecadação de
livros e brinquedos.

Essa Ação não tem fins lucrativos, o único interesse é levar lazer e cultura para
essa gente que sonha baixo por medo de não encontrar a saída para voar.
Alguns nem sonham porque não tiveram oportunidade de aprender que sonhar é bom.

Para que essa Ação dê certo e contagie muitas outras pessoas, eu peço à vc
que está lendo essa mensagem que se envolva e colabore arrecadando
livros e brinquedos
e entre nessa corrente de energia positiva conosco.
Exercite seu lado indígena, convide seus amigos também.

Sinceramente, eu acredito q só a partir do conhecimento e acesso a algumas
coisas básicas na vida é que o ser humano pode mudar, melhorar ou simplesmente
fazer escolhas conscientes em sua própria vida.

*NESSAS DUAS ALDEIAS OS LÍDERES FAZEM O TRABALHO DE CONSCIENTIZAÇÃO
DOS POVOS". INCLUSIVE POR ISSO A IMPORTÂNCIA DA LITERATURA.

No dia 28/02, espero ter os endereços para deixarem suas arrecadações.
Conto com você!
Muito obrigada

Regina de Araújo – 3922.2214
Xarles Xaê
Del Aquino

sexta-feira, fevereiro 02, 2007

Travessuras literárias

Sexta-feira, 11 da manhã, de café tomado, louças para lavar, almoço a preparar... Chuviscos que não agridem tanto se revezam para nos molhar lá fora. Fui até a padaria sem problemas - odeio sombrinhas e guarda-chuvas - comprei três litros de leite e enquanto isso deixei o anti-vírus fazendo o "scan disk" no velho micro agora "ressuscitado" e apaziguador dos conflitos com relação ao uso da internet aqui em casa.
De vez em quando, antes do concerto deste velho 233, o bicho pegava por causa de Orkut, Msn e outras bobagens que a molecada de hoje faz uso desenfreado, catático e claro, um tanto alienado. Mas, eles não se dão conta e nem sei se se darão algum dia.
Amigos leitores, retomando as minhas breves divagações, descobri recentemente depois de ter lido "Travesuras de una niña mala" de Vargas Llosa, o quanto nos alivia o mergulho em "escrevinhaçoes", o quanto nos faz bem esta solidão literária. O autor, encarnado na figura do tradutor Ricardo Somocurcio, driblava com maestria todos os percalços encontrados na vida, se entregando com afinco aos trabalhos que conseguia na Unesco (França), para esquecer as mais sórdidas travessuras que sua "menina má" lhe fazia...
O peruano Ricardo traduzia textos para o inglês, francês, russo e espanhol viajando pelo mundo em conferências realizadas pela Unesco, e ao mesmo tempo obtinha informações sobre o então colapso político qua a nossa américa latina sofria - eram os sisudos anos 60 - através de um tio que ainda residia em sua terra natal.
Vargas Llosa desenha todo o cenário politico da américa latina, as ditaduras de Chile, Brasil, Argentina e Uruguai, a Revolução Cubana e sua guerrilhas e, cronológicamante, o surgimento do grupo terrorista de tendências maoístas Sendero Luminoso, no Peru.
Bom...prometo voltar outras vezes, é claro. Até com um texto mais denso, eu sei. Mas nesta sexta-feira nublada, a hora do almoço vem chegando e tenho algumas obrigações a fazer, senão a Dona Maria fica brava...

Espero que tenham gostado.
Nilson Ares.

sexta-feira, janeiro 26, 2007

Muito mais ainda virá...

Muito aconteceu e muito mais acontecendo...

Depois de vinte dias nas quentes terras nordestinas pisei em terras paulistas que ainda dava pra sentir o cheiro das chuvas que destruíram muitas famílias e seus lares.

Pensar que quando chegamos no agreste nordestino, um dia depois começou a chover e os nativos fizeram o seguinte comentário:

“São esses paulistas que vieram trazer o cheiro de mofo cá pra nós”. Comentário que me fez refletir porque ao mesmo tempo que eles ficam felizes com a chuva e as crianças brincam embaixo dos céus que derramam a tempestade, eles não estão acostumados com o “molhado” que dura muito tempo (mais de dois dias seguidos de chuva).

É engraçado vê-los em festa pela chuva que molha suas terras e enche as cisternas e também torcendo para que não passe o dia todo chovendo...

Com relação a falta d´água posso dizer que por onde passei em alguns lugares a população é um pouco acomodada. Soubemos que tem localizações que é possível ter um poço artesiano no quintal de casa mas os moradores dizem que se suas cisternas são abastecidas a cada 15 dias pela distribuidora municipal porque iriam ter o trabalho de perfurar e retirar a própria água para o consumo diário?

Confesso que ainda estou refletindo sobre essa escolha: A dependência do estado.

Outra coisa chocante foi saber que com a bolsa auxílio família de R$60,00 as famílias não querem mais trabalhar.

Visitamos duas aldeias indígenas e uma delas de nome Pão de Açúcar onde as mulheres são famosas pelas rendas conhecidas tradicionalmente por RENASCENÇA, tivemos a notícia de que antes do bolsa família essas mulheres trabalhavam muito e produziam muitas rendas para com as vendas sustentar suas famílias e; atualmente elas não se esforçam mais para aumentar o ganho por exemplo, já que o governo lhes proporciona uma certa garantia de comida na mesa.

Também estou refletindo sobre isso: A comodidade em suas casas x dependência do estado.

Será que toda essa comodidade é devida a alta temperatura diária que estonteia os Pernambucanos, ou, Seria toda a nação brasileira de um povo acomodado?

Poxa, sinceramente, para os espertalhões lá do Planalto Central, governar essa massa deve ser realmente divertido.

by olhos verdes



segunda-feira, janeiro 22, 2007

Oi nóis aqui traveis

Caros(as),

passadas todas as festas e passeios estamos aqui novamente. Novidade, parece que o google é o dono do nosso blog, então a senha mudou e os eleitos foram comunicados, por favor repassem a todos. Aliás, uma novidade, todos que quiserem transmitir a senha se confiar nas pessoas beleza, serão bem-vindos novos escritores , lembrando que todos somos passíveis dos atiradores de plantão e isso é que queremos, aliás como dizia Nelson Rodrigues a unaminidade é burra.
Lembro ainda que não há assunto fechado neste blog, qualquer assunto é bem-vindo.

Sds,

Hemerson


terça-feira, janeiro 09, 2007

A morte da fama

É possivel prever que a fama comun a poucas pessoas tenderá se estender com a net. Muitas pessoas estão fazendo seus próprios fimes com máquina digital e descarregando na web. Após isso retransmite o endereço aos amigos, que retrasmitem e eis a fama começando aparecer.
Tal fato tem a possibilidade na democratização do gosto, criando grupos mais amplo no sentido cultural.
Tal fato é uma possibidade pois caso a interveção idelogica seja forte é possível sair pela culatra o tiro disparado, pois o reino do capital ainda continua na net, haja vista, a quantidade propaganda nos sites .
Nisso, a minoria terá que resistir para não ser engolidade pelo Golias.
Vejamos o caso de uma grande atriz que passou por uma maconheira defensora da folha, foi assistido por muitas pessoas, que desconhiciam que aquilo era uma peça de teatro. A questão moral aqui não interessa, o que nos deixa espantado que provavelmente tal filme tenha sido assistido mais que na televisão.
As leis que estão por vir precisão acontecer, pois é inaceitável a pornografia infantil , por exemplo. Por outro lado, é inaceitável que o governo controle tudo o que é dito conforme seus interesses.
Há muitas coisas a se falar aqui sobre assuntos contemporâneos e acho que esse é um deles, pois será crucial nesta próxima decada, pois fazer previsão de século seria muito difícil tamanha a velocidade mundial da informação hoje

quarta-feira, janeiro 03, 2007

O que é um bom livro

Às vezes somos criticados por pensarmos como outros e assim sermos tachados de alienados por não ter opinião própria, meus caros, nós não temos mesmo.
Nossa opinião e nossos textos são construidos à partir da assimilação da peneira histórica que vamos fazendo em nossa vida, e isto, não parece um problema.
Entretanto, apesar da influência nos temos o poder de dar um salto além aos fazermos a síntese das teses que acreditamos e um dia derrubaremos.
Nossa constante devir não nos permite sermos o mesmo sempre, apesar das pessoas nos cobrar o ser permanente, como queria Parmênides, assim fecho com Heráclito, que acreditava que quando o homem entra em um rio ele o Saudoso Poluído Paraíba já não são mais os mesmos.
Mas para que toda essa parafernália confusa. Para dizer que concordo com meu caro amigo e professor Marco Antônio, que os bons livros os são não pelo o que está escrito, mas pela maneira que os foram escrito.
Simples histórias, quando bem contadas tornam coisas de estimado valor.
Assim proponho que este ano nosso blog possa tratar de tudo : teatro, filme,futebol entre outros assuntos que nossos amigos desejam colocar e que as críticas sejam feitas com toda acidez que merecem e sem piedade , entretanto, dentro do que cabe aos bons escritores.
Nota: aos escolhidos , passem a senha a quem desejar , lembrando que apenas um click pode mandar o blog para o beleleu...........
Abraços a todos e bom ano meus amadas(os) e odiadas(os) amigas(os).
Piquitito.

segunda-feira, dezembro 25, 2006

NATAL É DO PERU!

Pra você que já se fartou de peru e leitoa assada, meus cumprimentos.
À você que já gozou com os perus que sobraram por aí, felicitações.
À todos os perus que estão para serem devorados invoco os meus desejos.
E, às galinhas que por mais que temperem não ficam macias, meus sentimentos.

Entre perus, galinhas e porcos estamos nós, os pobres diabos de Deus!
Olhos Verdes.


P.S. Nas próximas 2 segundas-feiras estarei ausente, portanto gostaria que o Hemerson postasse no meu lugar. Valeu.

terça-feira, dezembro 19, 2006

Soslaio ou voyeurismo

“Quem nos decepciona não necessariamente não presta. Às vezes, a decepção é provocada por nós, que esperamos das pessoas além do que elas podem dar”.

Gisele Gold



Das melhores respostas que experimentamos no mundo, existe o silêncio.
Até mesmo antes do alfabeto, já existia o silêncio.
O silêncio é intrínseco ao tempo e a maturidade.
O primeiro é no verbo presente, ou seja na resposta não dada, no olhar silencioso, no pensamento do subconsciente, no julgamento interior .
O silêncio responde qualquer pergunta inexperiente, agressiva, superiora, imatura, infelizmente imbecil, tola, de algum ser que por alguma ocasião, seja na sua formação, ou na sua situação atual, julga os outros que ele (a) acredita que conhece, como se todo ser humano fosse estático, que só vivesse de momento como borboleta, pois em determinada ocasião, o presenciei assim ou assado.
Primaveras, verões, invernos, décadas, dias, minutos , milésimos de segundo, eis que surge o nosso segundo personagem : o tempo.

O tempo cala as bocas, revê sentimentos, padrões, trabalha com o ridículo, mexe realmente com a gente.

Bem que quando eu era criança me diziam: “tudo isso que você fala hoje, acusando, criticando, amanhã tudo vai mudar, o tempo vai te ensinar a ser humano, a olhar os defeitos, mas também ter idéia que você é fruto de vários erros e acertos”. Sebastiana Batista da Silva In Memorian


Saramago colocou de maneira brilhante isso:

“fizemos dos olhos uma espécie de espelhos virados para dentro, com o resultado, muitas vezes, de mostrarem eles sem reserva o que estávamos tratando de negar com a boca”.

Bom Natal,

abraços

Rei da Vela

sábado, dezembro 16, 2006

Quando o roteirista Alan Moore e o desenhista David Lloyd criaram a HQ "V de Vingança", em 1981, o futuro parecia sombrio. Na história, que se passa em 1997, a Inglaterra se encontra sob domínio de um governo totalitário. Há censura, câmeras por toda a parte e violenta repressão. E na onipresença da dominação surge um misterioso mascarado conhecido como "V". Foi a política da "Dama de Ferro" Margaret Thatcher que deu a Alan Moore (roteirista inglês) a linha para a criação de V de Vingança. Vinte e tantos anos depois, “V” surge nas telas do cinema, e desta vez é George W. Bush o alvo preferido dos adaptadores. Curiosamente, o mesmo texto de Moore, adaptado e modernizado pelos irmãos Wachowski (Trilogia Matrix), continua servindo como fio condutor de críticas atuais, no filme que em março deste ano estreou no cinema.
A adaptação de "V de Vingança", é dirigida por James McTeigue e estrelada por Hugo Weaving e Natalie Portman. David Lloyd assistiu ao filme e gostou. Já o renomado roteirista Alan Moore (o pai da criança), não ficou satisfeito com o roteiro e sequer deixou que mencionassem seu nome na película.
O filme exalta um subversivo, o “terrorista” conhecido como V (Hugo Heaving). Com o rosto sob uma máscara, V pertence a um passado em que o governo perseguiu e realizou experiências com etnias classificadas como inferiores entre homossexuais e deficientes físicos (alguma referência sobre o Holocausto).
A história de 2006 é jogada alguns anos no futuro, em 2020. O cenário, porém, segue o mesmo, a Inglaterra. Um ditador fascista, Adam Sutler (John Hurt, hitleresco), rege o país utilizando táticas de repressão e intervenções midiáticas. Ele comanda a mídia e orgãos de segurança, liderados por um sujeito chamado Creedy (Tim Pigott-Smith), têm como rotina seqüestros, torturas e assassinatos daqueles que se opõem ao regime. A censura impera e se estende por todas as formas de manifestação cultural - das artes à religião.
Mas chega o dia 5 de novembro e, com ele, o aniversário da conspiração de 1605 na qual Guy Fawkes (mártir) tentou explodir o parlamento inglês e destituir o rei James I do trono. A data, um feriado burlesco, espécie de "Malhação do Judas" aos bretões, é comemorada de forma explosiva pelo terrorista V, ao som de bombas e da "Abertura 1812" de Tchaikovsky, quando ele inicia seus ataques ao governo de Sutler, retomando a idéia original pela qual de Fawkes morreu no passado.
Na mesma noite, V salva uma jovem chamada Evey (Natalie Portman) momentos antes de um estupro por homens de Creedy. A ligação da moça com a carismática figura é imediata e seus caminhos se cruzam novamente na estação de TV na qual ela trabalha. Lá, V pede aos londrinos que se levantem contra o regime, prometendo que ele terminará no próximo 5 de novembro - um ano depois - o trabalho iniciado por Fawkes séculos antes. O ditador Adam Sutler inicia uma caçada ao terrorista, mas já é tarde. Um rasgo de mudança já se tornou possível para os cidadãos oprimidos (nova revolução?).
Alguns fãs de quadrinhos já manifestaram seu desapreço ao filme. Dizem que há mudanças demais em relação à obra original, com razão.
O próprio Alan Moore achou o roteiro fraco, e o que espantou foi o fato de ele não ter se envolvido na confecção da história para a telona.
"A hora é certa para uma revolução", canta Mick Jagger nos créditos finais, na clássica porretada "Street Fighting Man". Será mesmo a hora? O que vale mesmo a pena é conferir, com uma certa paciência, este filme que nos traz um pouco de 1984, de George Orwell e todo o seu ambiente repleto de circuitos de câmeras integradas. Já em relação à Revolução, empresto aqui as palavras de um amigo: "Dá uma ligadinha lá em casa quando chegar a hora!".

Nilson Ares - Control C press

V de Vingança / V for VendettaEUA, 2006Ficção - 132 minDireção: James McTeigueRoteiro: Andy Wachowski & Larry Wachowski, baseados em HQ de Alan Moore e David Lloyd

quinta-feira, dezembro 14, 2006

O Crime não Conpensa

Ola ,Em 1995 com um gol de tulio,o Botafogo sagrou se campeão brasileiro pela primeira vez em sua história.Para muitos um titulo invalido,pois no jogo final,que teve resultado de 1x1,o gol do time foi irregular,entretanto seu adversario , o Santos teve um gol legitimo anulado,gol que lhe daria um titulo aquela época tambem inédito.O juiz daquele jogo:
Marcio Rezende de Freitas.
Meu irmão santista-doente dizia:
-Que Azar,mas o time deles tambem é bom
-BESTEIRA
Em 1996,sem planejamento algum(como todo time carioca)o Botafogo foi desclassificado na Copa Libertadores(torneio que times cariocas lutariam contra o rebaixamento,se o mesmo existisse no torneio),desclassificado no Estadual e coadjuvante no Campeonato Brasileiro,mas ele não era o atual Campeão?....
-DEZ ANOS DEPOIS
O sport club corinthians paulista se consagra campeão brasileiro de 2005,ao perder(isso mesmo,perder..) por 3x2 para o Goias no estadio Serra Dourada.Tres rodadas antes em um jogo duro contra o Internacional de Porto Alegre(seu perseguidor principal nesse campeonato de pontos corridos),um jogador do time gaúcho é derrubado pelo guarda metas do time paulista....
-PENALTI....
o jogo se estava empatado 1x1 e era a chance do time gaucho converter o tiro e assumir a liderança do torneio rumo ao titulo,mas.....o arbitro interpreta como simulaçao do atleta e o expulsa de campo ainda...errou ,foi penalti e o goleiro deveria ter sido expulso,o arbitro...
MARCIO REZENDE DE FREITAS.incrivel né...
Algumas rodadas antes o mesmo corinthians foi favorecido pela anulação de 11 partidas por supostas acusações de manipulaçoes de resultados por um Arbitro,em que nao vale se pronunciar seu nome.o time paulista nao havia feito ponto qualquer nos jogos anulados,ja em suas reprises fez 4 pontos em 2 jogos refeitos.Sem estes pontos,teria terminado o campeonato na segunda colocaçao sem tal deleite da conquista.
2006 como sabemos foi terrivel para o time paulista,sendo aniquilado como uma Mariposa que vive um dia apenas,pelo seus principais rivais nos torneios nacionais,pelo melindroso River Plate na Copa Libertadores e pelo Lésbico Lanús na Copa Sul-Americana.Ja o Prejudicado Internacional de Porto Alegre venceu a espetacular Copa Libertadores e neste próximo domingo decidira o Mundial de Clubes frente ao Barcelona(clube que nem em duelos de futebol de botão,deve ter como adversario o vulgo campeão brasileiro de 2005)e seu principal rival hoje ,O São Paulo Futebol Clube se sagrou Campeão Nacional de maneira incontestavel e idonia.
Sera que sem um titulo em um primeiro ano de parceria milionaria,sem ser campeao,mas com uma justa classificação (com o suposto vice-campeonato)a uma Libertadores da América,não colocaria um time mais competitivo em campo neste ano,atletas(ou modelos)vibrando em busca de uma ambiçao profissional,um titulo inédito ,internacional e indiscutivel(ou não)?
Jogadores verdadeiramente motivados,com seus carateres vencedores em divida com eles mesmos.Nao sei.mas o exemplo do Internacional e do proprio Sao Paulo em 2005,campeao que consegui a a vaga com um time batalhador chegando em terceiro lugar do Nacional do ano anterior provam que talvez eu esteja certo.Bom amigos corinthianos, o quero dizer...
É QUE O CRIME NAI CONPENSA..OU NAO CONPENSOU......me chamo AndréMinardiJabor, e espero que gostem.

terça-feira, dezembro 12, 2006

Glossário Escolar



Palavras e coisas estranhas


Faz tempo que venho pesquisando as pronúncias de alguns alunos em sala de aula, para indicarem qualquer ação ou intenção que desejam.
Algumas são realmente o corpo falando, pois se caso a pessoa não estiver presente na situação, com certeza não entenderá nada.

Eis aqui algumas:

Tchôí – deixe me ir

Aláó – olha lá (sinal de bagunça, ou atenção, perigo)

Sornaunviu- professor não viu

Tchôínobanher- deixe me ir ao banheiro

elTámebaten- ele está me batendo

falaqüole- fala com ele

sor, truxeapróva - Professor, eu trouxe a prova

ocar – o cara

manocúo! - tomar no cu, ô!


E por aí , vai...

Caso tenham algumas palavras novas, me envie.

Abraços


Rei da Vela
Glossário Escolar



Palavras e coisas estranhas


Faz tempo que venho pesquisando as pronúncias de alguns alunos em sala de aula, para indicarem qualquer ação ou intenção que desejam.
Algumas são realmente o corpo falando, pois se caso a pessoa não estiver presente na situação, com certeza não entenderá nada.

Eis aqui algumas:

Tchôí – deixe me ir

Aláó – olha lá (sinal de bagunça, ou atenção, perigo)

Sornaunviu- professor não viu

Tchôínobanher- deixe me ir ao banheiro

elTámebaten- ele está me batendo

falaqüole- fala com ele

sor, truxeapróva - Professor, eu trouxe a prova

ocar – o cara

manocúo! - tomar no cu, ô!


E por aí , vai...

Caso tenham algumas palavras novas, me envie.

Abraços


Rei da Vela

segunda-feira, dezembro 11, 2006

Um tempo que não volta mas que conduz...

As boas lembranças nos põem sempre com os pés no passado.
Uma das melhores coisas depois dos trinta anos são as sessões remembers que de vez em quando em reuniões familiares ou de amigos nos transportam à épocas de nossas vidas que fomos muito felizes e completos porque éramos ingênuos e desprovidos de julgamento.
O tempo da escola, as festas, os encontros, as características dos colegas e professores, merendeiras, diretora, o pipoqueiro da porta da escola, matar aula para namorar, fumar, nadar na caixa d´água da escola, enfim essas coisas que só agora sentimos o sabor e conseguimos detectar que aquilo tudo era a nossa verdadeira felicidade.
Na época não conhecíamos a saudade e talvez isso é que conduzisse a charrete da adolescência com toda sua intensidade.

A partir de uma outra idade as sessões remembers ficam por conta de um passado longínquo.
Semana passada estive no show de encerramento do ano na Faculdade da Terceira Idade. Saí de lá com a bagagem lotada de emoção.
Em meio a tanta gente na platéia e tantos talentos no palco, senti naquele imenso grupo o gosto real pela vida.
Através da arte eles mostraram que estão vivos e capazes de gerar muitas idéias, possibilidades, novos caminhos, e uma infinidade de prazeres que só a maturidade apropriadamente traz para o indivíduo. É a eterna corrida pelas realizações enquanto se vive.

Vi que naquele ambiente só tem espaço para quem quer aproveitar o tempo dando um pé no balde chamado “padrão cotidiano”. É para dançar, cantar, ler, aprender, exercitar o carinho e o espírito de união, solidariedade, conviver e usufruir de coisas que possivelmente na juventude não foi prioridade ou por um motivo ou outro não lhes foi permitido.

Observei que a idade para eles é só um fato e não um fator de distinção. Por essa razão eles podem ser autênticos em tudo que dizem e fazem. A única certeza é que eles não querem se perder um do outro, são novas amizades que também terão suas sessões remembers daqui um certo tempo.

Nessa noite de emoções à flor da pele percebi o quanto participar, ser solidário e compartilhar das idéias coletivas é importante em qualquer época de nossas vidas. É sangue novo nas veias se esparramando pelas ínfimas partículas dessa fôrma denominada corpo.

O tempo passa sim mas as lembranças ficam e é com elas que sustentamos nossa identidade; é através das passagens que fazemos entre a vida e a morte que as gerações futuras começam engatinhar.

É assim, a vida é assim, uns vão e outros vem! Talvez por isso não podemos matar sonhos e desejos nem perder nossa essência tampouco as esperanças. Nunca é tarde!

A partir de uma determinada idade cronológica não existe mais o compromisso com cotidiano e rotina, somente com a própria vida, porém nem tão ingênuos e desprovidos de julgamento como antes mas com certeza tentando se desvencilhar desse emaranhado que a gente mesmo se meteu nesse tempo todo para de novo conduzir a charrete de uma outra adolescência (pós sessenta anos)com toda sua intensidade.

Desejo que a sociedade facilite cada vez mais as oportunidades de realizações e que o Brasil aos poucos vá vencendo entre esses outros tantos preconceitos.

FELIZ DEZEMBRO!
Olhos Verdes.

domingo, dezembro 10, 2006

So por hoje

Caros leitores e escritores deste site,
este site tem como objetivo despertar o gosto pela escrita e pela leitura.Entretanto, caso alguém não esteja inspirado ou indisponível no momento, beleza, escreva quando puder.
O silencio dos camaradas é compreensível tamanha a correria em que vivemos. Mas quando não tiverem tempo, arrume um pouquinho e dê um alô por aqui, para sabermos se vocês estão vivos. Pois um tempo muito longo levará a busca. Talvez eu como idealizador deste blog me sinta responsável a solicitar o SIB( serviço inteligência do Brasil) a buscá-los. O foda vai ser se os caras quiserem a lista dos lugares mais freqüentados.
Só por hoje beberei
Fumarei baseados
Plantarei flores amarelas e azuis no Jardim
E farei xixi como criança para regá-las
Sairei pelo portão de casa
E brincarei de bolinha pipa peão roda
Chamarei meu amigo e lhe falarei o quanto ele significa pra mim
Tocarei violão e farei revolução
E terei vencido a mim mesmo
A minha babaquice
O homem sério
E quando a chuva chegar
Tomarei banho de lama na terra
E me misturarei ao barro
E serei novamente confecionado
E tornarei um novo homem
Para além do bem e do mal
Uma criança
Entre os homens

sexta-feira, dezembro 08, 2006

Sem assunto

Caros, tenho pensado em muitas coisas. Principalmente no universo infinito de possibilidades que temos em seguir nossas vidas tacanhas. E a vida apronta muitas...
Talvez seja por isso que estou escrevendo aqui agora e não necessariamente escrevendo sobre algo real, até por que nada disso existe realmente. Na semana passada iria escrever sobre o buraco do 317 e o lançamento do manifesto de apuração de responsabilidade do ocorrido, acabei nem lembrando disso. E hoje estou aqui sem manifesto, manifestando apenas minha indisposição em transcrever em palavras as sensações que colaboram para a inquietação de meu espírito.
Valeu mesmo asssim.
Samuel

Blog Abandonado???

Qual o significado?

segunda-feira, dezembro 04, 2006

Expectativas...

Vou soltar os bichos aqui na tentativa de otimismo para atravessarmos o mês corrente. Um Mês que característicamente é acompanhado de impostos, presentes, comemorações e etc...
A ordem é que Elevemos nossos sentimentos para mantermos o brilho nos olhos enquanto a rotina e o cotidiano nos massacra e nos faz pedir perdão por fazer parte de tanta crueldade humana.

Dia após dia...
Ainda bem que é assim.

Ao longo dos anos venho observando que muitas pessoas entram num estado de melancolia nesta época do ano. Por que será?, eu me pergunto sempre.
Será que elas levam ao pé da letra a conclusão de suas esperanças em apenas trezentos e sessenta e cinco dias? Que pena. Eu não consigo concluir meus objetivos e expectativas em dias....

As expectativas são muitas e necessárias em nossas vidas. Eu arriscaria dizer até que elas podem ser determinantes que no dia a dia não nos deixam “cair”...

Talvez algumas delas morramos sem tê-las experimentado efetivamente, mas nem por isso deixam de ser prioridades, por exemplo, a expectativa política de um Brasil melhor para todos, sem fome, sem miséria, sem violência, sem preconceito, sem palhaçada e/ou descaso político, sem analfabetos, enfim um mundo melhor sem um montão de coisas que todos que chegam para habitar este planeta dão de cara e lutam contra.

As expectativas pessoais, que os próximos dias tragam a nós, aos nossos filhos, parentes e amigos menos sofrimento, discriminação, dificuldades, conflitos, e muito mais alegrias, amizades, novos caminhos e possibilidades, que o positivismo contagie cem por cento mais as pessoas, que nossos relacionamentos amorosos e fraternos sejam mais duradouros e com melhor qualidade, sem hipocrisias e falsidades, e assim por diante.

As expectativas de trabalho, satisfação na profissão, sorte com os colegas, metas atingidas, salário decente, reconhecimento e valorização, prazer no final do dia ao se despedir do chefe, melhorias e investimentos na empresa para que sejamos mais respeitados e valorizados no mundo capitalista, contratação de pessoas qualificadas que nos agreguem valores quando pararmos para tomar um cafezinho na copa, que as afinidades humanas sejam as maiores possíveis.

As expectativas de saúde para todos que amamos, que cheguem em nossas mesas os melhores alimentos, sem agrotóxicos, sem aditivos, sem químicas em geral. Que os hospitais ofereçam melhores condições de atendimento e tratamento sem discriminação, que a ciência avance em suas descobertas e ganhe forças para que isso chegue na prática até nós.

Eu quero deixar aqui, uma oportunidade de reflexão para as pessoas que entram em suas “conchas” no mês de dezembro: “SE VOCÊ CURTE FAZER UM BALANÇO DA SUA VIDA FAÇA NO SEU ANIVERSÁRIO e RESERVE O NATAL PARA CELEBRAR O RENASCIMENTO DESSA VIDA QUE LHE FOI CONCEDIDA”. Não deixe a frustração, tristeza, melancolia e depressão tomarem conta de você! A época requer coração e braços abertos para o que der e vier.

O tempo em determinados acontecimentos das nossas vidas como tantas outras coisas, passa a ser apenas uma convenção e jamais uma conclusão.
Se os trezentos e sessenta e cinco dias não corresponderam as suas expectativas, ou não foram suficientes, tente fazer diferente, mais trezentos e sessenta e cinco dias estão chegando por aí.

Pra terminar eu não poderia deixar de escrever sobre a expectativa que todos nós temos: Receber uma grande notícia que possibilitaria o resto de nossas vidas curtirmos tudo de bom que a vida oferece e que achamos que merecemos....Como fiel expectadora da vida que sou, passarei meus dias aguardando o toque da campainha anunciar – Sou a sorte grande, vim para ficar! rsrsrs.
Por isso não concordo em concluir o ano no dia trinta e um de dezembro, no máximo renovar as expectativas a partir do dia primeiro de janeiro. Se for o caso retocá-las, reformulá-las, reinventá-las, sei lá...


Desculpe se não fui clara, mas juro que a intenção foi boa...rsrsrsr
Bom dezembro à todos!
Olhos Verdes.

domingo, dezembro 03, 2006

Boa nova


Estive este final de semana pesquisando na net algumas tv´s alternativas e deixou-me muito satisfeito . Uma programação diversificada com um formato alternativo e sem muito nhe nhe nhem...
Há uma tv patrocinada pela embratel (TV PontoCom) que estava naquele momento discutindo o livro Casa-grande Senzala e logo depois entrou com um programa sobre literatura infantil, que tratou sobre as obras de Monteiro Lobato.
Outro canal interessante All TV que passava um programa sobre semiótica discutindo com grande propriedade e tinha participação online das pessoas que o assistiam.
Caso alguém tenha interesse veja o site http://www.spiner.com.br , ele mostra tv´s e radios de todo mundo com acesso livre.
O que precisamos agora é lutar para que os locais públicos tenham tais acessos disponíveis e para que o preço da banda larga situe dentro das condições que possamos bancar.
Comento tal assunto para mostrar que há muito mais do que banalidades na net e é possível pensar futuramente em criar algo que possamos mostrar nosso trabalho.
Este pequeno desenho é da Bebeca minha filha
Abraços a todos e boa semana.
Hemerson.

quarta-feira, novembro 29, 2006

Certifico e dou fé que eu, oficial de justiça infra assinado, diligenciei ao endereço retro indicado a fim de dar cumprimento ao respeitável mandado junto, e aí sendo procedi à Penhora de 32 (trinta e dois) frascos de leite de pepino avaliados em R$3,00, total da penhora R96,00 (noventa e seis reais. Valinhos, 29 de novembro de 2006.

terça-feira, novembro 28, 2006

“O homem que virou suco”



No começa havia uma “harmonia”, entre os homens, ou seja, não existia propriedade privada, porém não existia ganância.
O homem foi modificando o meio, tornando-o mais confortável, automaticamente impondo sua força física, e posteriormente seu poder de influência. Assim criou o estado para legitimar o poder dos mais fortes e sucumbiu toda a vontade coletiva.
Surgiu então o chamado “umbigocentrismo”.
Os séculos se passaram. Das pequenas manufaturas medievais, das corporações de ofício, surgiu no séc. XVIII, a grande revolução industrial, com ela a divisão do trabalho. Com a divisão do trabalho, o trabalho alienado.
Enquanto na Inglaterra, mudavam as paisagens urbanas, com suas chaminés, no Brasil temos o negro na condição de escravos, agora na região das Minas Gerais, fugindo da taca de ouro, do tronco. Esta situação vai até 1888, ai cria-se outro problema, no dia 14 de maio entrar em vigor a lei da vadiagem.
Até 1930, o que sustentava a economia e a grande soma de circulação de dinheiro era o café. Pequenos mascates circulavam pelas ruas dos principais centros urbanos, de Recife a São Paulo, vendendo de tudo, aves, doces, peixes, etc...
Após a década de 1930, o foco econômico era as industrias, ainda que incipiente, e com ela uma também incipiente porém corajosa, classe média. Ora a conta é simples, mais máquinas, menos mão-de-obra, automaticamente menos emprego.
Já na década de 50, a indústria ganhou adeptos, o então presidente JK, trouxe as montadoras, criou estradas, criou Brasília, com as mãos de todos brasileiros, de todas as partes do Brasil, os chamados “Candangos”.
De 50 para cá, houve um surto na industrialização no mundo, o Estado correu para dentro da casa, e se refugiou no banheiro, os resto da casa ficou nas mãos dos estrangeiros, ou melhor, do capital estrangeiro, oriundo de lavagem, fraudes, corrupções... tudo isso dentro de uma ordem bipolar.
O mundo agora é dos espiões - 007 no Rio de janeiro, Capitão América atrás do Crânio Vermelho.
"Os EUA abrem as Asas sobre nós", devoram Allende, Jango, Lamarca. Os marines e a CIA tem o aval das elites locais para entrar e fazer o que bem entenderem.
“Quando sou um bom cão, às vezes me jogam um osso.”
Vinte e um anos de filhadaputice, do caroço do frango machucando a goela, do coito interrompido, dança na corda bamba de sombrinha? O sinal vai abrir?, a banda vai tocar? Vamos imprimir o futuro?, e até o irmão do Henfil já morreu.
“Anos 80 charrete que perdeu o condutor” (Raul Seixas).
Década perdida, a não ser pelo nosso rock nacional, legiões urbanas surgem para gritar a angústia e o descontentamento, Ribamar (Sarney) assume.Nossa economia vai pro saco.
Ano 90: Collor. Quem diria, batíamos bumbo na Rui Barbosa, tragando algum conhaque vagabundo, e entoávamos o Hino: “Collor, Collor, filho da puta, narigudo e cheirador”. Ainda acreditávamos.
Voltaremos a habitar cavernas? praticar canibalismo? Mandar flores pelo tel? Renunciaremos o jogo, o copo com álcool no bar? Trataremos as pessoas como mascotes?

Como diz o Poeta: “fizemos dos olhos uma espécie de espelhos virados para dentro, com o resultado, muitas vezes, de mostrarem eles sem reserva o que estávamos tratando de negar com a boca”. José Saramago

Abraços

Rei da Vela

segunda-feira, novembro 27, 2006

Fatos

Semana passada recebi duas notícias que me sacudiram...

Uma delas foi a gravidez de uma garota de dezenove anos, solteira e cheia de sonhos. Confesso que fiquei triste. Por que?

- Ah, quando eu fiz dezenove anos recebi o mundo de braços abertos. Senti o cheiro da liberdade e o poder de seduzir todos os meus desejos.
Era como se eu não tivesse fim e junto com essa sensação vinha o medo de perder todo esse sonho. Eu tinha consciência de que uma gravidez naquela fase da minha vida interromperia totalmente essa grandiosidade que eu enxerguei pela minha frente – o mundo completo e sem restrições – trabalho, estudos, amigos, viagens, festas, diversão, cuca fresca, lazer, prazer, enfim minha única preocupação era comigo mesma.
Caro leitor, eu sei que acidentes como esse acontecem mas você concorda que ganhar um filho “surpresa” aos dezenove anos é uma brincadeira sem graça?

A outra notícia foi a morte de uma conhecida. Atualmente morrer de câncer de mama no meu ponto de vista significa estupidez.
O avanço da medicina me incomoda, parece que ainda não alcançou a velocidade necessária nem a urgência esperada. Mulheres jovens demais estão tendo suas vidas roubadas enquanto os cientistas procuram a cura.
Ou a cura já foi encontrada e os laboratórios é que barram a divulgação em nome do lucro?
É sabido que já existem meios de acabar com essa doença mas qual o laboratório que se aliaria a cura de um mal que resulta em suas fortunas?

ISTO É INDIGNO, INJUSTO, DESUMANO, NOJENTO, TUDO DE RUIM QUE POSSA TRADUZIR A FALTA DE SENTIMENTO EM CABEÇAS CAPITALISTAS.

Analisando essas duas notícias, eu concluí que, ganhar um filho aos dezenove anos mesmo em situação difícil ainda se tem muito mais a comemorar e celebrar com pompas do que perder uma mulher com um pouco mais de trinta anos, no auge da sua vida para um câncer de mama. Essa última sim é que a brincadeira é totalmente sem graça!

Boa semana à todos!
Olhos Verdes.
P.S. Como constante aprendiz, apontem erros ortográficos e conjugações no texto pois só assim terei a oportunidade de aprender.

domingo, novembro 26, 2006

O silêncio e o vazio


O silêncio é presença universal nos homens. Muitas vezes estou a dormir, ele vem trazer a angustia da pergunta existencial que persegue o homem desde os primordios. Para mim o silencio é sonoro, ele está no espaço vazio da música que é som.
Ligo o rádio às vezes para que o barulho do silêncio não venha brincar comigo, ouço noticias sobre a economia mundial, futebol, novas tendências e outras coisas, até que o sono venha.
Duro é quando acordo a noite e o não existencial, o nada, a morte a brincar comigo e fazer companhia. Lembro do com Deus me deito com Deus me levanto na divina graça do espirito Santo que meu pai ensinava quando pequeno, e repetia para o silêncio não trazer o desconhecido.
O silêncio e o vazio parecem irmãos, enquanto o silêncio tem seu barulho o vazio tem seu espaço.
Brincar e viver com essas duas coisas não é tão simples.

O resto é c vc´s.

Hemerson.


sexta-feira, novembro 24, 2006

O Sorriso da Puruba

No último final de semana, para sair fora e fugir desta merda dessa cidade, fui em busca de refúgio com minha família até a praia de Puruba, em Ubatuba. Coisa de pequeno burguês mesmo, porém, eu a Joseane e meu pisque Heitor ficamos muito bem em minha Delta para 3 pessoas com chuva pela madrugada afora.
Quando nos dispomos a interferir em uma comunidade de convívios não urbanos devemos observar a sutileza com que as pessoas convivem. Os homens pouco são vistos, estão a trabalho. As mulheres e crianças autênticas, por todos os cantos estão misturadas aos animais dos mais diversos. Nunca mais esquecerei do sorriso de uma menina quando viu meu filho, tipo, seja bem vindo! Mas não uma saudação programada, foi sorriso de criança sem simulação, humildade e pobreza material traduzida em Felicidade, pelo menos para as crianças isso existe.
É lá que a gente conhece pessoas como Dona Ana, sêo Zé Roberto e São Jorge ( foi São mesmo) , que se diz proprietário da área onde acampávamos.
Enquanto arrumávamos as coisas que sempre estão uma zona nesses lugares, as pessoas na vila se preparavam para um casamento religioso. Mas não na capela, pois, estávamos na vila dos Crentes e lá também tem um templo da igreja Deus é Amor, ministério de sei lá quem. Era um tal de flor pra lá, mesas pra cá, chama não sei quem de acolá, que parecia até algo que não estava acontecendo conosco, tal a dose de realidade. No meio da vila ainda tinha o caminhão, que leva a feira livre até a vila, de cima do caminhão o matuto vende hortifrutigrangeiro para quem não produz no próprio quintal. Pensei no mascate do García Márquez, perambulando em Macondo. Mesmo após aquela dose, tomei outro baque, quando eu e os meus já estávamos descansando e observando a chuvinha, começou o casamento...foi aí que pensei nesta história....e para a entrada dos noivos iniciou-se uma série de música clássica européia tocadas somente com um trompete, deu vontade de observar as pessoas no templo, mais já estávamos interferindo demais e preferi esquecer e continuar a curtir a Puruba.
Samuel Farias

terça-feira, novembro 21, 2006

Muita poesia

Andou sumida
A poesia
Até parece que fugiu de casa
A culpa é minha.

É que nestes dias
A inspiração
Andava minguadinha
Nem sopro tinha.

E aqueles furacões
Sumiram,
Porque a paixão não rondou mais
Minhas cercanias.

Tenho sede de guerra
Sem sangue,
Daquela que se trava
Dia-a-dia.

Ainda preciso conquistar
Quanta coisa minha.

A cabeça se cansou
Das cabeçadas na vida.

E o tiro certo
Se tornou garantia
Do pão e o leite,
Do sorriso da filha.

E de muita,
Mas muita poesia...


(2006 - Nilson Ares)

segunda-feira, novembro 20, 2006

Momento Raro

Conflito instalado x crise profissional x de tudo um pouco x questionamento existencialista x paçoca com lingüiça e ovo frito

Momento raro

São momentos raros que oferecem oportunidades de auto-conhecimento. O bom é aproveitá-lo e explorar de todos os ângulos os nossos pontos de vista.
A raridade é que gera a necessidade: em momentos raros eu sou e a necessidade de ser sou eu que determino.

Sempre que temos de tomar um rumo somos tentados a largar mão de tudo. Toda atitude implica pisar em terreno desconhecido, seja no plano mental, espiritual, físico ou emocional.
Decidir o rumo a tomar normalmente dá trabalho e dói.

O espaço que abre entre o “seguro” e o “inseguro” é que eu chamo de medo vazio e é esse buraco que desenvolve em nós o sentimento de solidão. É o momento de dar o pulo certo e torcer para não cair na fenda aberta entre um lado e outro. O medo é que nos freia. Por isso que aprendemos a falar e andar quando ainda não temos noções de perigo.

Amar as pessoas é muito bom. Entendê-las é melhor ainda. Compreendê-las é uma dádiva.
Respeitar seus limites é sublime. Conviver com as pessoas e descobri-las em sua essência é um exercício freqüente. Cada qual com o seu tempo e limite!

A vida é careta, nós é que somos a droga.

O sentido para nossa existência cabe a nós mesmos buscar e quando pensamos que a encontramos damos de cara com um cartaz escrito: “É por ali”. Bem lá na frente tem outro cartaz escrito assim: “É por aqui”. E assim vai pelo caminho afora. Eu diria que é para sempre assim.

Enquanto houver vida haverá ferida.

A racionalidade é um pozinho de cor cinza que mora dentro de um miolo mole. Podemos colorir da cor que melhor nos convier. Tudo depende do resultado que desejamos.

A alegria, o tesão e o riso são apenas fragmentos.

O conforto emocional podemos encontrar no que queremos ver com nossos próprios olhos e não com os dos outros.

Crescemos demais e a inocência do riso da criança não conforta mais. Descobrimos que o mundo dói, portanto, ao invés de conforto temos preocupação misturada a proteção (o que antes (quando éramos crianças) tinham conosco).

As lágrimas, o arrepio, a emoção são momentos escassos em todas as vidas humanas.

Outro dia me disseram assim:
- “Ontem a noite na minha oração, perguntei a Deus o que está acontecendo comigo?”
E eu assustada respondi com outra pergunta:
- “E você, se encontrou na resposta dele?”

Eu acredito que todas as respostas estão dentro de nós mesmos, pois a encruzilhada se apresenta na frente de cada um de forma diferente.
A intimidade é de cada um.
O pensamento é individual.
A responsabilidade de ser o que se é deve continuar como sempre foi: Conscientemente.

"A vida me ensinou a não esperar de ninguém o que nem eu mesma souber o que é.
Ser autêntico com a própria consciência é a garantia para não correr o risco de se trair”.

Caro leitor, se vc leu e não achou nenhum sentido, esquenta não, é apenas uma passagem por um tempo inconcluso...
Feliz segunda-feira!

domingo, novembro 19, 2006

Temos um símbolo de resistencia em São José: O Pinheirinho. Quando criança passeava por aquela mata a caçar passarinho e jamais imaginava que um dia aquilo seria habitado. Hoje, são 6 mil pessoas. O prefeito diz que precisa cumprir ordens e retirar aquele do povo de lá. Para onde irá não importa ,precisa ser feita a limpeza dos miseráveis.
Galera está chovendo prá caralho e lá não deve estar brincadeira e eu aqui no bem bom digitando as teclas deste computador que me coloca entre os privilegiados nesta cidade, desculpe pela viajada, é que tem coisas que não tem como não pensar.
Um grupo de pessoas de bem pretende fazer uma natal diferente, lampadas serão colocadas no Pinheirinho para simbolizar o natal deste ano.O Toninho meu amigo do PSTU, o ateu mais cristão que conheci até hoje, comentou no Antonio Leite.
Comenta-se que a cada hipermercado construído em São José será construído um banco de praça.
Outra boa, o córrego senhorinha agora ficará melhor, o cheiro horroroso não acabará, mais será feito uma área de lazer, terá recomendações para as crianças não brincarem por lá.
Bem diante de assuntos soltos, estou a ouvir a chuva e jazz ,burguesamente sentadinho como manda o figurino.
Samuel, parece que a questão do onibus está sendo alterada, ficará a mesma merda, entretanto, mudará o cheiro.
Fui.

sábado, novembro 18, 2006

Um dia chega

A cama espera o próximo sono,
A escada espera o próximo passo,
A árvore espera o próximo pássaro,
O amor cansado espera um amor novo,
O filtro espera água nova
O banco, o próximo passageiro.
A Amanda o próximo amado,
O Buda outra encarnação,
A Columbina outro Pierrô.

Você, eu espero
No banco do ônibus que cansou de esperar, e que hoje viaja sozinho.

Rei da Vela

sexta-feira, novembro 17, 2006

É difícil

Como se realmente o virtual pudesse ser a realidade, neste momento já é. Como é difícil escrever depois de nosso coronel. Ele surfa na onda virtual e num lampejo pode ou não publicar alguma coisa. E que coisa desta vez! Até esqueci do que me propus a escrever hoje.
Mas bem, como eu busco seguir alguma direção e sou o burocrata virtual de plantão, seguindo a risca meu dia na semana, a fila anda.
Acima eu devo ter atropelado algumas regras da língua escrita e realmente não consultei corretor ortográfico, até porque não estou no editor de texto do Bill Gates.
O pouco conhecimento que tenho de minha língua adquiri com leituras distintas, herdadas de meu saudoso pai (Desde O Príncipe de Maquiavel até Chico Anysio - É mentira Terta!). Após alguns anos de ensino público, procurei algumas coisas e com o passar dos anos a gente vai trocando influências com amigos e vai admirando outras coisas. Lembrando-me do prefácio e comentários de Urupês de Monteiro Lobato, uma série de contos, meio causos onde ele criou a figura do jeca tatu, entre outas coisas. Lá naquele prefácio Monteiro Lobato criticou alguns posicionamentos da ABL e a regra ortográfica colocada à época ( que sofre revisões de tempos em tempos). Ele dizia que línguas ocidentais menos rebuscadas como o inglês que não utiliza acentuações - somente 1 palavra de origem francesa - eram tão ricas quanto a nossa, cheia de acentos, simulando a língua francesa, onde um substantivo pode conter até 4 acentos.
A regra é mesmo clara e parafraseando nosso coronel, no ambiente do cyberespaço tudo é possível, até porque só estamos aqui virtualmente e passageiros de um trem que não tem trilhos e nem estações. Não que eu possa atropelar uma língua, criando uma "novilíngua" como vc, tc, naum e merdas como essas que são criadas aqui na internet. Mas eu posso errar e tenho licença poética, mesmo não sendo um poeta.

Samuel Farias

ps: foi aqui mesmo, sem ctrl c e ctrl v.

quinta-feira, novembro 16, 2006

Second Life

By Coronel.

Semana passada, vi uma reportagem a respeito de um jogo que, não é bem um jogo mas, sim uma plataforma de relacionamento chamado Second Life utilizando tecnologia de animação gráfica 3D muito parecida com esses da Sony e tantos outros que se vê por aí.
Bom, como já disse não trata-se tão somente de um jogo para se divertir, muito embora exista um componente lúdico em sua manipulação, o fato é que esse softwaer em rede possibilita que o usuário crie uma personalidade virtual o chamados "avatar´s, até aí tudo bem, avatars são criados a todo momento na web, mas esse softwaer possibilita o relacionamento entre eles em rede.
O Second Life é um programa de relacionamento assim como o Orkut mas numa versão melhorada, ou piorada dependendo angulo que se vê, pois com o Orkut a interface que se tem é apenas através do teclado e da tela, no Second Life você pode manipular o seu boneco em 3D com um joystic aumentando ainda mais a interatividade, e o melhor, não existe regras nesse jogo, ninguém ganha e nem perde e também é de graça!
A única coisa que se paga no Second Life é se você quiser adquirir um território, ou melhor, divulgar sua marca. Uma vez que todos estão se relacionando virtualmente nesse ciberespaço, o Cine Mark pode oraganizar uma sessão de cinema francês hoje a meia noite, somente no Second Life, e eu encontrar com meus amigos diletos lá no território do Cine Mark ou poder fazer outros da mesma forma. Para termos uma idéia, a banda irlandesa U 2, segundo dados da reportagem, estaria organizando uma turnê global somente no Second Life.
Com perdão da digressão nesse texto, gostaria de citar para ilustrar melhor minha idéia, um autor que gosto muito, Jorge Luís Borges, existe um conto muito curioso desse autor que abarca a totalidade da representação ciberespacial. Pois assim como o Realismo Fantástico a principal característica do ciberespaço é não ter nenhum referencial temporal e espacial. O conto o qual me refiro é Biblioteca de Babel.
Biblioteca de Babel trata-se de uma biblioteca sem fim, onde existiriam lá todos os livros já escritos no mundo e também todos os livros que ainda seriam escritos, todas as línguas existentes, as já mortas e as que ainda haveriam de surgir, a biblioteca era em um formato exagonal e havia um fosso no meio, de maneira que se alguém descuidasse no beiral e caísse no fosso demoraria-se tanto para chegar ao fim que a carne do corpo se decomporia com o vento da queda.
A biblioteca era de maneira tão infinita, que as pessoas se lançavam dentro dela numa exploração sem fim atrás de livros e conhecimentos inauditos. Alguns chegavam a passar anos explorando-a, de modo que começou a haver a oportunidade de relacionamentos interpessoais dentro da biblioteca, amigos que não se viam há anos se encontravam dentro dela, poderia-se casar ou até ter filhos dentro dela, bem como cometer algum crime.
Borges escreveu esse conto se não me engano na década de quarenta. Quando se alguém ousasse a dizer que por volta de nosso novo século existiria uma rede virtual e infinita assim como a biblioteca de Borges, onde muitos poderiam se encontrar, compra vinhos, fazer sexo e cometer crimes, seria no mínimo, taxa do de louco. E o que é a Internet se não a Biblioteca de Babel, obviamente que não foi intenção de Borges fazer um relato premonitório, mas seu realismo fantástico migrou para a realidade objetiva dos nossos dias.
Porém, o que precisamos compreender em nossos dias, é que o virtual não se opõem ao real mas sim ao atual. O virtual é o real, porém não é o real presente, o virtual é o real latente, a virtualidade é a latência da realidade. Segundo um cablôco chamado Pierre Lévy, " É virtual toda entidade desterritorializada, capaz de gerar diversas manifestações concretas em diferentes locais determinados, sem contudo estar ela mesma presa a um lugar ou tempo em particular".
O virtual é uma fonte indefinida de atualizações de uma realidade, atualizações essas que não se encontram referenciadas num eixo espaço temporal, o virtual e o dito real, são dois tipos de realidades distintas porém convergentes.
O virtual é uma realidade não atualizada, é como se a semente guardasse a forma final de uma grande arvore em potência, é como se fosse uma metafísica da realidade, o virtual está em potência assim como o real está em ato, mas vamos deixar a metafísica de lado, pois como Fernando Pessoa mesmo disse, já existe metafísica demais nas arvores, na pedra e no vento...
O que quero dizer é que todo o conteúdo no ciberespaço necessita de uma interface para que se atualize. Pois quando virtual se atualiza num contexto conveniente e particular de uso e que possa ser manipulado pelo o individuo, a realidade deixa a sua latência, as informações trasladam de uma realidae a outra, do virtual ao real. Porém só seria real nesse momento, pois as fontes dessa informação sempre serão virtual por nunca estar presa a um lugar ou tempo determinado, sendo uma fonte inesgotável de novas atualizações.
A oposição do virtual ao atual, ocorre por que, para que algo seja atual presumi-se que necessariamente haja uma coordenada espaço-temporal que o qualifique de atual, o atual é o que acontece aqui ou em outro lugar mas, agora.
Para confirmar, a característica do virtual é a desterritorialidade e atemporalidade, parece que vivemos em Macondo assim como em Cem Anos de Solidão, do Gabriel Garcia Marquez, um lugar sem onde e nem quando. O realismo fantástico e o ciberespaço guardam semelhanças interessantes.
Mas a inferência no ciberespaço só é possível, e cada vez mais o será, com o desenvolvimento de formas mais amistosas da interface homem-maquina. As interfaces visam a inferência do corpo e do sistema cognitivo humano no ciberespaço. Como sensação de lisura, rugosidade, luz, calor e outros parâmetros físicos da realidade, o humano passa-se a relacionar de maneira sensório motora com modelos digitais, ou seja atualizando a latência de uma realidade passando para o outro lado da tela. É com o desenvolvimento das interfaces que veremos a inferência dos sentidos e da cognicibilidade humana no ciberespaço.
Certos processos físicos, industriais, e econômicos que há tempo eram estanques passarão através desses modelos digitais a se ligarem a um ciclo de retroalimentação, e quando boa parte da congnicibilidade humana estiver aparelhada nesses modelos, teremos que reavaliar suas implicações culturais, políticas e sociais em algum desses mundos que vivemos.
Sob condições normais de temperatura e pressão, e desprezando a resistência do ar, é tudo isso aí mesmo.
Falou!

terça-feira, novembro 14, 2006

Obras de São Bayardo

Viu o chupa cabra em pessoa no Casablanca, num sábado de madrugada;
Encontrou a loira com algodão no nariz, no banheiro da escola Maria Luiza em Santana;
Com Bob Marley experimentou a primeira Cannabis hidropônica- skankiada;
Foi a Jacareí estudar a Santa que chorava sangue;
Foi o cachorro no filme “A Profecia”;
Participou do júri popular no julgamento do Gustavo Pisardo, acusado de matar a família toda, em São José , no final da década de 90.
Ajudou a escrever com Içami Tiba, um manual como tratar de adolescentes que acreditam ser o todo-poderoso, ao mesmo tempo sendo carentes e indecisos,e que na escuridão choram pelas mães;
Criou junto com Edson Ferracini, um manual para curar os alcoólatras, que pensam que não são alcoólatras;
Esteve junto com a perícia em Osasco para estudar a explosão no Shopping;
Ajudou a construir o muro de Berlim em 1961;
Lutou ao lado dos Croatas, na Guerra de Kosovo;
Gravou junto com Raul Seixas, a música “moleque maravilhoso”;
Foi em carne e osso, o soldado que achou Sadan Hussein num buraco;
Promoveu a 1ª reunião da OLP, junto com Yasser Arafat;
Foi um dos sobreviventes do acidente nuclear em Chernobyl;
Compôs junto com Robert Johnson , a música “evil and Angel”
Foi personagem do filme as “12 muralhas”, junto com Bruce Lee ;
Participou do bloco carnavalesco “vai quem quer”, tocando surdo junto com o Bisqui, Joaquim Preto (saudoso) chefe da bateria e evolução;
Foi em carne e osso a Mãe – de – Santo que fez o trabalho a pedido de Elza Soares, para que o Garrincha largasse o álcool ;
Lutou nas Malvinas, contra a presença Inglesa;
Participou do Conclave para a escolha do novo Papa;


Abraços


Rei da Vela

segunda-feira, novembro 13, 2006

Assuntos da Alma

O telefonema que não vem
P/ Olhos Verdes


A dor da espera do telefonema que não vem
É a mesma dor que vai nos trilhos do trem.
É passagem que vai da alma ao coração.
É companheira que sofre junto com a emoção.

São tantos os malefícios dessa dor que
não afeta um músculo da minha face mas,
corrói a tampa de aço que sustenta meu cérebro
ordenando as juras de amor correrem para o esgoto
deixando no lugar o fel das promessas interrompidas.



Dor

Ferida inflamada
No peito uma dor
Nos olhos um sonho
Na feição uma cor.

Profunda é a lágrima
Que molha meu rosto.
Salgada como o mar
Alivia minha dor.

Arruinada estou
Com frio e fome
Molhada por dentro
E derretida por fora.

Vejo uma flor
Não tem espinho
Mas é perfumada,
Não é uma flor
e sim minha dor.
............................................


O golpe da vida é como um violento acidente de carro.
A gente nunca espera.

............................................


A tortura da própria mente é a maior punição
que um homem pode sofrer.

sábado, novembro 11, 2006

Nós vos pedimos com insistência:
Não digam nunca isso é natural.
Sob o familiar, descubram o insólito.
Sobre o cotidiano, desvelem o inexplicável.
Que tudo o que é considerado habitual provoque a inquietação.
Na regra, descubram o abuso.
E sempre que o abuso for encontrado, encontrem o remédio.

Bertolt Brechet
na ausência do Coronel, postei o Brechet

abraços


Rei da Vela
Nós vos pedimos com insistência:
Não digam nunca isso é natural.
Sob o familiar, descubram o insólito.
Sobre o cotidiano, desvelem o inexplicável.
Que tudo o que é considerado habitual provoque a inquietação.
Na regra, descubram o abuso.
E sempre que o abuso for encontrado, encontrem o remédio.

Bertolt Brechet
na ausência do Coronel, postei o Brechet

abraços


Rei da Vela

sexta-feira, novembro 10, 2006

E o ônibus lotado...

Estamos diante de uma situação que não condiz com a realidade econômica de cidades do porte de São José dos Campos. Fazem 21 anos que o transporte público corre solto em sanja sem licitação e contratado por meia dúzia de “amigos dos amigos”.
Do outro lado estão as pessoas que utilizam o busão e não tem voz nem vez, a não ser as SAB’s que esboçam alguma tentativa mais são blocos divididos internamente por partidos mandatários da região. A quantidade da oferta de ônibus, além de não atender a demanda é de má qualidade.... e o preço tende a subir. E a galera continua voltando para casa, balançando sacola de supermercado da bunda alheia...
O pior é que a maioria das pessoas que estão lá, enlatadas, calculando qual a melhor hora para seguir em frente para descer no ponto, também querem ter carro particular. É claro...com aqueles carros reluzentes passando a toda ao lado enquanto estamos lá parados esperando o da frente andar. O transporte público é para todos. Só estamos com essa cidade mais suja, fedida e feia, cheia de asfalto, por quê os “bem sucedidos” tem na mentalidade de que o importante é não pegar o busão e cambalear entre as pessoas.
Samuel

quarta-feira, novembro 08, 2006

COMUNAPIRAQUARA

Um mero conceito sugerido de cidadania


Cidadania é a consciência que o indivíduo tem sobre o modo como deve se relacionar com o grupo social em que atua, e em relação à valorização e a preservação do meio em que vive.
Num mundo como o de hoje, sem cidadania não haveriam manifestações de todo tipo em defesa da condição humana, como os protestos contra a invasão anglo-americana no Iraque, que eclodiram em vários países pelo globo; contra o pseudo-estado gerido pelo narcotráfico e a sua violência aterrorizando moradores e turistas do Rio de Janeiro ou quando ativistas de organizações não governamentais saem às ruas em protesto contra a destruição do meio ambiente, forçando os países desenvolvidos se reunirem com o objetivo de estudar propostas de preservação ou de controle do avanço industrial.
Quando temos noção da nossa importância, do nosso compromisso, da nossa participação, da responsabilidade do que seja “ser” no mundo, transcendendo a mera condição de existir somente em torno das nossas próprias necessidades, do nosso umbigo, conseguimos atuar como cidadãos exercendo esta condição de fato, visando unicamente proporcionar melhoria de condição de vida para o próximo - o que consequentemente teremos também.
Cidadania é ir além do que se lê nos jornais, se ouve no rádio, ou na televisão. É ver de perto o problema alheio: Já pensou em sair da poltrona e prestar algum tipo de ajuda, seja qual for, para algum tipo de entidade que se preocupa com a condição humana?
Talvez quem escreve este artigo agora, ainda não se deu conta da “nossa” responsabilidade social, já que é cômodo se indignar confortavelmente diante da TV.
Difícil é tomar uma atitude, mas se indignar já é o começo.

Nilson Ares

P.S.: Caros colunistas e leitores: Ontém foi meu dia, ontém não deu. Hoje só desta vez! Estarei revezando com o Reidavela as terças.
Então, até a próxima!

Imagem pública

Santo Expedito deixou os tradicionais "santinhos" de lado, muito pela apropriação eleitoral dessa forma de propaganda, para investir numa campanha mais arrojada de marketing pessoal. Aqui na minha cidade há um outdoor, desses enormes, com o ex-voto do santo, o tradicional slogan "agradeço a graça alcançada". Ao ver a enorme figura do santo estampada, heróicamente colorida, achei graça, meio constrangido pelo exagerado modo de publicar um agradecimento, pensando como essas coisas da esfera íntima religiosa acabam transbordando para o público, sem pedir licença. Já não bastasse a placa "Valinhos é do Senhor Jesus" na entrada, como quem diz, se você não é, meia-volta. Mas enfim me lembrei de alguns ex-votos que vi em Ouro Preto e Mariana, em museus e igrejas. São pequenos quadros, pintados toscamente, encomendados pelos agraciados por volta do séculos XVII ou XVIII, e que retratam cenas referentes à graça alcançada, pessoas enfermas, acamadas, mutiladas, transtornadas, etc. Então não seria o outdoor do Santo Expedito (que deveria ser o padroeiro da propaganda e marketing) apenas uma atualização desses ex-votos ao espaço público?
Marcio

QUE ABANDONO É ESSE AQUI?

segunda-feira, novembro 06, 2006

CORRUPÇÃO

Caro leitor,
Depois de um feriadão como esse, falar da coleção de vestidos da Barbie ou da coleção de carros importados que desfilaram no litoral e na serra não seria possível pq. não fizeram parte da minha realidade.

Peço desculpas mais uma vez por não ter preparado um texto melhor porém escolhi esse que escrevi há um certo tempo e o vejo sempre como atual.

CORRUPÇÃO: É uma pena esse substantivo ser feminino! rsrs

No sentido figurado cf. explica o dicionário Houaiss, corrupção é a depravação de hábitos, costumes etc.; devassidão.
Ato ou efeito de subornar uma ou mais pessoas em causa própria ou alheia, geralmente com oferecimento de dinheiro; suborno, emprego, por parte de grupo de pessoas de serviço público e/ou particular, de meios ilegais para, em benefício próprio, apropriar-se de informações privilegiadas, geralmente acarretando crime de lesa-pátria

Termo jurídico: disposição apresentada por funcionário público de agir em interesse próprio ou de outrem, não cumprindo com suas funções, prejudicando o andamento do trabalho etc.; prevaricação.

Mas independente do sexo da coisa aí, o fato é que a corrupção é um fascínio para muitos. O hábito ficou tão comum excepcionalmente nesse país, que não se consegue trabalhar direito sem que haja uma merda dessa no meio e claro que só é descoberta e jogada no ventilador depois que alguém ficou sem ganhar uma fatia do bolo.

Minha indignação me leva a essas e muitas outras questões:
1. Por que o roubo é fascinante?
2. Por que o proibido é melhor?
3. Por que o feio é mais atraente?
4. Por que o indigno chama mais atenção?
5. Por que o politicamente incorreto funciona?
6. Por que a justiça torta prevalece?
7. Por que o mal ocupa sempre o lugar que não é dele?
8. Por que o poder fascina os mais fortes (na filha da putice)?
9. Por que chantagear ainda é uma arma invencível?
10. Por que a coação leva muitas notícias ao suicídio?
11. Por que a extorsão suga o sangue alheio?

Enfim, nenhuma das respostas para essas perguntas justificaria o caminho que leva uma pessoa a corromper seja um sistema, um filho, um pai, uma família, uma vila, um bairro, uma cidade, um estado, um país.

Corrupção é sempre assunto porém nunca vi um ponto final decente e satisfatório em nenhuma das situações.

1 minuto de silêncio por favor.
Ponha sua “caixinha” para funcionar e tente se lembrar se já corrompeu (generalizando o sentido) alguém...

Ficou com vergonha? Então faça hoje três ações boas para minimizar o estrago!

Olhos Verdes.

quarta-feira, novembro 01, 2006

Nós, Esses Vagabundos Iluminados

Nós, Esses Vagabundos Iluminados

Gostaria de começar dizendo, que entendo o que o nosso paroquiano Farias disse em seu ultimo texto, até por que eu também estava no mesmo local, na mesma hora e sendo sujeito da mesma afronta. Só não tive o mesmo insight que ele, e não sei se foi para o bem ou para o mal ou se foi por cagaço mesmo.
O fato é que vivemos em uma cidade que presa por um desenvolvimento desigual e combinado, priorizando as grandes vias de acesso que interligam condomínios fechados que buscam auto suficiência como feudos, em detrimento dos lugares públicos, ao convívio social em espaços comuns.
Esse é fim do homem público, digo homem público não aquele que exerce alguma atividade oficial na política ou no Estado, mas sim do homem que tem uma relação identitária com o meio e o espaço (cada vez menor) público que o cerca.
Isso vem ocorrendo, devido ao que se convencionou chamar de “Não Lugar”, um sociólogo/antropólogo francês chamado Marc Augé foi o primeiro a cunhar tal termo que designa lugares que não retém nenhuma identidade, não está relacionado historicamente ao individuo que o utiliza e não transfere qualquer carga de significação, representação, e unidade simbólica para o cidadão.
Perece que vivemos em um campo de refugiados, não há mais a mínima relação identitária com alguns lugares de nossa cidade, veja por exemplo o anel viário, é apenas um local de transito, de passantes encapsulados em seus carros, não pode e nem é interessante que vejam lá as pessoas andando a pé e se relacionando umas com as outras, como um pastor pregando, ambulantes vendendo agulhas de desentupir fogão, e toda sorte de produtos que o meu amigo Rei da Vela soube reproduzir bem em sua música, que trata, contrariamente, da dimensão simbólica da rua sete de setembro.
O espaço público está sendo engolido pelo privado, o que não está sob a posse de alguém ou de um grupo não pode estar em posse do público. Em nosso país é tênue a fronteira entre o público e privado, há uma distorção histórica em que o segundo subverte o primeiro, vale a pena citar a obra seminal de Raimundo Faoro – Os Donos do Poder - em que traça a dimensão histórica dessa distorção desde a capitanias heditárias que resultou na acumulação primitiva latifundiária nas mãos de poucos( na intenção da coroa portuguesa de privatizar a colonização do Brasil), até a organização patriarcal canavieira chegando a oligarquia cafeeira todas essas organizações foram pautadas pela distorção entre o público e privado.
E nossa cidade ainda está ancorada nesse legado, as pessoas saem de seus condomínios em seus carros vão para seus trabalhos, faculdades, shoppings e o que existe ou acontece no trajeto não lhes interessa, os espaços públicos tornam-se não lugares.
Os não lugares são espaços descontextualizados no tempo, não faz sentido sua constituição física relacionado no tempo, é possível vermos o anel viário numa foto de satélite mas o fim único a que se presta é para o transito de carros, e para os citadinos que não dispõem de um automóvel, transitar por esses lugares sem um carro não faz sentido nenhum.
Ao contrário do que se pensa, a política de uso e ocupação do solo, que privilegia a construção de condomínios que são verdadeiros feudos em nossa cidade em busca da segurança de uma classe abastada, gera desigualdade espacial, e da desigualdade a segregação espacial, e o aumento dos não lugares.
É usual um culto à imagem lustrosa de nossa cidade por parte daqueles que não enxergam essa desigualdade espacial, uma beleza que me parece obscena, quando em detrimento do espaço natural, tenta-se fazer um embrulho definitivo do espaço construído num celofane, do tipo que é ostentado em vitrines de lojas de luxo. É preciso que se diga que a conquista da beleza pode também ser um violento ato político.
E esse violento ato político é a super valorização do indivíduo e sua intimidade gerando a incapacidade de produzir sentido na relação em espaços comuns, isso se dá por que super valorização da vida privada e da intimidade é uma tentativa de resolver o problema público negando o problema público, esses condomínios que são verdadeiros bunkers é a forma evidente que a classe média encontrou de negar, por exemplo, o problema da violência em nossa sociedade, exteriorizando o problema público como se ela não fizesse parte dessa sociedade.
E isso se torna premente quando se caminha à noite pela rua de São José e sentimos na pele a sensação de refugiados em campo aberto, de expropriados do espaço público, de vigiados e passiveis de punição quando se tenta inferir no público e polarizar a alteridade, o outro o mundo.
E essa consternação Farias, foi a dos beats e ainda continua sendo a nossa, vagabundos iluminados.
Falou!!

PS.: Achei dignificante e espirituoso o “bla,bla,bla”, acho que estou incomodando alguém aqui nesse blog. Não sei que é, mas pelo visto a carapuça dessa classe média abjeta serviu, por que com certeza nunca pegou dois “busão” pro Santa Inês e não faz nem idéia a onde fica a UBS mais próxima de sua casa. E ainda por cima deve ser são Paulino essa porra... A torcida do São Paulo é o curral eleitoral do PSDB... São os garrotes de engorda que ruminam o pasto verde do pensamento único da classe média!

Roman Opalka e o tempo

Apesar de ter nascido na França, Roman Opalka é de origem polonesa, e esteve durante a infância vivida em plena 2ª guerra mundial em Auschwitz. Tornou-se internacionalmente conhecido pelo trabalho "Do um ao Infinito", que realiza desde meados da década de 60. A primeira tela desta série tem o fundo totalmente negro. Sobre esta tela, no canto superior esquerdo, iniciou a partir do número 1 a seqüência dos números naturais, em tinta branca, e com o pincel nº zero. terminando de preencher toda a tela com a seqüência numérica, fotografava seu rosto e gravava sua voz lendo os números que tinha pintado. então passa para uma nova tela, na qual adiciona 1% de tinta branca ao fundo da tela primeiramente negro (vocês se lembram, na escola, quando tentávamos fazer um cinza com guache, e colocávamos a mesma quantidade de branco e preto, e ficava preto?). Então reinicia a seqüência numérica de onde havia parado, novamente fotografando seu rosto na mesma posição da primeira foto, com a mesma máquina, e gravando sua voz. Cada tela tem o mesmo nome "Do um ao infinito: detalhe", pois é apenas um fragmento do trabalho.
Opalka continua fazendo essa série até hoje. Quando vi alguns desses trabalhos, expostos juntamente com as respectivas fotografias (sempre de camisa branca, a mesma expressão do rosto) e a gravação de sua voz lendo, acho que em polonês, os números, fiquei impressionado. Pois o que ele quer apreender em seu trabalho é nada menos que o tempo, sua inexorável passagem alheia à nossa vontade. Para isso, tem que abdicar de qualquer outra perturbação, para dedicar-se exclusivamente a esta tarefa, dia após dia. essa dedicação a um único trabalho causou-me um forte impacto, pois parecia uma tarefa quase religiosa, como um monge que se retira enclausurado para rezar por nossas almas, um mártir. Só que Opalka faz isso através do trabalho. As telas totalmente preenchidas por números, sua caligrafia constante, (à medida que atinta do pincel vai acabando, e ele molha-o na tinta branca para continuar escrevendo, o que segue um padrão repetitivo, a variação do branco dos números formam rajadas, ondas pela tela) são apenas um mero fragmento de um todo que tende, teoricamente, a nunca acabar.
Depois de três décadas, opalka já pintou centenas de telas e a contagem está na casa dos cinco milhões. O fundo da tela inicialmente negro foi tornando-se cinza, cada vez mais branco, o contraste dos números foi diminuindo, cada vez é mais difícil lê-los. Seu rosto nas fotografias tomou-se de rugas, e seu procedimento sistemático ao fotografar-se da mesma maneira torna isso irrevogavelmente evidente. sua voz envelheceu.
hoje, ao me deparar novamente com este trabalho, tive uma impressão bem diferente sobre ele. O fundo da tela está completamente branco. Segundo uma biógrafa do artista, os números são visíveis por apenas segundos, pelo brilho da tinta molhada, e desaparecem ao secar para sempre (uma metáfora nada otimista da vida). Aquela impressão que tive sobre a entrega do artista a um trabalho único, a uma tarefa sem fim, de certa maneira grandiosa, inverteu-se. Pareceu-me que Opalka apenas se resignou perante ao que há de mais certo na vida, e avaliando qualquer outra atitude como inútil, limita-se a registrar a passagem do tempo até que o fim chegue. Registro da espera, pois não há outra posição possível, confortável. Como ele mesmo disse, quando escreveu o número um na tela, seu trabalho já estava pronto.
Não há como julgá-lo, pois, também palavras dele, depois de Auschwitz, não há nada a dizer. Seu trabalho é sem dúvida um dos mais impressionantes do século. Mas essa postura, que posso muito bem estar enganado sobre ela, não me deixa muito confortável.